22 julho, 2009
QUESTÃO DE EDUCAÇÃO...II
Inauguração da Biblioteca Maria Natércia Ruivo.
Diz a Dra. Clarinda Moreira:
“…um outro motivo de perplexidade, esse lamentavelmente já não para mim, mas decerto para muitos dos presentes, foi porque razão o Presidente da edilidade, num momento solene de inauguração de uma consecução que a todos satisfazia e orgulhava, logo após as primeiras palavras de cumprimentos e boas-vindas, justificando com palavras de apreço e atribuição do nome MARIA NATÉRCIA RUIVO àquele espaço, subitamente desatou a gritar crispado contra o que apelidou de “profetas da desgraça”, que só teciam criticas e nada faziam por Almeida, disparando em todas as direcções, misturando alusões de obras feitas com anúncio de obras a concluir, esquecendo-se completamente que as pessoas ali eram convidadas e o orador o anfitrião que as deveria acolher…”
Excerto do artigo publicado no jornal Praça Alta de 14/07/2009.
Decididamente o nosso Presidente da Câmara está a ceder à pressão ou não está a saber lidar com ela.
Mais uma vez a indelicadeza, a falta de postura e de sensibilidade para o cargo que ocupa, traíram Baptista Ribeiro.
Baptista Ribeiro está com os nervos à flor da pele e desata a demonstrar falta de civilidade, a ter poses que não dignificam a instituição de Presidente da Câmara para a qual foi eleito por 90 votos de vantagem. Trata e transforma adversários em inimigos, apenas pelo simples facto de, apesar de vivermos em democracia e em liberdade, se discordar dele. Prefere induzir tentativas de retaliações a familiares de adversários em detrimento da confrontação directa, essa sim saudável e inteligente, pois enquanto simples adversários políticos, podem ser conquistados, mas quando tratados como inimigos dificilmente o conseguirão. Revela assim défice de aptidão para o confronto politico que se aproxima.
Seria bom para Baptista Ribeiro e para a sua novíssima aliança, esperemos que democrática, tivesse um período de meditação, umas férias talvez, e repensasse esta sua postura. Para mim e para a candidatura de Orlindo Vicente preferiríamos que continuasse com esta conduta.
Para terminar penso que também não ficaria mal se terminasse com tanto elogio, tantas loas, tanto louvor a roçar a bajulação ao seu Vice-Presidente José Alberto Morgado, pois este está a demonstrar melhor feição, outro jeito, outra postura e inteligência até para estas questões de eleições autárquicas. Para além de ser ridículo da sua parte, o seu Vereador José Alberto Morgado demonstra na prática que não necessita e até agradecerá.
João Neves
16 julho, 2009
QUESTÃO DE EDUCAÇÃO...
De tudo o que se tem dito, muitas coisas são verdade, mas não deixam de dizer também algumas inverdades.
Acreditem sinceramente que não estou muito preocupado com a situação.
Entretanto para os mais críticos à minha pessoa, vou deixar aqui em palavras, o filme de hoje, no que diz respeito ao encontro que tive com o senhor Presidente da Câmara de Almeida, Prof. António Batista Ribeiro.
Logo pela manhã dirigi-me à Câmara Municipal, mais concretamente à tesouraria, para efectuar o pagamento do recibo da água de um amigo.
Após o serviço feito, saí.
Vejo então o senhor Presidente sair da viatura oficial e dirigir-se à escadaria.
Encontro frente a frente inevitável. Em fracções de segundos questionei-me qual seria a reacção do senhor, perante a minha pessoa, depois de ter dito a meu respeito, o que disse.
Como sou pessoa educada, não fugi à minha responsabilidade e num gesto de Homem ao passar lado a lado com ele, cumprimentei-o dando-lhe os bons dias ao mesmo tempo em que lhe estiquei a mão.
Houve da sua parte o mesmo gesto, mas com palavras que não esperava ouvir da sua boca.
Sem parar e sem abrandar o passo e sem me olhar, olhos nos olhos, balbuciou que não me deveria cumprimentar, mas....
Sinceramente a partir daqui não consegui ouvir nada mais do que o senhor Presidente me disse pois continuou a sua passada apressada. Ainda o chamei para falarmos e não me virar as costas numa atitude de pessoa mal-educada. Inconsequente.
Ainda bem que alguém presenciou a cena e testemunhou esta atitude.
Naturalmente que entre nós existem divergências significativas. E muitas.
Mas o facto de não partilharmos a mesma forma de estar na política, pelos actos, posturas, formas e ideias, não significa que tenhamos que ser “inimigos”.
Os homens educados sabem separar as águas. E aquilo que hoje pode ser uma divergência, amanhã pode tornar-se num factor de convergência.
Aliás o senhor Presidente devia saber isso, até porque nas últimas reuniões que tivemos ambos e mais alguns amigos, na sua terra, acabou por concordar com determinadas posições minhas e de demais pessoas, na discussão de um só assunto. Resumindo não fui eu que mudei de opinião, foi ele.
Por minha parte continuarei a ser educado e a respeitar a pessoa do Senhor Presidente da Câmara e o cidadão António Baptista Ribeiro sempre que com ele me cruzar. É esta a minha postura e foi esta a educação que recebi.
Enfim, talvez seja uma questão de chá!
Esta forma como o senhor Presidente Prof. António Batista Ribeiro se me dirigiu, não é novidade para mim. Esperava eu que com o passar do tempo, conseguisse amadurecer politicamente, para conseguir entender que a convivência com os homens, ainda que diferentes, somos todos iguais. Mas não, alguns por mais voltas que o Mundo dê jamais conseguirão compreender a verdade da razão.
Por hoje fico-me por aqui.
Mas prometo voltar dentro de dias. Pois para verificarem que não foi caso isolado, virei dentro de alguns dias publicar a carta que me foi dirigida pelo senhor Presidente da Câmara de Almeida, Prof. António Batista Ribeiro no mês de Novembro de 2007, tinha eu acabado de publicar neste blog o meu segundo artigo “Eça de Queiroz – Ano de 1867”. Quase que não deixou respirar o Almeida Fórum.
Poderão nessa altura tirar mais algumas conclusões no que diz respeito a posturas e formas de estar na política e vida em sociedade.
Até à próxima.
João Neves
04 julho, 2009
ORLINDO VICENTE e a FORÇA DE ACREDITAR

"...Esta recandidatura, que tem por base um plano de acção bem delineado, pretende pôr ponto final a um período de políticas erráticas que ao longo dos últimos anos têm impedido que sejamos um concelho dinâmico, coeso e competitivo. Nos últimos três anos e meio, as políticas de curto prazo e de navegação à vista, por um lado, não permitiram lançar as bases para um desenvolvimento sustentável do nosso território e, por outro, conduziram as finanças municipais para níveis preocupantes..."
"...É necessário governar os destinos do concelho de Almeida com as pessoas e para as pessoas, com isenção, frontalidade e transparência, pelo que estes serão pilares sólidos da próxima governação, caso, como esperamos, esta candidatura seja vitoriosa..."

"...Este aspecto é muito importante, porque, sentindo-se já ventos de mudança, alguns, em jeito de desespero, tentam fazer em meio ano aquilo que três e meio não lhes chegou..."
"...Não. Não foi por falta de meios financeiros. Foi, sim, pela ausência de um rumo, o que agravou o estado em que se encontra o nosso concelho..."
"...Onde está o Bairro Social, prometido vezes sem conta, para Almeida? Pese embora o acordo celebrado com o Governo, este projecto está no papel e, possivelmente, dentro de alguns dias, estará numa maqueta e num Outdoor, para, mais uma vez gerir expectativas..."
"...Onde está o Parque TIR de Vilar Formoso? Esta infra-estrutura, tão necessária ao desenvolvimento do nosso concelho, mais uma vez foi adiada, correndo-se o risco de a perdermos para ou
tros...""...Quero, no entanto, congratular-me com a iniciativa do Ministro da Cultura e dos Negócios Estrangeiros que, ao apadrinharem uma candidatura conjunta de Estremoz, Marvão, Elvas, Valença e Almeida a Património da Humanidade, virá, com toda a certeza, quando for aprovada, ajudar a divulgar esta vila e, consequentemente, potenciar a dinamização económica, social e cultural do concelho de Almeida..."
