16 Julho, 2009

QUESTÃO DE EDUCAÇÃO...

Muito se tem falado por aí ultimamente, na pessoa do João Neves.
De tudo o que se tem dito, muitas coisas são verdade, mas não deixam de dizer também algumas inverdades.
Acreditem sinceramente que não estou muito preocupado com a situação.

Entretanto para os mais críticos à minha pessoa, vou deixar aqui em palavras, o filme de hoje, no que diz respeito ao encontro que tive com o senhor Presidente da Câmara de Almeida, Prof. António Batista Ribeiro.

Logo pela manhã dirigi-me à Câmara Municipal, mais concretamente à tesouraria, para efectuar o pagamento do recibo da água de um amigo.
Após o serviço feito, saí.
Vejo então o senhor Presidente sair da viatura oficial e dirigir-se à escadaria.
Encontro frente a frente inevitável. Em fracções de segundos questionei-me qual seria a reacção do senhor, perante a minha pessoa, depois de ter dito a meu respeito, o que disse.
Como sou pessoa educada, não fugi à minha responsabilidade e num gesto de Homem ao passar lado a lado com ele, cumprimentei-o dando-lhe os bons dias ao mesmo tempo em que lhe estiquei a mão.
Houve da sua parte o mesmo gesto, mas com palavras que não esperava ouvir da sua boca.
Sem parar e sem abrandar o passo e sem me olhar, olhos nos olhos, balbuciou que não me deveria cumprimentar, mas....
Sinceramente a partir daqui não consegui ouvir nada mais do que o senhor Presidente me disse pois continuou a sua passada apressada. Ainda o chamei para falarmos e não me virar as costas numa atitude de pessoa mal-educada. Inconsequente.
Ainda bem que alguém presenciou a cena e testemunhou esta atitude.

Naturalmente que entre nós existem divergências significativas. E muitas.
Mas o facto de não partilharmos a mesma forma de estar na política, pelos actos, posturas, formas e ideias, não significa que tenhamos que ser “inimigos”.
Os homens educados sabem separar as águas. E aquilo que hoje pode ser uma divergência, amanhã pode tornar-se num factor de convergência.
Aliás o senhor Presidente devia saber isso, até porque nas últimas reuniões que tivemos ambos e mais alguns amigos, na sua terra, acabou por concordar com determinadas posições minhas e de demais pessoas, na discussão de um só assunto. Resumindo não fui eu que mudei de opinião, foi ele.

Por minha parte continuarei a ser educado e a respeitar a pessoa do Senhor Presidente da Câmara e o cidadão António Baptista Ribeiro sempre que com ele me cruzar. É esta a minha postura e foi esta a educação que recebi.
Enfim, talvez seja uma questão de chá!

Esta forma como o senhor Presidente Prof. António Batista Ribeiro se me dirigiu, não é novidade para mim. Esperava eu que com o passar do tempo, conseguisse amadurecer politicamente, para conseguir entender que a convivência com os homens, ainda que diferentes, somos todos iguais. Mas não, alguns por mais voltas que o Mundo dê jamais conseguirão compreender a verdade da razão.

Por hoje fico-me por aqui.
Mas prometo voltar dentro de dias. Pois para verificarem que não foi caso isolado, virei dentro de alguns dias publicar a carta que me foi dirigida pelo senhor Presidente da Câmara de Almeida, Prof. António Batista Ribeiro no mês de Novembro de 2007, tinha eu acabado de publicar neste blog o meu segundo artigo “Eça de Queiroz – Ano de 1867”. Quase que não deixou respirar o Almeida Fórum.
Poderão nessa altura tirar mais algumas conclusões no que diz respeito a posturas e formas de estar na política e vida em sociedade.
Até à próxima.


