31 março, 2011

Do mal o menos...

Na sequência da questão levantada nas duas publicações anteriores deste blog, é com satisfação que vimos dar conhecimento de uma surpresa reservada para o passado dia 28 de Março, inserida nas Comemorações do Dia Nacional dos Municípios com Centro Histórico que, como vem sendo habitual, tem sido celebrado em Almeida com alguma pompa e circunstância ainda que com pouco interesse por parte dos almeidenses, geralmente alheios a este tipo de iniciativas.

Este ano, o lema escolhido para a Exposição “PATRIMÓNIO E MEMÓRIA - REVELAR E GUARDAR”, alusiva ao trabalho editorial do Município de Almeida nos últimos anos, conforme se pode ler no convite e programa, indiciava algo intrigante dadas as circunstâncias recentemente vindas a público, mas há que reconhecer que não se esperava que fosse a ocasião escolhida para repor algo que inexplicavelmente (!) o executivo camarário escamoteara do domínio e divulgação públicos. Na verdade, coincidindo com o lançamento de mais uma edição da CMA, as palavras do Presidente colheram de surpresa a assistência, ao anunciar que o livro do Engº Ángel de Luis Calabuig, “Las Fortificaciones de la Raya – La prueba de fuego”, com toda a legitimidade, deixaria de estar vedado à procura, mas antes posto à disposição de quem o quisesse consultar e adquirir. Da assistência saiu mesmo um grande aplauso para a decisão, traduzindo o agrado sentido face ao constrangimento anterior.


Nós que sempre fomos contra uma série de posições tomadas pelo presente executivo em matéria de património, pois achamos que Almeida irremediavelmente se está a desvirtuar, desvalorizando-se, queremos aqui neste blog deixar também o nosso aplauso a esta decisão acertada que, apesar de um tanto tardia, meteu na gaveta a proverbial casmurrice dos homens da governação autárquica em Almeida.


Fica a ganhar, não apenas a Cultura mas particularmente o BOM SENSO. Esperemos que este louvável gesto de humildade venha a repercutir-se também noutras posturas dos almeidenses, com ou sem responsabilidade autárquica.

É mais do que tempo de arrepiar caminho!

08 março, 2011

CARNAVAL SEM MÁSCARAS


No seguimento do anterior post neste Fórum sobre as dificuldades de que o órgão da AM funcione de forma mais transparente, venho complementar os factos ocorridos numa sessão ordinária que motivaram entrega de declaração de voto por discordância do conteúdo da respectiva acta, excluída dos anexos, conforme aqui relatado. Lamento a pouca alternativa que resta, esgotadas que foram as tentativas de clarificar e apelar junto do Presidente da AM para que o assunto fosse tratado no âmbito da própria Assembleia, como seria de esperar numa situação normal. Preparem-se para a extensão do post, mas a apresentação sucinta serve de pasto a deturpações. E para isso, já basta! Só lê quem quer, mas que o façam com calma…

Os factos reportam-se a um livro da Colecção do Bicentenário da Guerra Peninsular, da autoria do Eng. Ángel de Luis Calabuig, intitulado “Las Fortificaciones de la Raya – La Prueba de Fuego”. A obra, fruto de vários anos de trabalho, foi oferecida ao município para publicação, o que aconteceu ainda durante o período em que a signatária colaborou com todo o entusiasmo numa série de iniciativas culturais, incluindo a coordenação dessa colecção.

Contudo, chegou ao seu conhecimento que a obra, lançada em 2007, apesar da procura, até pelo interesse acrescido de nuestros hermanos nela, não se encontra disponível, por alegados “erros de impressão”.



Estranhando o facto, por nunca ter recebido reclamação nesse sentido e sabendo que, a verificarem-se, a própria gráfica teria sido responsabilizada, o que também não acontecera, constatou que esta anomalia estava associada a uma outra que também lhe causara admiração: a fotografia da capa do livro fora repetida numa edição posterior de uma Revista CEAMA (nº2), em 2008, o que parecia indiciar que havia intencionalidade de fazer confundir a procura das publicações, já que não é normal para edições totalmente distintas da mesma instituição a escolha da mesma imagem para capa, antes o contrário, para acentuar a diferença de autores e conteúdos na mira de captar a atenção dos potenciais compradores e leitores.






Como documentos ilustrativos dessa inquirição sobre o livro não se encontrar à venda, sem razão válida tanto quanto se sabia, ainda que pago com dinheiros públicos, além da exibição das referidas obras, foi apresentada cópia do valor do orçamento e indicação de aprovação do mesmo no valor de 4.305,00 euros para 1.500 exemplares, consoante confirmação para execução.

Nenhum destes pormenores pareceu impressionar muito os presentes da AM, provavelmente achando muito normal que o seu Presidente mande publicar obras com dinheiros públicos e depois opte por não as colocar à venda se assim o entender, pois além de pouco habituados a qualquer contestação, quando ela surge, infalivelmente esperam que acabe pulverizada numa rajada de argumentos exaltados que procure descredibilizar a pessoa que levanta objecção.