"...Assim, entre outras políticas, é necessário implementar, após definição e aprovação de Planos de Ordenamento específicos, uma política de recuperação, reconstrução e revitalização dos núcleos urbanos, com especial acuidade do núcleo histórico de Almeida, nomeadamente através da isenção do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) durante 10 anos para os imóveis objecto de operações de reabilitação urbana, afectas maioritariamente a fins habitacionais, e isenção de IMT sobre as aquisições de prédio urbano ou de fracção autónoma de prédio urbano destinado exclusivamente a habitação própria e permanente, na primeira transmissão onerosa do prédio reabilitado. Com esta medida, e o “devolver” das pessoas ao centro histórico de Almeida, a candidatura de Almeida a Património da Humanidade sairá reforçada..."

"...A coesão social é outro factor a ter em conta no desenvolvimento de qualquer sociedade. Assim, também nesta área, é necessário actuar de forma concertada. Pôr em funcionamento uma política de verdadeiras parcerias entre as diversas Instituições Particulares de Solidariedade Social, bem como entre estas e a Câmara Municipal, a fim de implementar uma rede de equipamentos e respostas sociais, para partilhar recursos, tanto huma
nos como técnicos e físicos, ou seja, concretizar e aplicar uma verdadeira “Carta Social Municipal”. A criação destas sinergias, associada ao esforço notável das IPSS concelhias, seus dirigentes e dos apoios do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, no qual o meu Amigo Pedro Marques exerce as funções Secretário de Estado, irá permitir alcançar bons resultados. Assim sendo, meu caro amigo Pedro Marques, vou continuar a fazer-te umas visitas, como amigo e como Presidente da Câmara de Almeida..."29 junho, 2009
BIBLIOTECA MARIA NATÉRCIA RUIVO
Cumpriu-se, a 28 de Junho de 2009, a vontade dos almeidenses de homenagear a tua memória e agradecer a tua dedicação por esta terra, atribuindo o teu nome à Biblioteca que se acabou de inaugurar.
Não deixou, porém, de ser muito penoso constatar a tua ausência como razão de ouvirmos os testemunhos daqueles que contigo privaram, mostrando bem a amizade e consideração que te tinham... Ouviram-se louvores muito justos, provando completamente que os almeidenses têm memória e não te esquecem!
Fiquei muito feliz por isso, apesar de todos os outros motivos de tristeza: a pessoa que mais gostaríamos de ter entre nós, era a razão porque estavam ali… a falar de ti!
Discreta como eras, tenho a certeza que estando viva entre nós, nunca o permitirias…
No entanto, foi precisamente por não poderes estar… que estiveste, que estás connosco, que fizeste e nos farás companhia, enquanto por cá andarmos. Permanecerás sempre no mais fundo silêncio da nossa saudade e da nossa memória, enquanto o sentir do teu braço nos continuar a acotovelar o tempo todo, enquanto ouvirmos segredar aos nossos ouvidos as tuas confidências de satisfação ou indignação, e no teu piscar de olho maroto, naquele teu inconfundível gesto de cumplicidade. Tu bem sabes do que falo!
Por ora, o que posso dizer é que as crianças, os jovens, as mulheres e os homens de Almeida têm um espaço digno de cultura e de fruição, que a todos cabe estimular para que dê frutos e um saber digno do teu exemplo. No ar, paira a tua lição de determinação de lutar por Almeida que deixou um rasto de esperança nesta terra. E rejubilo com muitos almeidenses, agora que posso verificar que apesar de algumas (muito escassas) resistências inicialmente manifestadas, o teu nome e a tua memória perdurarão como exemplo de não desistência e que, por mais manobras subterrâneas ou palacianas que tenham atrasado a confirmação da atribuição do teu nome à Biblioteca Municipal de Almeida, a voz dos almeidenses foi mais forte!
Mas se me podes ler, vais perdoar-me, porque sabes que eu partilho do teu gosto pela verdade e pela justiça, mas não da tua conformação: em nome dos muitos almeidenses que se prontificaram a assinar para que a Biblioteca Municipal permanecesse como o símbolo da tua entrega de muitos anos por Almeida, tenho de lavrar aqui um protesto: esperámos todos calmamente por essa confirmação que interpretámos como uma ponderação para não agravar susceptibilidades, porque o desgosto da tua perda estava demasiado vivo; depois, mais impacientemente, porque não compreendíamos a razão de tanta demora e, por fim, quando se soube que a vontade dos almeidenses seria cumprida, ficou pouco claro o respeito que é tido por essa vontade.
Senão, vejamos: no exterior da Biblioteca, apareceu apenas o nome “BIBLIOTECA MUNICIPAL”. Enquanto as pessoas ansiosas se interrogavam sobre se, quando, porquê não era afixado o teu nome numa placa, apareceu uma pedra a fazer lembrar um livro aberto: seria ali? Não. Era um poema de Miguel Torga. Seria lá dentro? Na inauguração, aguardávamos todos que se descerrassem as bandeiras que cobriam dois vultos na parede: Numa, sob a bandeira do município, surgiu uma placa onde pode ler-se:
Inaugurada pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Dr. José da Costa Reis, Sendo Presidente da Câmara, o Prof. António Baptista Ribeiro, Almeida, 28 de Junho de 2009.
Seria agora? Noutra, coberta pela bandeira nacional, surgiu o teu retrato, com o teu nome como legenda: Dra. Maria Natércia Ruivo. Houve aplausos. Mas deixou a interrogação: “Inaugurada”… o quê?
Afinal nem aqui é assumido que a Biblioteca tem o teu nome???
Vai ficar apenas nas faixas acrílicas e nas portas interiores de vidro? No meio de tantos “técnicos sabedores” que mandam actualmente em Almeida, sempre tão publicamente elogiados, não houve nenhum que medisse a desconsideração? Que Executivo sustenta esse tipo de iniciativa? Toda a obra que é inaugurada tem um nome, não é? E porque não aqui? E porque não foi essa proposta, subscrita por uma massiva recolha de assinaturas, discutida e aprovada na Assembleia Municipal, para firmar a vontade dos almeidenses?
Política? Querida Té, decerto perceberias isso melhor do que eu. Eu cá, só daquilo que vejo e sinto. E não gosto de ver políticos a não mostrarem mais respeito pela vontade dos cidadãos. Não me dês outra cotovelada no braço… Já sei que devia ficar calada. Perdoa-me. Que eu perdoo também... Só não me peças para ficar calada. Saturei!
Um abraço de profunda saudade,
Clarinda
24 junho, 2009
LEI DOS POÇOS
"Lei dos Poços": Ministro garante que maioria não pagará taxa
Publicado em: 24-06-2009 10:36
Fonte: Diário de Notícias
Tipo: Geral
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, esclareceu que a generalidade dos proprietários de poços ou furos de água não necessita de obter um título ou pagar uma taxa por aquelas infra-estruturas.
"Precisam de título de utilização as actividades com impacto significativo no estado das águas", afirmou Francisco Nunes Correia, em conferência de Imprensa no Ministério do Ambiente.
O esclarecimento surge depois de um grupo de agricultores de Bragança ter constituído a Associação Nacional de Proprietários de Poços, Furos e Captações de Água para "travar" a chamada "Lei dos Poços" ou "Lei dos Furos".
Os promotores da nova Associação dizem que a lei tem como fim último obrigar os agricultores a pagarem a água e que a legalização acarreta custos incomportáveis.
"Não fomos loucos ao ponto de pensar que quem tem um poço de onde tira um balde de água para dar de beber ao gato precisasse de título de captação", afirmou o ministro do Ambiente.
Nunes Correia explicou que "quem quiser fazer um furo ou um poço com meios de extracção superiores a cinco cavalos precisa apenas de comunicar à administração".
Em relação a poços antigos, o limite dos cinco cavalos também se aplica, sendo que quem ultrapassar aquele valor terá que obter uma autorização.
…
NOTA DO ALMEIDA FÓRUM:
Dada a urgência desta notícia de última hora e pelos motivos em causa, fomos obrigados a publicá-la de imediato.
Deixo uma pergunta que penso ser pertinente: quem vai restituir as despesas que os nossos Agricultores já despenderam até ao momento? Sim porque afinal a esmagadora maioria dos poços ou furos de água não necessita de obter um título ou pagar uma taxa por aquelas infra-estruturas.
E agora quem restitui esse dinheiro.
O alarmismo eleitoralista dos nossos autarcas é nisto que dá.
Esta é a forma actual de se liderar o nosso Concelho: em cima do joelho.