João Neves

04 Julho, 2009

ORLINDO VICENTE e a FORÇA DE ACREDITAR


"...Esta recandidatura, que tem por base um plano de acção bem delineado, pretende pôr ponto final a um período de políticas erráticas que ao longo dos últimos anos têm impedido que sejamos um concelho dinâmico, coeso e competitivo. Nos últimos três anos e meio, as políticas de curto prazo e de navegação à vista, por um lado, não permitiram lançar as bases para um desenvolvimento sustentável do nosso território e, por outro, conduziram as finanças municipais para níveis preocupantes..."



"...É necessário governar os destinos do concelho de Almeida com as pessoas e para as pessoas, com isenção, frontalidade e transparência, pelo que estes serão pilares sólidos da próxima governação, caso, como esperamos, esta candidatura seja vitoriosa..."



"...Este aspecto é muito importante, porque, sentindo-se já ventos de mudança, alguns, em jeito de desespero, tentam fazer em meio ano aquilo que três e meio não lhes chegou..."



"...Não. Não foi por falta de meios financeiros. Foi, sim, pela ausência de um rumo, o que agravou o estado em que se encontra o nosso concelho..."


"...Onde está o Bairro Social, prometido vezes sem conta, para Almeida? Pese embora o acordo celebrado com o Governo, este projecto está no papel e, possivelmente, dentro de alguns dias, estará numa maqueta e num Outdoor, para, mais uma vez gerir expectativas..."


"...Onde está o Parque TIR de Vilar Formoso? Esta infra-estrutura, tão necessária ao desenvolvimento do nosso concelho, mais uma vez foi adiada, correndo-se o risco de a perdermos para outros..."


"...Quero, no entanto, congratular-me com a iniciativa do Ministro da Cultura e dos Negócios Estrangeiros que, ao apadrinharem uma candidatura conjunta de Estremoz, Marvão, Elvas, Valença e Almeida a Património da Humanidade, virá, com toda a certeza, quando for aprovada, ajudar a divulgar esta vila e, consequentemente, potenciar a dinamização económica, social e cultural do concelho de Almeida..."
"...Assim, entre outras políticas, é necessário implementar, após definição e aprovação de Planos de Ordenamento específicos, uma política de recuperação, reconstrução e revitalização dos núcleos urbanos, com especial acuidade do núcleo histórico de Almeida, nomeadamente através da isenção do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) durante 10 anos para os imóveis objecto de operações de reabilitação urbana, afectas maioritariamente a fins habitacionais, e isenção de IMT sobre as aquisições de prédio urbano ou de fracção autónoma de prédio urbano destinado exclusivamente a habitação própria e permanente, na primeira transmissão onerosa do prédio reabilitado. Com esta medida, e o “devolver” das pessoas ao centro histórico de Almeida, a candidatura de Almeida a Património da Humanidade sairá reforçada..."


"...A coesão social é outro factor a ter em conta no desenvolvimento de qualquer sociedade. Assim, também nesta área, é necessário actuar de forma concertada. Pôr em funcionamento uma política de verdadeiras parcerias entre as diversas Instituições Particulares de Solidariedade Social, bem como entre estas e a Câmara Municipal, a fim de implementar uma rede de equipamentos e respostas sociais, para partilhar recursos, tanto humanos como técnicos e físicos, ou seja, concretizar e aplicar uma verdadeira “Carta Social Municipal”. A criação destas sinergias, associada ao esforço notável das IPSS concelhias, seus dirigentes e dos apoios do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, no qual o meu Amigo Pedro Marques exerce as funções Secretário de Estado, irá permitir alcançar bons resultados. Assim sendo, meu caro amigo Pedro Marques, vou continuar a fazer-te umas visitas, como amigo e como Presidente da Câmara de Almeida..."


"...Com sentido de serviço e responsabilidade, iremos, convosco, contribuir para melhorar a vida no concelho de Almeida..."


"...Convosco e com Alma, temos a Força de Acreditar num Concelho com Rumo..."

29 Junho, 2009

BIBLIOTECA MARIA NATÉRCIA RUIVO



Querida Té,

Cumpriu-se, a 28 de Junho de 2009, a vontade dos almeidenses de homenagear a tua memória e agradecer a tua dedicação por esta terra, atribuindo o teu nome à Biblioteca que se acabou de inaugurar.

Não deixou, porém, de ser muito penoso constatar a tua ausência como razão de ouvirmos os testemunhos daqueles que contigo privaram, mostrando bem a amizade e consideração que te tinham... Ouviram-se louvores muito justos, provando completamente que os almeidenses têm memória e não te esquecem!

Fiquei muito feliz por isso, apesar de todos os outros motivos de tristeza: a pessoa que mais gostaríamos de ter entre nós, era a razão porque estavam ali… a falar de ti!

Discreta como eras, tenho a certeza que estando viva entre nós, nunca o permitirias…
No entanto, foi precisamente por não poderes estar… que estiveste, que estás connosco, que fizeste e nos farás companhia, enquanto por cá andarmos. Permanecerás sempre no mais fundo silêncio da nossa saudade e da nossa memória, enquanto o sentir do teu braço nos continuar a acotovelar o tempo todo, enquanto ouvirmos segredar aos nossos ouvidos as tuas confidências de satisfação ou indignação, e no teu piscar de olho maroto, naquele teu inconfundível gesto de cumplicidade. Tu bem sabes do que falo!



Por ora, o que posso dizer é que as crianças, os jovens, as mulheres e os homens de Almeida têm um espaço digno de cultura e de fruição, que a todos cabe estimular para que dê frutos e um saber digno do teu exemplo. No ar, paira a tua lição de determinação de lutar por Almeida que deixou um rasto de esperança nesta terra. E rejubilo com muitos almeidenses, agora que posso verificar que apesar de algumas (muito escassas) resistências inicialmente manifestadas, o teu nome e a tua memória perdurarão como exemplo de não desistência e que, por mais manobras subterrâneas ou palacianas que tenham atrasado a confirmação da atribuição do teu nome à Biblioteca Municipal de Almeida, a voz dos almeidenses foi mais forte!




Mas se me podes ler, vais perdoar-me, porque sabes que eu partilho do teu gosto pela verdade e pela justiça, mas não da tua conformação: em nome dos muitos almeidenses que se prontificaram a assinar para que a Biblioteca Municipal permanecesse como o símbolo da tua entrega de muitos anos por Almeida, tenho de lavrar aqui um protesto: esperámos todos calmamente por essa confirmação que interpretámos como uma ponderação para não agravar susceptibilidades, porque o desgosto da tua perda estava demasiado vivo; depois, mais impacientemente, porque não compreendíamos a razão de tanta demora e, por fim, quando se soube que a vontade dos almeidenses seria cumprida, ficou pouco claro o respeito que é tido por essa vontade.

Senão, vejamos: no exterior da Biblioteca, apareceu apenas o nome “BIBLIOTECA MUNICIPAL”. Enquanto as pessoas ansiosas se interrogavam sobre se, quando, porquê não era afixado o teu nome numa placa, apareceu uma pedra a fazer lembrar um livro aberto: seria ali? Não. Era um poema de Miguel Torga. Seria lá dentro? Na inauguração, aguardávamos todos que se descerrassem as bandeiras que cobriam dois vultos na parede: Numa, sob a bandeira do município, surgiu uma placa onde pode ler-se:


Inaugurada pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Dr. José da Costa Reis, Sendo Presidente da Câmara, o Prof. António Baptista Ribeiro, Almeida, 28 de Junho de 2009.


Seria agora? Noutra, coberta pela bandeira nacional, surgiu o teu retrato, com o teu nome como legenda: Dra. Maria Natércia Ruivo. Houve aplausos. Mas deixou a interrogação: “Inaugurada”… o quê?
Afinal nem aqui é assumido que a Biblioteca tem o teu nome???

Vai ficar apenas nas faixas acrílicas e nas portas interiores de vidro? No meio de tantos “técnicos sabedores” que mandam actualmente em Almeida, sempre tão publicamente elogiados, não houve nenhum que medisse a desconsideração? Que Executivo sustenta esse tipo de iniciativa? Toda a obra que é inaugurada tem um nome, não é? E porque não aqui? E porque não foi essa proposta, subscrita por uma massiva recolha de assinaturas, discutida e aprovada na Assembleia Municipal, para firmar a vontade dos almeidenses?