Sugestão aos Agricultores do Concelho de Almeida: favor dirigirem-se a quem de direito na Câmara Municipal de Almeida e solicitarem que sejam ressarcidos dos valores que já despenderam.
EXEMPLO DE DINÂMICA DA SOCIEDADE CIVIL

Aldeia de S. Sebastião
Um exemplo da Dinâmica da Sociedade Civil
No retrato actual do Concelho de Almeida, são marcantes os traços característicos das regiões deprimidas e periféricas que desde os anos sessenta vêm perdendo gradualmente o seu melhor recurso, factor fundamental no processo de desenvolvimento de qualquer país – as pessoas. A história demonstrou que um país que não aproveita o seu melhor recurso, está condenado ao fracasso e os actuais indicadores demográficos e de actividade económica do Concelho confirmam-no. Estamos a assistir à agonia lenta e dolorosa das nossas aldeias que já foram alfobres de gente em que a terra era escassa e pródiga para alimentar tanta boca. Não sendo gente conformada, muitos partiram nos anos sessenta para reconstruir a Europa, desbravar África e criar os bairros dos grandes centros urbanos.
Abril de 74 e a adesão à Europa, abriram as consciências e, além da liberdade, integraram-se na sociedade outros bens fundamentais onde emergem os conceitos de equidade no acesso universal à saúde, à educação, ao saneamento, à energia, às tecnologias da informação e à habitação. Acontece que muitos dos serviços e infraestruturas criados, ou a criar, poderão transformar-se em elefantes brancos apenas e só porque os beneficiários directos, no médio-longo-pr
azo já cá não estão e nem estão a ser criadas condições para favorecer o retorno da segunda geração dos que partiram.Desde o início dos anos 90 que em Aldeia de S. Sebastião (ASS) se teima contrariar este cenário deslizante e deprimente. Fazendo uma retrospectiva aos anos 90 e aos registos fotográficos do acto de lançamento da primeira pedra da ADCS – Associação Desportiva Cultural e Social de ASS, nenhum dos voluntariosos que então participou (muitos já partiram) ousou balancear a dimensão das realizações futuras. Á construção da sede social com funções polivalentes, seguiu-se o parque desportivo, a piscina, os bungalows e finalmente o Lar para a 3ª Idade. Se as realizações em si foram importantes, a avaliar pelos resultados directos e impacto nos beneficiários, um outro resultado muito mais importante é a criação de emprego perene, instrumento promotor de fixação de pessoas e acréscimos do rendimento disponível das famílias do concelho de Almeida. Hoje, ma
is do que nunca, o emprego é um bem inestimável para a população do concelho de Almeida.Não foi um percurso fácil. A prevalência do conceito de bem-comum de uma centena de habitantes, ancorado em práticas e tradições comunitárias de partilha e entre-ajuda; O hábito de resolver os problemas pelos seus próprios meios – enfatiza-se o facto de uma boa parte das realizações e dos fundos terem sido conseguidos com base em trabalho e contribuições em espécie; A vontade de fazer mais e melhor, remando por vezes contra a letargia das instituições públicas; foram os vectores de força do projecto.

Se é justo referir que as realizações resultaram de múltiplas vontades de valor imensurável, onde se inscrevem as sucessivas direcções da ADCS e a população da Aldeia e do Concelho em geral, seria injusto não registar aqui os nomes dos que lideraram o processo, nas pessoas dos irmãos Joaquim e António Fernandes coadjuvados por uma equipa em sintonia com os princípios orientadores da ADCS. Uma boa parte do seu tempo e toda a sua energia e capacidades, têm sido dedicadas aos sucessivos projectos e actividades promovidas pela ADCS. As múltiplas e diversificadas contribuições encontram-se registadas nos suportes contabilísticos e na memória de todos os que vierem a beneficiar de todas as valências criadas.
A dimensão e diversidade do projecto, veio demonstrar que a sociedade civil, quando animada por princípios de solidariedade e partilha, pode fazer mais e melhor do que as instituições públicas. Em primeiro lugar conhece melhor os problemas e encontra sempre soluções mais adequadas para os resolver; Em segundo não é permeável às clivagens e alternâncias de poder da esfera politica; Em terceiro, move-a o interesse comum e não o exercício ou a conquista do poder.
É neste contexto que, naturalmente, foram atribuídos à ADCS a execução de importantes projectos onde emerge a gestão do RSI (Rendimento Social de Inserção) para os concelhos de Almeida e Pinhel, importante instrumento promotor da coesão social e que, apesar da polémica criada veio reafirmar e enfatizar o papel e as capacidades da sociedade civil; A realização de acções de formação c
omo é o caso dos cursos de geriatria e das tecnologias de informação; Os cursos temáticos e ocupacionais; O apoio logístico às actividades juvenis e à prática do ecoturismo direccionado principalmente para as aldeias históricas, parque do Côa e outros centros de interesse de carácter regional. Dispomos de alojamento e fornecimento de refeições para albergar grupos de 50 participantes que nos procuram regularmente.Um projecto modesto e de âmbito local, foi-se transformando gradualmente num projecto integrado, mais completo, coerente e, acima de tudo, sustentável. Associado à prestação de serviços, sempre cada vez mais exigente em matéria de requisitos qualitativos, prosseguiu-se um objectivo fundamental: A criação de emprego permanente e sustentável. É porventura o resultado mais ambicioso deste projecto. A ASS ao tornar-se um empregador de referência do concelho de Almeida, cumpre uma função social fundamental na fixação de pessoas e na dinamização da base económica do Concelho.
Na construção deste projecto pluridisciplinar, com evidente complementaridade, para além dos apoios da população da Aldeia, é de enfatizar a participação em todos os projectos de um vasto leque da população do concelho, agentes económicos nacionais e estrangeiros só possíveis de mobilizar na base da evidência do trabalho feito e sobretudo na confirmação de que as infraestruturas e serviços disponibilizados correspondem às nec
essidades do Concelho.No próximo dia 1 de Julho cumpre-se mais uma meta deste ambicioso projecto : A abertura do LAR para a 3ª Idade, com capacidade para aproximadamente 30 utentes, equipado em conformidade com os regulamentos nacionais e requisitos de conforto e segurança. Este dia constituirá um marco para a ASS e para o concelho de Almeida. É o corolário de um longo percurso feito com persistência, rigor, abnegação e sobressaltos onde, porque não dizê-lo, também não faltaram os presságios dos velhos do Restelo.
Finalmente .... CONSEGUIMOS!
Aqui fica um reconhecimento a todos os que colaboraram e incentivaram a equipa que liderou o projecto, obra alicerçada na dinâmica da sociedade civil em parceria com as entidades públicas que souberam interpretar e reconhecer a relevância e a viabilidade dos sucessivos projectos. A leitura do caminho percorrido e os resultados objectivos conseguidos, conjugados com a vontade de fazer mais e melhor, auspicia que ainda há outros caminhos a percorrer. Que a ALMA não nos esmoreça!
José Santos Fernandes – Natural de ASS e sócio da ADCS
20 junho, 2009
10 junho, 2009
30 maio, 2009
NOTÍCIAS... À BRÁS
Ora aí está uma novidade, que já não é para muitos almeidenses, dada a informação a correr na comunicação digital, inclusive na blogosfera local, que agora aparece também na letra impressa.
E apesar do silêncio que continua no sítio oficial da CMA, o Sr. Baptista Ribeiro, sabendo do interesse que os seus munícipes costumam dispensar às notícias do TB, ainda recentemente com questão da referida não entrega da declaração de rendimentos do Presidente da CMA no Tribunal Constitucional, logo se dispõe a prestar declarações a este periódico, aproveitando não para esclarecer sobre a veracidade dessa incómoda questão, mas para procurar salientar “o trabalho desenvolvido nos últimos anos movido pela intenção de elevar Almeida a património mundial”.
A notícia deveria ter todos os ingredientes para agradar aos almeidenses... e não só. Por isso houve que apostar nela, apesar de esvaziada que estava a novidade, sendo óbvio que quando proferiu declarações ao TB, o Sr. Presidente, andava já há uns dias a ouvir zurzidelas da blogosfera, por certo espantado com a falta de entusiasmo manifestada (mesmo capaz de jurar que não lê). Aproveite-se, portanto, o “furo” jornalístico que perdeu, não o comunicando directamente aos seus munícipes através do sítio oficial da CMA, para ao menos passar recados à comunidade…
Sabendo que a notícia já não vai embasbacar ninguém, apesar do tabu que tentou criar com o anúncio de uma “grande notícia, de impacto nacional”, por altura do lançamento da sua recandidatura, há que ressalvar que o município constituiu uma equipa com «pessoas sabedoras da matéria e cientificamente preparadas para preparar a candidatura à UNESCO» e prepara-se ainda para criar outro mini-tabu sobre as «altas individualidades a nível científico a trabalhar no dossier de Almeida para que este projecto tivesse o melhor rumo».
E com isto consegue-se imaginar o consolo do autor dessas declarações, julgando dar uma chapelada a todos aqueles irritantes críticos da gestão do seu mandato, desde a alegada má gestão financeira, à patrimonial, passando pelas queixas dos próprios funcionários municipais alegando perseguição e injustiças, os mais jovens desiludidos e indiferentes, os mais velhos cépticos e desiludidos… e tudo o mais que ainda está por saltar das gargantas fundas.
Por outro lado, compreende-se ainda a perplexidade, apesar de todos estes contornos de golpe, agora inclusive nem com a uma possível candidatura a património mundial da UNESCO batem palmas, mas afinal que querem eles, queixam-se até por excesso de festas, ninguém os entende, uma corja, é preciso acabar com isso… antes que se faça tarde, senão que vai ser deste executivo, sempre tão bem intencionado e sempre tão mal compreendido!
Chega a dar pena! Tanto dinheiro gasto, e os almeidenses não dão mostras de entender o executivo eleito há quase quatro anos e, assim, com tantas reclamações, e sempre rodeado de pessoas tão competentes, tão sabedoras da matéria e cientificamente preparadas para a candidatura à UNESCO… só pode ser ingratidão ou rudeza destes ignorantes.
Será? É bem possível que os almeidenses, briosos com o seu património histórico, provando ser capazes de se indignarem por ele, quando muitos julgariam que estariam a dormir, se regozijem no íntimo, por um possível reconhecimento mais alargado da sua herança histórica como esperança ou miragem de sustentabilidade e desenvolvimento social e económico da população. Nem sequer os belisca que o projecto apareça integrado numa candidatura conjunta, de longe a ser preparada com pés e cabeça, até porque reconhecem que não seria nunca com esta forma atamancada que tem caracterizado a administração em Almeida, que alguma vez conseguirão alcançar esse sonho há muito perseguido, sempre a pairar no ar e sempre a esfumar-se no concreto.
Mas uma coisa parece clara, em todo este ambiente de tabus e cartolas, esqueceu-se o mais importante: o envolvimento afectivo e efectivo da população, a qual, em vez de se regozijar, agora apenas se sente joguete de manobras eleitoralistas. Por mais bem intencionada que seja, uma administração pública nunca deveria perder de vista o respeito pela comunidade que a elegeu para a governar. Quando venceu as últimas eleições, o executivo actual já tinha em mente a implementação deste projecto. Tanto, que fazia parte do seu programa e, porventura julgando até estar a trabalhar por ele, entregou Almeida às mãos dos seus técnicos “muito sabedores”, procurando sempre satisfazer-lhes os gostos, e até caprichos, sem sequer se dignar ouvir o sentir do resto da população. E se é justo que se diga que lhe fica bem esforçar-se por aquilo que constava do seu programa eleitoral, já não satisfaz que para alcançar quaisquer objectivos, sejam políticos ou pessoais, seja preciso vender a alma ao diabo, ou deixar-se enrolar por alfaiates que prometem casacas debruadas a ouro e diamantes!
Pelo que se pode verificar, a factura do ostracismo e decepção, nos mais variados domínios, na mistura de arrogância sempre repetida e profunda ao longo deste anos perante os eleitores, por mais bodos oferecidos aqui e ali ou quaisquer operações de charme para convencer a clientela, começam a não funcionar e até a obter um efeito completamente inverso: além de já não convencerem, acabam até por contribuir para acicatar uma indignação já acumulada.
Assim, não é de espantar que qualquer realização mais positiva se torne indiferente, qualquer “boa” notícia, ou qualquer outro truque de magia até às próximas eleições, mesmo que apadrinhado pelos nomes mais sonantes que possam ir agora buscar, ao invés das esperadas manifestações de agrado, se convertam facilmente em assobios estridentes, que nem mesmo com alguns aplausos mais abnegados se conseguem fazer calar.
Maria Clarinda Moreira
26 maio, 2009
ALMEIDA E A UNESCO...
Apesar do silêncio do sítio da CMA, alguns municípios e imprensa regional, começam a levantar o véu e começa a saber-se que Almeida, conjuntamente com outros quatro municípios (Elvas, Estremoz, Valença e Marvão), apresentaram intenção de em conjunto se candidatarem a Património Mundial da Unesco.
O que se deseja é o melhor para Almeida e se ser Património Mundial da Unesco fosse, por si só, bom seria óptimo. Mas as coisas não são assim tão lineares e muita, mas muita água vai correr debaixo das pontes até que a Unesco considere a candidatura válida…
Há que recordar que Marvão, que vem trabalhando metodicamente há muitos anos com esse objectivo, desistiu inicialmente da sua candidatura, por prever não cumprir os actuais critérios de classificação. Portanto, continua a não haver que embandeirar em arco só por uma almejada intenção de candidatura, pois muito haverá que alterar nos rumos já traçados bem à vista de todos nós - fora aqueles em previsão, um dos quais no artigo anterior em discussão, com todos os ramais temáticos, que cada vez mais merece dos almeidenses o slogan PEDRAS À NOSSA PORTA, NÃO!
Pelo menos no que diz respeito às intervenções arquitectónicas, sem esquecer a negligência de relacionamento com a sua própria comunidade, as opções que o Executivo tomou em Almeida ultimamente não virão, certamente, beneficiar esses critérios de classificação como Património Mundial. Pelo contrário, mesmo a correr favoravelmente esse processo, prevê-se que vai haver que despender muito dinheiro em modificações, pois a Comissão da Unesco que avalia as candidaturas é cada vez mais selectiva no rigor quanto a mamarrachos e outros devaneios arquitectónicos contrastantes numa desejada harmonia construtiva de locais históricos bem delimitados, como é o caso de Almeida.
Porque apresentar intenção de candidatura, por si só, não significa ter nota positiva no exame. Haverá primeiro que passar nas provas para isso. Sem esquecer a dificuldade de articulação de uma candidatura colectiva, com tudo o que isso implica!
Curiosa coincidência não deixa de ser a futura candidatura anunciada em ano de triplas eleições, para os vários órgãos: europeus, nacionais e autárquicos. Mas a tudo isto estaremos todos, enquanto cidadãos, bem atentos!
Rui Brito Fonseca
14 maio, 2009
REQUALIFICAÇÃO DO LARGO 25 DE ABRIL
Ainda que se ache necessário um arranjo condigno e consentâneo com a imponência das Portas de S. Francisco e se concorde com um monumento ao 25 de Abril, pensar em construir algo como o previsto no largo fronteiro às Portas de S. Francisco só passa pela cabeça de quem julga que os almeidenses não prezam a sua terra. É de tal modo grave e descabido o que ali se projecta fazer, que não há palavras para exprimir o quanto a Praça-Forte ficaria prejudicada! Pelos vistos, ainda não está satisfeita a sanha interventiva e insensível que o Executivo Camarário neste últimos anos tem desfechado sobre o património de Almeida, de tal modo danosa que muito a custo os almeidenses a poderão reparar. Todos conhecemos as opções que em nome da renovação de espaços têm sido tomadas, mas as que estão para vir reforçam a senda do desrespeito pelo valioso património histórico da Vila. Custa, assim, a crer que os almeidenses se desinteressem por esta situação, ou então passem procuração de olhos fechados à Câmara que elegeram há quase quatro anos, dando-lhe carta branca para decidir por eles. Mesmo outros poderes instituídos na vila, quer sejam associações culturais ou instituições políticas foram arredadas da discussão pública das machadadas que o poder camarário tem dado e tenciona continuar, tudo procurando silenciar.
Os projectados super mamarrachos, quer junto ao Castelo quer com a localização do monumento ao 25 de Abril (cujos projectos foram já objecto de acesa discussão aquando da realização de uns workshops em Agosto passado e logo posteriormente, quando colocadas imagens e resumo tanto no jornal Praça Alta como neste blogue Fórum Almeida , sob o título “(Des)arranjos em Almeida”) chocam ferozmente com a envolvência histórica da fortificação abaluartada, roubando a imponente esplanada ao monumento defronte às Portas de S. Francisco e afectando, pelo desmesurado contraste e anacronismo, a linha do horizonte da vila histórica.