Política? Querida Té, decerto perceberias isso melhor do que eu. Eu cá, só daquilo que vejo e sinto. E não gosto de ver políticos a não mostrarem mais respeito pela vontade dos cidadãos. Não me dês outra cotovelada no braço… Já sei que devia ficar calada. Perdoa-me. Que eu perdoo também... Só não me peças para ficar calada. Saturei!

Um abraço de profunda saudade,

Clarinda


24 Junho, 2009

LEI DOS POÇOS


"Lei dos Poços": Ministro garante que maioria não pagará taxa

Publicado em: 24-06-2009 10:36
Fonte: Diário de Notícias
Tipo: Geral


O ministro do Ambiente, Nunes Correia, esclareceu que a generalidade dos proprietários de poços ou furos de água não necessita de obter um título ou pagar uma taxa por aquelas infra-estruturas.
"Precisam de título de utilização as actividades com impacto significativo no estado das águas", afirmou Francisco Nunes Correia, em conferência de Imprensa no Ministério do Ambiente.
O esclarecimento surge depois de um grupo de agricultores de Bragança ter constituído a Associação Nacional de Proprietários de Poços, Furos e Captações de Água para "travar" a chamada "Lei dos Poços" ou "Lei dos Furos".
Os promotores da nova Associação dizem que a lei tem como fim último obrigar os agricultores a pagarem a água e que a legalização acarreta custos incomportáveis.
"Não fomos loucos ao ponto de pensar que quem tem um poço de onde tira um balde de água para dar de beber ao gato precisasse de título de captação", afirmou o ministro do Ambiente.
Nunes Correia explicou que "quem quiser fazer um furo ou um poço com meios de extracção superiores a cinco cavalos precisa apenas de comunicar à administração".
Em relação a poços antigos, o limite dos cinco cavalos também se aplica, sendo que quem ultrapassar aquele valor terá que obter uma autorização.



NOTA DO ALMEIDA FÓRUM:

Dada a urgência desta notícia de última hora e pelos motivos em causa, fomos obrigados a publicá-la de imediato.

Deixo uma pergunta que penso ser pertinente: quem vai restituir as despesas que os nossos Agricultores já despenderam até ao momento? Sim porque afinal a esmagadora maioria dos poços ou furos de água não necessita de obter um título ou pagar uma taxa por aquelas infra-estruturas.
E agora quem restitui esse dinheiro.
O alarmismo eleitoralista dos nossos autarcas é nisto que dá.
Esta é a forma actual de se liderar o nosso Concelho: em cima do joelho.
Sugestão aos Agricultores do Concelho de Almeida: favor dirigirem-se a quem de direito na Câmara Municipal de Almeida e solicitarem que sejam ressarcidos dos valores que já despenderam.

EXEMPLO DE DINÂMICA DA SOCIEDADE CIVIL


Aldeia de S. Sebastião

Um exemplo da Dinâmica da Sociedade Civil

No retrato actual do Concelho de Almeida, são marcantes os traços característicos das regiões deprimidas e periféricas que desde os anos sessenta vêm perdendo gradualmente o seu melhor recurso, factor fundamental no processo de desenvolvimento de qualquer país – as pessoas. A história demonstrou que um país que não aproveita o seu melhor recurso, está condenado ao fracasso e os actuais indicadores demográficos e de actividade económica do Concelho confirmam-no. Estamos a assistir à agonia lenta e dolorosa das nossas aldeias que já foram alfobres de gente em que a terra era escassa e pródiga para alimentar tanta boca. Não sendo gente conformada, muitos partiram nos anos sessenta para reconstruir a Europa, desbravar África e criar os bairros dos grandes centros urbanos.