É preciso consciencializar que a Praça-Forte padece com estes aleijões que estão a apagar o seu legado histórico-arquitectónico especial e único. É que essas incoerentes opções “renovadoras” estão a criar uma terra visualmente vulgar, como tantas outras que infelizmente enxameiam por Portugal! E nem os discursos estéticos ou coelhos tirados à última hora da cartola, como de uma eventual e sempre insinuada candidatura a classificação de Património Mundial da Unesco, justificam, bem pelo contrário, tanto disparate, nada trazendo de novo que os Almeidenses se possam verdadeiramente orgulhar e com que futuramente melhor se possam governar, se em mais assim se apostar.
Neste momento, não é de um aumento de fluxo de visitantes que Almeida precisa, mas de repensar em estratégias sustentáveis para o seu presente e futuro. E o orgulho dos almeidenses deve estar na inovação sem prejuízo da preservação do “seu” monumento, com todas as lições de História que dele podemos apreender, partilhando-o com o visitante. Não na sua vulgaridade.
Abramos os olhos!
Rui Brito Fonseca
NOTA: Este 'post' baseia-se num artigo publicado no nº168 do Jornal 'Praça Alta' a 12 de Maio. Para melhor informação dos almeidenses, optou-se ainda por digitalizar a planta do Projecto de Requalificação com sinalização dos respectivos sentidos viários, bem como a legendagem explicativa apresentada pela redacção do mesmo Jornal, que se seguem.


11 maio, 2009
IMPORTANTE PARA OS NOSSOS AGRICULTORES
INFORMAMOS TODOS OS AGRICULTORES E DEMAIS INTERESSADOS QUE O PRAZO PARA LEGALIZAÇÃO DE POÇOS, CHARCAS E OUTROS, FOI PRORROGADO PARA
31 DE MAIO DE 2010
Todos os agricultores do nosso concelho podem efectuar a legalização instituída por lei com a maior calma, em sossego uma vez que ainda têm mais um ano de prazo.
Mais informamos, que neste momento existem entidades devidamente preparadas para os auxiliar na execução deste processo, extremamente simples, são elas:
Junta de Freguesia de Vilar Formoso
Gabinete do Agricultor – C. M. A.
Não podemos deixar de passar esta oportunidade sem criticar o actual executivo camarário, representado pelo Senhor Presidente da Câmara Batista Ribeiro e o Senhor Vereador José Alberto Morgado, na forma e conteúdo como lidaram com todo este processo.
Sem pragmatismo, pois só se lembraram de Santa Bárbara quando trovejou, sem calma e sem ponderação de forma a não criar alarmismos desnecessários, pois a plateia era constituída na sua maioria por pessoas com idade já avançada e sem conhecimento da Lei.
Foi realizada uma sessão, que diziam de esclarecimento e informação do estatuído pelo Decreto-Lei n.º 226-A/2007 – nomeadamente art.º 89, convocada com toda a pompa e circunstância (o convite mais parecia para um casamento) para o Auditório Municipal de Almeida.
O Senhor Presidente da Câmara Municipal Batista Ribeiro não fez mais nada a não ser criar um ambiente de pânico aos presentes, insistindo por mais de uma vez que havia coimas, impostos e taxas, deixando na mente dos presentes uma imagem catastrófica.
Mas de esclarecimento sobre a legalização dos ditos poços… não sabia nada porque…não sabia.
Fiquei sem saber o que foi lá fazer então!
O Senhor Vereador José Alberto pouco ou nada adiantou também, pois…não sabia.
Limitou-se a afirmar que os poços secos não obrigavam ao seu registo.
Divulgou uma linha de crédito para Agricultores, afirmando ou dando a imagem, que a mesma seria a salvação da Pátria. O futuro nos dirá se tinha razão.
Se os protagonistas da convocatória da reunião, Batista Ribeiro e José Alberto Morgado da Câmara Municipal de Almeida, nada sabiam como o afirmaram, então qual o motivo e finalidade da convocatória desta reunião?
Porque se incomodaram as pessoas que vieram das suas terras deixando os seus afazeres a deslocarem-se a Almeida para lhes dizer que “…atenção vem aí um terramoto mas nós não vos podemos valer e se quiserem mais informações, dirijam-se ao Gabinete do Agricultor.”
Felizmente neste País ainda há Instituições que zelam pelos interesses de todos nós, que têm ao seu serviço gente com grande capacidade profissional, atentos a todas estas situações. Neste caso a minha homenagem à CAP- Confederação dos Agricultores de Portugal, e aos seus representantes no Concelho de Almeida.
Que este acto sirva de exemplo e permita alguma aprendizagem a todos vós.
João Neves
08 maio, 2009
ALMEIDENSE LANÇA NOVO LIVRO
9 Maio - 15h - Biblioteca Municipal de Sesimbra
"Congeminações de um Neopitagórico" é o título do novo livro de António Telmo, um dos representantes vivos da escola da filosofia portuguesa. Esta obra integra-se na colecção Nova Águia, dedicada à Filosofia e Cultura Lusófonas.
O lançamento terá lugar já no próximo dia 9 de Maio, pelas 15h, na Biblioteca Municipal de Sesimbra. Para além de contar a presença do autor, a obra será apresentada por Pedro Sinde. Estarão igualmente presentes Renato Epifânio, director da Colecção e da Revista Nova Águia, Carminda Proença e o editor Alexandre Gabriel. Nesta ocasião será igualmente apresentado o 3º número da Revista Nova Águia, dedicado ao legado de Agostinho da Silva.
SOBRE A OBRA
«Foram Portugal e Espanha - sobretudo Portugal - a darem ao Mundo o conhecimento de si mesmo. Agora lhes conviria e lhes caberia o papel de dar o conhecimento daquilo que é fundamental nesse Mundo: Toda a gente poder ter aquilo a que chamo de Vida Poética, no sentido de criadora, em qualquer dos domínios: artes, ciência, filosofia, mística.
Este livro apresenta-se como o órgão literário de um pequeno círculo, animado pela vida contínua e pelo movimento de expansão e entrega ao Mundo.
É a expressão de um grupo que, desenvolvendo-se por mestria de esquadro e compasso, pretende cultivar a Vida Poética, tal como no-la faz entender Agostinho da Silva, em si e nos outros.
«Este é um livro que se lê e relê com o proveito contagiado pela alma ígnea que anima o autor. O seu estilo característico alia com mestria, como raramente se encontra, a arte de bem dizer e o dizer profundo ou fecundo ao humor, o que torna este livro, a par de outro comparável a este titulado Filosofia e Kabbalah, um caso único no panorama contemporâneo das letras em Portugal. A melhor forma de fazer jus ao livro é deixá-lo falar por si próprio.»Pedro Sinde
SOBRE O AUTOR
Mais informação em:
30 abril, 2009
UM ANÓNIMO DISSE...
E o povo de Almeida continua sem saber como pode aparecer um edifício como o mamarracho naquele sítio, quando nem sequer uma grade autorizam colocar numa janela.Quando é que alguém se propõe explicar esta situação caricata?Porque razão alguns podem fazer edifícios que são autênticos escarros e outros não podem colocar só uma grade de protecção numa simples janela.Alguém tem que explicar isto…
Quando foram colocados neste blogue os excertos das comunicações de Ray Bondin e do Presidente da CMA, sob o título “CIDADES AMURALHADAS – Problemas de gestão”, abstive-me de sublinhados e destaques porque os mesmos, por si só, eram suficientemente elucidativos. Bastava uma simples leitura atenta para compreender a sua importância e o seu alcance. Os comentários entretanto adicionados ao dito ‘post’ mostram que os almeidenses são argutos e não precisam de muitas palavras para dizer o que lhes vai na alma…
E o que lhes vai na alma, como se viu, não deixa de ir ao encontro das reflexões mais profundas e desenvolvidas por um perito de prestígio internacional em matéria de Preservação de Bens Culturais, como Ray Bondin, porque estas matérias, ainda que alguns defendam quase exclusivas de “entendidos”, assentam também numa observação e opinião de bom senso, possível a qualquer um que estima e sente como sua uma herança patrimonial que lhe cabe defender, já que também por ela sempre tem sofrido outro tipo de constrangimentos.
Quando os almeidenses vivem toda a espécie de restrições para recuperarem os seus imóveis, sem ajuda técnica, sem incentivos para a preservação de um bem que é também colectivo, e ainda com o risco de verem os seus investimentos atrofiados por uma máquina incongruente que constantemente lhes cria obstáculos, jamais podem aceitar que lhes enfiem umas palas com argumentos de “críticas paralisadoras”. Muito menos, se bem na frente dos olhos lhes põem outros “autênticos escarros”, sem sequer lhes consentir o direito de contestação, sob pena de marginalização ou represálias, remetendo-os à condição de anónimos, procurando intimidá-los com espingardadas à toa, apostando em trunfos que só denunciam legitimidade perdida ou, pior ainda, em estratégias silenciosamente urdidas com o fito de impor mais intervenções avulsas, descontextualizadas, quer da vontade colectiva dos seus habitantes quer do pulsar de todo o ambiente e envolvência histórica da sua terra.
Uma evidência dessa estratégia fez-se em Agosto passado, como se pôde verificar com uns chamados ‘workshops’, em que foram convidados diversos escultores para trabalharem o granito de forma a criarem ‘projectos escultóricos’, os quais por sua vez serviriam de base, para não lhes chamarmos de pretextos, para outras intervenções cuja dimensão e impacto deixaram os almeidenses de boca aberta: um imponente miradouro, com rampas, escadarias, pérgola, esplanada… em posição dominante e visível de todos os quadrantes, ao pé e à distância de aproximação à vila e, por outro lado, um cravo com um pedúnculo de centenas de metros de extensão com tanques e repuxos de água, encimado por um amontoado de paralelípedos de pedra para condicionar o acesso à entrada principal da fortificação, defronte às Portas de S. Francisco.
O que está em causa não é, como é óbvio, o progresso de Almeida, que ninguém, muito menos os almeidenses, os mais interessados, querem impedir, nem os próprios monumentos, um o memorial do Bicentenário da Guerra Peninsular, outro o monumento ao 25 de Abril, cuja ideia até partiu de cidadãos de Almeida que, sobretudo no último caso, há muito nela persistem. Por muito questionáveis que sejam os tais ‘projectos escultóricos’, não é tanto contra os mesmos que os almeidenses se insurgem. Esses ou outros projectos… era pouco previsível que fossem consensuais. Talvez, contudo, o risco fosse menor se tivesse havido um envolvimento afectivo das forças vivas do concelho, cativando os estudantes e as associações culturais, bem como outros cidadãos, de preferência almeidenses, num esforço afectivo e em saudável competição de ideias que poderiam depois ser desenvolvidas pelos artistas, o que não aconteceu… e já poderia ter acontecido também na chamada requalificação da porta nova, ficando apenas ao critério de um núcleo restrito de decisores, vendo-se agora que o resultado não é da simpatia dos seus habitantes, nem sequer constitui qualquer motivo de orgulho nele!
Nesse, como noutros casos, o que mais fere e indigna os almeidenses, como se tem conseguido perceber pelas opiniões manifestadas, agravadas pelo clima de secretismo, tentativa de imposição, com aprovações consumadas, é o enquadramento e impacto proposto: para um memorial ao sacrifício de Almeida, com a explosão do seu castelo há 200 anos, é previsto o acoplamento de uma enorme estrutura betonada para turista mirar, em conflito com a memória dos seus habitantes; enquanto que para outro monumento à designada ‘revolução dos cravos’, se apresenta como já oficialmente aprovado, um projecto para uma grande rotunda com espelhos de água, pedra e mais pedra, largos passeios em redor, restringindo os corredores de circulação. No primeiro, uma volumetria para se conseguir ver bem à distância, no outro um enquadramento que condicionaria e ofuscaria o que está na frente, com séculos de pré-existência!
Ao que parece, nem a sugestão de que o monumento fosse colocado mais sobre o espaço do jardim exterior foi considerada. É para pôr à frente das Portas da Fortaleza e pronto! Mesmo que afecte a envolvência da chegada, percepção e fruição do outro monumento de fundamental relevância e antiguidade histórica no local.
Mas que critérios de intervenção são estes, em que a uns tudo parece ser possível e a outros nada, nem uma simples grade, com o argumento de não compatibilidade com a envolvente do centro histórico? Alguém que explique, pede um anónimo.
Um documento da UNESCO, o Memorando de Viena, datado de 2005, citado por Ray Bondin como uma enorme esperança para o entendimento das intervenções nas cidades históricas, obriga a reflectir sobre esta problemática, pondo em evidência o risco de que enquanto precisamente a discussão internacional procura centrar-se nas intervenções modernas nas cidades históricas, enfatizando a importância de preservar a sua envolvência, como forma de ajudar a compreender as forças e as necessidades das pessoas que as construíram… no rincão modesto de Almeida, com toda a sua relevância patrimonial nacional, traçam-se rumos totalmente opostos.
Logo no Preâmbulo do referido documento avisa-se que este deve ser lido como um continuum de outros documentos fundamentais da UNESCO, já aprovados, nomeadamente de 1964 a "Carta Internacional para a Conservação e Restauração de Monumentos e Sítios" (Carta Veneza), de 1968, a "Recomendação da UNESCO relativa à preservação dos bens culturais ameaçados por obras públicas ou privada", de 1976 "Recomendação da UNESCO sobre a protecção e Contemporânea Papel das Áreas Históricas ", de 1982 ICOMOS-IFLA a"Carta Internacional de Jardins Históricos"(Carta Florença), do ICOMOS 1987 "Carta para a Conservação das Cidades Históricas e Zonas Urbanas"(Carta Washington), de 1994 o Documento de Nara sobre Autenticidade, bem como a Conferência HABITAT II e da Agenda 21, ratificados pelos Estados-Membros, em Istambul (Turquia), em Junho de 1996.
Chama ainda a atenção de que o referido Memorando e o actual debate sobre a conservação sustentável dos monumentos e sítios devem ser vistos como uma chave para a afirmação de uma abordagem integrada, ligando arquitectura contemporânea, desenvolvimento urbano sustentável e integridade da paisagem assente nos padrões históricos existentes, parque imobiliário e contexto.
E mais adiante, nos Princípios e Objectivos, refere:
‘O desafio central da arquitectura contemporânea na histórica paisagem urbana é responder a dinâmicas de desenvolvimento a fim de facilitar as evoluções sócio-económica e de crescimento, por um lado, e, simultaneamente, respeitar a definição da sua paisagem urbana e o seu enquadramento paisagístico, por outro. A vivência das cidades históricas, especialmente cidades Património Mundial, exige uma política de planeamento urbanístico e de gestão que toma a conservação como um ponto-chave para a conservação. Neste processo, a autenticidade e integridade da cidade histórica, que são determinadas por vários factores, não podem ser comprometidas’.
'O futuro da nossa histórica paisagem urbana apela à compreensão entre os responsáveis políticos, urbanistas, empreendedores urbanos, arquitectos, conservadores, proprietários, investidores e cidadãos preocupados, trabalhando em conjunto para preservar o património urbano, considerando simultaneamente a modernização e o desenvolvimento da sociedade de um modo cultural e historicamente sensível, reforçando a identidade e a coesão social.'
Ora, pelo que é dado observar pelo percurso destes últimos anos, e novamente pela apresentação oficial de mais um projecto de intervenção, ainda no último dia 25 de Abril, precisamente para assinalar a efeméride, não é nada disso que se está a passar em Almeida. Há qualquer coisa aqui que está errada.
E só os almeidenses podem ajudar a corrigir.
Maria Clarinda Moreira

Digitalização de pág. da revista 'Visão' desta semana. Se o monumento é polémico agora, imagine-se com o restante.
24 abril, 2009
25 DE ABRIL
... o MFA é um Estado de espírito, por isso nunca pretendeu a institucionalização ou a sua continuação; foi criado com um objectivo e deixou de existir quando o alcançou..."
MAIA, Fernando Salgueiro, CAPITÃO DE ABRIL
18 abril, 2009
CIDADES AMURALHADAS – Problemas de Gestão
Almeida é sem dúvida uma das mais importantes vilas amuralhadas. Ao contrário de muitas outras cidades que têm apenas algumas portas ou parte da muralha original, Almeida é uma vila que se pode vangloriar de ter as muralhas completas e intactas. Isso torna-a perfeita para o estudo dos problemas das cidades amuralhadas e do desenvolvimento da arquitectura das fortificações. Almeida, assim com Elvas, são dois dos melhores exemplos de preservação de cidades amuralhadas. Almeida, em particular, deve estar muito orgulhosa do que faz para conseguir a sua preservação
(…)
As cidades amuralhadas são especiais. O simples facto de que os nossos antepassados decidiram fortificar essas cidades significa que lhes deram muita importância. As cidades fortificadas são, por isso, muito especiais. Já são muito poucas as cidades que ainda têm um sistema fortificado apesar de terem existido centenas delas.