Abril de 74 e a adesão à Europa, abriram as consciências e, além da liberdade, integraram-se na sociedade outros bens fundamentais onde emergem os conceitos de equidade no acesso universal à saúde, à educação, ao saneamento, à energia, às tecnologias da informação e à habitação. Acontece que muitos dos serviços e infraestruturas criados, ou a criar, poderão transformar-se em elefantes brancos apenas e só porque os beneficiários directos, no médio-longo-pr
azo já cá não estão e nem estão a ser criadas condições para favorecer o retorno da segunda geração dos que partiram.

Desde o início dos anos 90 que em Aldeia de S. Sebastião (ASS) se teima contrariar este cenário deslizante e deprimente. Fazendo uma retrospectiva aos anos 90 e aos registos fotográficos do acto de lançamento da primeira pedra da ADCS – Associação Desportiva Cultural e Social de ASS, nenhum dos voluntariosos que então participou (muitos já partiram) ousou balancear a dimensão das realizações futuras. Á construção da sede social com funções polivalentes, seguiu-se o parque desportivo, a piscina, os bungalows e finalmente o Lar para a 3ª Idade. Se as realizações em si foram importantes, a avaliar pelos resultados directos e impacto nos beneficiários, um outro resultado muito mais importante é a criação de emprego perene, instrumento promotor de fixação de pessoas e acréscimos do rendimento disponível das famílias do concelho de Almeida. Hoje, ma
is do que nunca, o emprego é um bem inestimável para a população do concelho de Almeida.

Não foi um percurso fácil. A prevalência do conceito de bem-comum de uma centena de habitantes, ancorado em práticas e tradições comunitárias de partilha e entre-ajuda; O hábito de resolver os problemas pelos seus próprios meios – enfatiza-se o facto de uma boa parte das realizações e dos fundos terem sido conseguidos com base em trabalho e contribuições em espécie; A vontade de fazer mais e melhor, remando por vezes contra a letargia das instituições públicas; foram os vectores de força do projecto.


Se é justo referir que as realizações resultaram de múltiplas vontades de valor imensurável, onde se inscrevem as sucessivas direcções da ADCS e a população da Aldeia e do Concelho em geral, seria injusto não registar aqui os nomes dos que lideraram o processo, nas pessoas dos irmãos Joaquim e António Fernandes coadjuvados por uma equipa em sintonia com os princípios orientadores da ADCS. Uma boa parte do seu tempo e toda a sua energia e capacidades, têm sido dedicadas aos sucessivos projectos e actividades promovidas pela ADCS. As múltiplas e diversificadas contribuições encontram-se registadas nos suportes contabil
ísticos e na memória de todos os que vierem a beneficiar de todas as valências criadas.
A dimensão e diversidade do projecto, veio demonstrar que a sociedade civil, quando animada por princípios de solidariedade e partilha, pode fazer mais e melhor do que as instituições públicas. Em primeiro lugar conhece melhor os problemas e encontra sempre soluções mais adequadas para os resolver; Em segundo não é permeável às clivagens e alternâncias de poder da esfera politica; Em terceiro, move-a o interesse comum e não o exercício ou a conquista do poder.
É neste contexto que, naturalmente, foram atribuídos à ADCS a execução de importantes projectos onde emerge a gestão do RSI (Rendimento Social de Inserção) para os concelhos de Almeida e Pinhel, importante instrumento promotor da coesão social e que, apesar da polémica criada veio reafirmar e enfatizar o papel e as capacidades da sociedade civil; A realização de acções de formação c
omo é o caso dos cursos de geriatria e das tecnologias de informação; Os cursos temáticos e ocupacionais; O apoio logístico às actividades juvenis e à prática do ecoturismo direccionado principalmente para as aldeias históricas, parque do Côa e outros centros de interesse de carácter regional. Dispomos de alojamento e fornecimento de refeições para albergar grupos de 50 participantes que nos procuram regularmente.

Um projecto modesto e de âmbito local, foi-se transformando gradualmente num projecto integrado, mais completo, coerente e, acima de tudo, sustentável. Associado à prestação de serviços, sempre cada vez mais exigente em matéria de requisitos qualitativos, prosseguiu-se um objectivo fundamental: A criação de emprego permanente e sustentável. É porventura o resultado mais ambicioso deste projecto. A ASS ao tornar-se um empregador de referência do concelho de Almeida, cumpre uma função social fundamental na fixação de pessoas e na dinamização da base económica do Concelho.

Na construção deste projecto pluridisciplinar, com evidente complementaridade, para além dos apoios da população da Aldeia, é de enfatizar a participação em todos os projectos de um vasto leque da população do concelho, agentes económicos nacionais e estrangeiros só possíveis de mobilizar na base da evidência do trabalho feito e sobretudo na confirmação de que as infraestruturas e serviços disponibilizados correspondem às nec
essidades do Concelho.

No próximo dia 1 de Julho cumpre-se mais uma meta deste ambicioso projecto : A abertura do LAR para a 3ª Idade, com capacidade para aproximadamente 30 utentes, equipado em conformidade com os regulamentos nacionais e requisitos de conforto e segurança. Este dia constituirá um marco para a ASS e para o concelho de Almeida. É o corolário de um longo percurso feito com persistência, rigor, abnegação e sobressaltos onde, porque não dizê-lo, também não faltaram os presságios dos velhos do Restelo.

Finalmente .... CONSEGUIMOS!

Aqui fica um reconhecimento a todos os que colaboraram e incentivaram a equipa que liderou o projecto, obra alicerçada na dinâmica da sociedade civil em parceria com as entidades públicas que souberam interpretar e reconhecer a relevância e a viabilidade dos sucessivos projectos. A leitura do caminho percorrido e os resultados objectivos conseguidos, conjugados com a vontade de fazer mais e melhor, auspicia que ainda há outros caminhos a percorrer. Que a ALMA não nos esmoreça!


José Santos Fernandes – Natural de ASS e sócio da ADCS

20 Junho, 2009

A FORÇA DE ACREDITAR

10 Junho, 2009

MUDANÇA COM ORLINDO VICENTE

30 Maio, 2009

NOTÍCIAS... À BRÁS

O semanário ‘Terras da Beiras’ (TB) publicou nesta edição semanal a notícia de que Almeida iniciou candidatura a Património Mundial da UNESCO, conforme reprodução em ‘post’ anterior.

Ora aí está uma novidade, que já não é para muitos almeidenses, dada a informação a correr na comunicação digital, inclusive na blogosfera local, que agora aparece também na letra impressa.

E apesar do silêncio que continua no sítio oficial da CMA, o Sr. Baptista Ribeiro, sabendo do interesse que os seus munícipes costumam dispensar às notícias do TB, ainda recentemente com questão da referida não entrega da declaração de rendimentos do Presidente da CMA no Tribunal Constitucional, logo se dispõe a prestar declarações a este periódico, aproveitando não para esclarecer sobre a veracidade dessa incómoda questão, mas para procurar salientar “o trabalho desenvolvido nos últimos anos movido pela intenção de elevar Almeida a património mundial”.

A notícia deveria ter todos os ingredientes para agradar aos almeidenses... e não só. Por isso houve que apostar nela, apesar de esvaziada que estava a novidade, sendo óbvio que quando proferiu declarações ao TB, o Sr. Presidente, andava já há uns dias a ouvir zurzidelas da blogosfera, por certo espantado com a falta de entusiasmo manifestada (mesmo capaz de jurar que não lê). Aproveite-se, portanto, o “furo” jornalístico que perdeu, não o comunicando directamente aos seus munícipes através do sítio oficial da CMA, para ao menos passar recados à comunidade…

Sabendo que a notícia já não vai embasbacar ninguém, apesar do tabu que tentou criar com o anúncio de uma “grande notícia, de impacto nacional”, por altura do lançamento da sua recandidatura, há que ressalvar que o município constituiu uma equipa com «pessoas sabedoras da matéria e cientificamente preparadas para preparar a candidatura à UNESCO» e prepara-se ainda para criar outro mini-tabu sobre as «altas individualidades a nível científico a trabalhar no dossier de Almeida para que este projecto tivesse o melhor rumo».