(…)
Isto leva-me a outro ponto importante. Hoje em dia já não se olha para um projecto de conservação como sendo uma lista de projectos de restauro de edifícios individuais. Não faz sentido conservar um edifício único sem referir à área circundante.
(…)
Nenhuma construção pode ser considerada apenas por seu próprio mérito mesmo que desenhada pelo arquitecto mais importante. Tem de ter um contexto. Deve ser compatível com o tecido urbano da cidade. Quando se pensa numa intervenção dentro de cidades históricas, deve pensar-se na cidade como um todo.
(…)
Repito. Uma cidade histórica não é uma colecção de edifícios importantes mas um conjunto, uma enorme intervenção humana numa área em particular, que deve ser respeitada, reflectindo os diferentes períodos de desenvolvimento. Nenhuma cidade pode estagnar num período num período em particular porque cidades desta natureza estão sempre em desenvolvimento. Tenho a certeza que os arquitectos, deste modo, concluirão que temos o direito de intervir. A minha resposta é afirmativa, temos a obrigação de preservar o que os nossos antepassados construíram mas isso não significa que não permitiremos novas construções, mas em perfeita compatibilidade com as existentes.
(…)
O património é um activo, muitas vezes o único activo económico das cidades históricas. Temos que, doravante, olhar para a sua protecção deste ângulo. O património pode e deve ser um importante activo económico para as nossas cidades e temos de pensar na sua conservação e desenvolvimento com este facto em mente. Portanto ao discutirmos a administração das cidades históricas temos de dar importância a dois elementos, isto é, modelos económicos e, tanto quanto possível, o envolvimento da população local.
(…)
O turismo pode e deve ser visto como um elemento positivo na preservação do património. O turismo cria problemas especialmente em cidades pequenas mas também traz benefícios económicos. Os problemas de turismo podem ser resolvidos com um sistema de gestão.
(…)
Como já disse anteriormente, dou muita importância a um bom sistema de administração, especialmente quando esses sistemas são baseados numa vasta participação. Os Presidentes de Câmara devem tentar a maior participação possível. Nas sete cidades em que fui responsável durante vinte anos criei três Comissões de Aconselhamento nas quais havia uma grande representação da sociedade, incluindo Municipalidade, sector comercial, historiadores, projectistas, sector cultural, entre outros. Nas reuniões mensais eles discutiam formas de tirar o maior proveito dos fundos de apoio às cidades e, em particular, preparar projectos integrados que tanto no curto como no longo prazo, ajudassem as cidades a desenvolver e a preservar melhor o seu património. Este sistema não é perfeito, mas permite aos representantes uma melhor gestão das cidades. Estas comissões não olhavam só aos projectos de conservação mas também a projectos de melhoramentos do ambiente.
Ao preservar as nossas cidades, o objectivo principal é, acima de tudo, melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, conseguir um desenvolvimento económico, alcançar melhores padrões de vida. Isto só pode ser conseguido através da preservação do coração urbano histórico das nossas cidades.
Autor: Ray Bondin, membro do ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios), do ICCROM (Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauro da Propriedade Cultural) e do CIVVIH (Comité Internacional para as Aldeias e Cidades Históricas do ICOMOS), in Revista CEAMA nº 1, extractos de comunicação apresentada em Agosto de 2007, em Almeida.
II.
(…) O caminho vai sendo percorrido, mas é o que falta fazer que sempre constitui o desafio mais interessante. É nessa parte do que nos espera, como meta para a nossa actividade, que está a motivação maior do empenho de todos os que contribuem para construir o Presente, preservando o Património para que melhor possa cumprir as funções que o Futuro reclama.
De todos esperando participação, a todos tendo em consideração, a todos outorgando e de todos requerendo o respeito que nos merece o engrandecimento da nossa Terra, vamos brevemente colocar à disposição de todos mais dois equipamentos de qualidade que nos orgulham e ampliam o percurso que encetámos: refiro-me, concretamente, à abertura ao público da Biblioteca Municipal e do Museu de História Militar, este a instalar nas Casamatas.
Este caminho também é a aventura e a responsabilidade de ser indiferente à crítica paralisadora, assumindo a responsabilidade de quem, como poder político, é mandatado para decidir e fazer as opções que contribuirão – tenho a certeza! – para a abertura do nosso Concelho ao Universo Cultural, e que deixarão marca para os vindouros. (…)
Autor: António Baptista Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal, in Editorial da Revista CEAMA nº 3, 2009.

NOTA: Este ano, neste dia 18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se comemora não apenas internacionalmente mas também em Portugal, um pouco por todo o lado em vários municípios, incluindo no Distrito da Guarda, o tópico escolhido pelo ICOMOS é: ‘Património e Ciência’.
A escolha prende-se com o objectivo de proporcionar uma oportunidade de reflexão e de reconhecimento do papel da Ciência na criação do património cultural e, ainda, de incentivar a discussão sobre o potencial contributo que a Ciência (e Tecnologia) oferece ao estudo e preservação do património.
Em jeito de contributo para essa reflexão, à falta de melhores meios de debate que o Prof. Doutor Ray refere acima, num texto publicamente acessível, que recomendamos vivamente e que por excessiva extensão não reproduzimos na íntegra, apenas no essencial e omitindo algum louvor à pessoa que lhe dirigira o convite, uma vez que essa comunicação foi feita por ocasião da sua primeira visita a Almeida sem conhecimento directo do que veio encontrar, propõe-se uma análise dessa experiência e considerações com a realidade sintetizada apresentada pelo Presidente da CMA, no Editorial de uma publicação subsequente da mesma colecção de estudos, este integralmente disponível também em imagem abaixo.
Para não condicionar o debate em qualquer direcção, abstemo-nos de destaques ou sublinhados, deixando a cada um o interesse de uma leitura bastante atenta e o arbítrio de uma reflexão que a cada um é possível.
Maria Clarinda Moreira

04 abril, 2009
O Futuro dos nossos....
Nos dias de hoje, tanto a sociedade em que vivemos como a economia, conhecem uma evolução sem precedentes. Os órgãos de comunicação social invadem diariamente a nossa privacidade trazendo-nos informação sobre a flutuação dos mercados e consequentemente a grande preocupação em função das fortes exigências necessárias como forma de sucesso.
Quando falamos em mercados, falamos naturalmente da sua essência que são as empresas. Estas por sua vez, também procuram nestes tempos de turbulência, marcar a diferenciação de forma a manterem os seus índices de competitividade.
Há muito pouco tempo olhávamos para a economia de uma forma diferente da de hoje. Analisávamo-la em espaços muito curtos. Hoje procuramos fazer um investimento em valores sólidos do ponto de vista económico e social, que por sua vez os transforma sob uma visão de longo prazo.
No mundo de hoje, onde a modernidade e o avanço forte nas novas tecnologias são cada vez mais uma realidade, estes vectores, tornam-se sinónimos de persecução de objectivos estratégicos finais de rendibilidade das empresas.
Estas definições, levam-nos a acreditar que empresas que visem em curto prazo uma consciencialização de políticas de transparência e solidez, melhorem a sua estratégia num médio e/ou longo prazo. No entanto sabemos que também existem algumas que só se preocupam com questões de curto prazo. Para estas, as dificuldades serão certamente acrescidas e o futuro não é nada prometedor.
A experiência ultimamente vivida pelo aspecto negativo de investimentos, leva-nos cada vez mais a estarmos atentos às mudanças nos diversos sectores. Todos aqueles que nos preocupamos com investimentos, cada vez mais temos que analisar o que é responsável do que não passa de uma miragem, que é como quem diz, de uma imagem de marketing.
Por sua vez, também as empresas cada vez mais devem melhorar a sua avaliação aos consumidores, considerando que estes, pelas experiências negativas vividas, cada vez mais estão conscientemente esclarecidos para poderem optar pela segurança.
Para nós investidores e ao fim ao cabo consumidores, devemos entender que a melhor forma de analisarmos uma empresa, é pela sua actividade económica.
Deve ser uma empresa cuja actividade tem que ser lucrativa, baseando-se primordialmente nos produtos ou serviços que desenvolve e na forma como relaciona a sua actividade económica.
Se todos nós tivermos em linha de conta estas situações, certamente o Mundo melhorará em todas as vertentes e a condição de vida para nós, para os nossos filhos, netos e vindouros, surpreender-nos-á pela positiva e acabaremos cada dia mais feliz.
02 abril, 2009
DIA DAS MENTIRAS?
Para os comentaristas que descobriram logo a montagem sobre uma imagem de “Almeida antiga” isso não é novidade nenhuma! Parabéns pelo discernimento e pelo humor! Sobretudo do “Zé da atalaia”…
Os outros… estão perdoados! Pela sofreguidão de recriminações aos “indivíduos(a)s da nossa praça” já receberam a sua compensação: atrás do isco, engoliram o anzol, chumbeira, linha, cana e tudo!
Que mais os podia satisfazer além daqueles cinco minutos de teclar triunfante sobre o “logro” de não se conseguir ver a mais-valia destes brilhantes técnicos para a nossa Almeida? Quantas mais pessoas não estariam visadas (na sua mente) nesse barrete?
Todas aquelas que também possivelmente serviram de alvo no discurso inaugural do autor das ditas “pirâmides”: “A ideia surgiu-me a partir de tanta matemática e tanta geometria na construção da fortaleza” (…) “um pai a passear nas muralhas podia explicar a um filho o que eram pirâmides!” (…) “E foi por isso que tive essa ideia. E não para fazer aumentar as críticas ESTÚPIDAS!” (isto dito em crescente ênfase até à última palavra, pronunciada em tom quase violento).
Realmente! Atirado aos almeidenses, na sua própria cara. Em plena inauguração! E acreditam que não era dia de enganos? FOI APLAUDIDO!
Mas de quem a verdadeira responsabilidade de tanto desaforo apajoado por dinheiros públicos?
- Nossa!
…Por (e tanto mais) SE o continuarmos a permitir.
Ou não cabe a todos nós defender o que é nosso?
Rui Brito Fonseca
01 abril, 2009
ALMEIDA ANTIGA - Surpreendente descoberta!

Diz-se agora que os estudiosos da matéria em todo o mundo terão que reformular novas teorias sobre a tipificação dos elementos característicos da arquitectura abaluartada, já que nunca fora conhecida tal tipo de clarabóia em forma de pirâmide coexistindo com uma construção em cantaria à prova de bomba.
Almeida, assim, uma vez mais se torna uma referência internacional. Parabéns à equipa dos qualificados técnicos que recuperaram essa mais-valia, que não temos dúvida em classificar como autêntica jóia na disciplina de arquitectura militar abaluartada!
28 março, 2009
NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO…
(O mesmo continua acessível neste blogue, bastando clicar na Etiqueta abaixo – “Dia dos Municípios com Centro Histórico”, no final deste artigo).
Decorrido este período de tempo, as questões de fundo são as mesmas. No entanto, a propósito deste mesmo Dia, verificaram-se duas mudanças dignas de menção: a primeira, é que, muito possivelmente estimuladas pelos reparos, ou quem sabe porque cada vez mais todos os momentos são importantes para se mostrar dinamismo, as autoridades concelhias, este ano, não se esqueceram de assinalar a data. Sobre isso, Almeida pode regozijar-se: os reparos, ainda que transmitidos pela única via aberta, como um simples blogue, que restou aos almeidenses para comunicar com as autoridades locais, parecem afinal ir surtindo algum efeito, apesar também de alguma natural crispação, por variados motivos que sempre envolvem estas situações.
A segunda mudança, relacionada com a primeira, é que desta vez é apresentado um programa de Jornadas do Instituto de História de Arte de Coimbra, recheado de iniciativas:
Dia 27, 12.00 horas - Percurso guiado (não diz por quem, mas se o Instituto de História de Arte é o convidado, presumivelmente será conduzido nessa visita…);
Dia 28, 9.00 horas – O Baluarte de S. João de Deus - Visita ao estaleiro.
Bem a propósito: o estaleiro das casamatas. A polémica intervenção que tanta tinta fez correr e originou um debate acesso, inclusive em sessão pública, por sua vez muito agitada já em 2006, esta com a presença do Executivo, do Coronel Eng. Sousa Lobo (defendendo a necessidade de um estudo mais aprofundado antes de qualquer intervenção radical), dos Arq. João Campos e Arq. João Marujo (defendendo o contrário), bem como do Arq. José Afonso, então Director Regional do IPPAR, (o qual viria a assumir uma forte oposição ao projecto das casamatas), além de outros. De toda aquela estrondosa diatribe, a que também concorreu o protesto da oposição política, resultaria uma obra da autoria do Arq. João Campos, publicada pela CMA nesse mesmo ano, com a sua proposta para intervenção nas casamatas, posteriormente alterada. Recordo o destaque: “com prefácio do Prof. Doutor Pedro Dias”.
E recordo-o, porque nessa altura, mesmo a colaborar com a CMA, fui surpreendida pela decisão de inclusão dessa informação relativa a um prefácio para um cartaz, facto que transmiti tanto ao Executivo como a quem o concebeu (imagem abaixo), o qual foi ainda exactamente transposto para os outdoors de divulgação do Programa da 2ª Recriação Histórica de Almeida: parecera-me, excessivo, descabido, e até pretensioso, tanto mais que no mesmo programa constava igualmente a apresentação da reedição do livro “O Castelo de Almeida” do Dr. José Vilhena de Carvalho, o qual estava previsto ser justamente homenageado nesse ano, bem como das “restantes Edições da CMA”, onde vários e também conceituados autores tinham colaborado de forma muito generosa, mas sem qualquer destaque individualizado nessa divulgação, conforme as indicações por mim enviadas.
Voltando, no entanto, a estas Jornadas de 2009, a propósito do Dia dos Municípios com Centro Histórico, vou saltar alguns pormenores que podem ser consultados no sítio da CMA em http://www.cm-almeida.pt/municipio/agendadomunicipio/Paginas/Comemoracaoceama.aspx
referindo apenas uma inauguração de uma exposição do Instituto Geográfico Português, que promete e ainda bem que permanece mais uns tempos, para chegar ao programa previsto para as 11.30 horas - Sessão Comemorativa do Dia com Centro Histórico: Um documento para o Acervo do CEAMA pelo Prof. Doutor Pedro Dias.
Note-se, o Prof. Doutor Pedro Dias é uma respeitável figura académica, certamente vem a Almeida, a convite, e com a melhor das boas intenções. Mas tanto destaque fez-me lembrar uma qualquer outra notícia que pressenti relacionada. E de facto: um dos parágrafos relativos aos elementos do júri do recente doutoramento do Arq. João Campos, precisamente em História da Arte, tão pressurosamente alardeado no sítio oficial da CMA, e logo depois retirado perante as críticas, para ser publicado no jornal Praça Alta, reza o seguinte:
- O Senhor Doutor António Pedro Machado Gonçalves Dias, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Orientador;
Bom. Com isso se pode melhor explicar o objectivo da Comemoração do Dia dos Municípios com Centro Histórico este ano em Almeida. Senti pena. Afinal, não parece verificar-se uma maior sensibilização por parte do Município relativamente ao seu Centro Histórico. Todo este fio condutor de coincidências e de factos configura mais uma necessidade de patentear aos almeidenses a ideia de que o que tem vindo a ser feito em Almeida ao nível do património recebe bênçãos académicas lançadas do alto, num jogo de imagem que tacitamente promove o doutoramento de um técnico contratado pelo município, onde o “mestre”, é convidado a visitar a obra do “discípulo”. Mas neste jogo de espelhos, há um estilhaço brutal que fende a imagem quase idílica de alto a baixo: que o técnico, discípulo, consultor, por muito qualificado que seja, repetidamente demonstrou, tanto em público como em privado, a sua incapacidade de diálogo e a sua atitude impositiva para com o património de Almeida – com o que profundamente ofende e repele os almeidenses.
E é assim que esta Comemoração de um Dia dos Municípios com Centro Histórico, se revela afinal mais uma vez ditado de cima para baixo, ineficaz, deparando-se com o mesmo vazio de adesão, porque é destinado a encher o olho, quando os almeidenses já estão fartos de que tanto lhes atirem areia para os olhos!
Maria Clarinda Moreira