E com isto consegue-se imaginar o consolo do autor dessas declarações, julgando dar uma chapelada a todos aqueles irritantes críticos da gestão do seu mandato, desde a alegada má gestão financeira, à patrimonial, passando pelas queixas dos próprios funcionários municipais alegando perseguição e injustiças, os mais jovens desiludidos e indiferentes, os mais velhos cépticos e desiludidos… e tudo o mais que ainda está por saltar das gargantas fundas.

Por outro lado, compreende-se ainda a perplexidade, apesar de todos estes contornos de golpe, agora inclusive nem com a uma possível candidatura a património mundial da UNESCO batem palmas, mas afinal que querem eles, queixam-se até por excesso de festas, ninguém os entende, uma corja, é preciso acabar com isso… antes que se faça tarde, senão que vai ser deste executivo, sempre tão bem intencionado e sempre tão mal compreendido!

Chega a dar pena! Tanto dinheiro gasto, e os almeidenses não dão mostras de entender o executivo eleito há quase quatro anos e, assim, com tantas reclamações, e sempre rodeado de pessoas tão competentes, tão sabedoras da matéria e cientificamente preparadas para a candidatura à UNESCO… só pode ser ingratidão ou rudeza destes ignorantes.

Será? É bem possível que os almeidenses, briosos com o seu património histórico, provando ser capazes de se indignarem por ele, quando muitos julgariam que estariam a dormir, se regozijem no íntimo, por um possível reconhecimento mais alargado da sua herança histórica como esperança ou miragem de sustentabilidade e desenvolvimento social e económico da população. Nem sequer os belisca que o projecto apareça integrado numa candidatura conjunta, de longe a ser preparada com pés e cabeça, até porque reconhecem que não seria nunca com esta forma atamancada que tem caracterizado a administração em Almeida, que alguma vez conseguirão alcançar esse sonho há muito perseguido, sempre a pairar no ar e sempre a esfumar-se no concreto.

Mas uma coisa parece clara, em todo este ambiente de tabus e cartolas, esqueceu-se o mais importante: o envolvimento afectivo e efectivo da população, a qual, em vez de se regozijar, agora apenas se sente joguete de manobras eleitoralistas. Por mais bem intencionada que seja, uma administração pública nunca deveria perder de vista o respeito pela comunidade que a elegeu para a governar. Quando venceu as últimas eleições, o executivo actual já tinha em mente a implementação deste projecto. Tanto, que fazia parte do seu programa e, porventura julgando até estar a trabalhar por ele, entregou Almeida às mãos dos seus técnicos “muito sabedores”, procurando sempre satisfazer-lhes os gostos, e até caprichos, sem sequer se dignar ouvir o sentir do resto da população. E se é justo que se diga que lhe fica bem esforçar-se por aquilo que constava do seu programa eleitoral, já não satisfaz que para alcançar quaisquer objectivos, sejam políticos ou pessoais, seja preciso vender a alma ao diabo, ou deixar-se enrolar por alfaiates que prometem casacas debruadas a ouro e diamantes!

Pelo que se pode verificar, a factura do ostracismo e decepção, nos mais variados domínios, na mistura de arrogância sempre repetida e profunda ao longo deste anos perante os eleitores, por mais bodos oferecidos aqui e ali ou quaisquer operações de charme para convencer a clientela, começam a não funcionar e até a obter um efeito completamente inverso: além de já não convencerem, acabam até por contribuir para acicatar uma indignação já acumulada.

Assim, não é de espantar que qualquer realização mais positiva se torne indiferente, qualquer “boa” notícia, ou qualquer outro truque de magia até às próximas eleições, mesmo que apadrinhado pelos nomes mais sonantes que possam ir agora buscar, ao invés das esperadas manifestações de agrado, se convertam facilmente em assobios estridentes, que nem mesmo com alguns aplausos mais abnegados se conseguem fazer calar.

Maria Clarinda Moreira