Foi o que aconteceu nessa sessão de 30 de Setembro, onde a paciência da signatária em demonstrar as evidências esbarrou com a indiferença e incómodo do tempo roubado à ordem do dia normal, aliviada quando no período de resposta, em que o Presidente da CMA admitiu que o livro efectivamente não se encontra à venda por decisão sua, reforçando essa decisão com o argumento de que a signatária apenas pretendia “autoproclamar e arvorar” (sic) uma condição de que não correspondia à realidade pelo facto de naquela obra lhe ser feita menção como coordenadora dos serviços culturais da Câmara.

Baralhando os dados, o Presidente ignorou que a menção não fora feita pela própria mas pelo autor na sua página de “Agradecimientos" e, alertado disso, afirmou nem se recordar, que só tivera tempo de ver o livro no próprio dia do lançamento, ignorando ainda que a mesma apenas correspondia a uma fórmula de cortesia de um autor estrangeiro, grato pelo cuidado posto no acompanhamento técnico da edição da sua obra, tal como tivera ocasião de explicar por carta ao Presidente, quando este, num momento pós-colaboração, manifestara censura sobre esse pormenor, sem que alguma vez ocorresse à signatária que viesse a servir de motivo para que o livro não se encontrasse à venda…


Não satisfeito, foi ainda utilizada mais uma tentativa de rebaixamento, acrescentando o qualificativo de “moralmente pouco digno” para a referência em público do que chamou de “carta particular” enviada à signatária - quando a mesma lhe chegara assinada pelo próprio Presidente da CMA, em papel timbrado e correio registado, constituindo por isso uma afronta injuriosa e despropositada que apenas poderia visar o desvio de atenção do essencial da questão.

Essa situação intolerável, que já tivera repercussões em sessões anteriores, forçou a signatária a perguntar como se deveria classificar então a atitude do Presidente da CMA com semelhantes alegações, quando ele mesmo se prestara a entregar a carta da signatária a terceiros, essa sim pessoal, fazendo uso de uma advertência nela contida que preferiu ignorar, incluindo-se, bem como colaboradores próximos, num rol de testemunhas de acusação, em que se moveram para uma queixa-crime que o Tribunal de Almeida acabaria por mandar arquivar.

Instalada a confusão, decorrente do aceso do debate, o Presidente da AM não propiciou o esclarecimento da questão, cumprindo a ameaça de suspender a sessão, impedindo também a oportunidade de os presentes e os redactores da sessão compreenderem e redigirem devidamente a respectiva acta.

A retoma da reunião, após curto intervalo, seguiu a agenda prevista rotineira, procurando pôr uma pedra de silêncio em cima do assunto. O desfecho, com tais incidentes de deturpação constantes, mais sugere perseguição por alegadas motivações pessoais, como de resto convém à imagem junto dos mais fiéis acólitos, do que a legítima defesa da verdade perante as pessoas que confiaram o seu voto, o que deixa evidente que de pouco serve uma oposição que se vê rodeada de um muro de indiferença e de abnegado - ou forçado - sentido de acomodamento. Contudo, como não sou política de carreira, nem tenho ambições pessoais desse nível, e sempre dei a cara perante o povo de Almeida em tudo quanto colaborei de coração, mantenho-me de consciência tranquila e determinada a levantar a voz quando necessário para que atitudes deste jaez deixem de acontecer, sobretudo porque me envergonharia mais o silêncio do que afinal o cumprimento de um dever assumido.

Por isso, deixei passar o tempo e decidi expor ao Presidente da AM todos os factos, com conhecimento ao próprio Presidente da CMA, enviando-lhes carta pormenorizada e pedindo a sua intervenção para que um assunto tão vergonhoso fosse resolvido em Almeida, já que nenhuma obra paga com dinheiros públicos é “censurada” desta forma e impedida de chegar aos interessados, depois de ter sido um trabalho oferecido ao município por um autor dedicado.

Nenhum dos destinatários se dignou responder ou sequer reagir verbalmente a essa carta datada de 27.11.2010. Obviamente, o que transpareceu do episódio na versão da acta da AM não passa de uma caricatura, o que motivou a entrega da minha declaração de voto, justificativa da discordância da versão dos factos. Já no final da sessão de Dezembro inquirira o Presidente da AM sobre a recepção da minha carta, obtendo como resposta que “não tinha que o referir”. Agora, em Janeiro de 2011, foi o assumir de que essa declaração de voto, não iria ser publicada. Pois parece-me que é demasiada afronta seguida. Mesmo que entenda que a grande maioria dos almeidenses prefira dormir em cima do assunto, não me parece decente que um município, com tanta falta de recursos, deva tratar deste modo o investimento que é feito para o valorizar! E persuadida disso, entendo que o mínimo a fazer é não o permitir. Publico aqui, o que não posso ver tratado no órgão competente. Os almeidenses podem decidir ignorar na mesma. Mas a vergonha de uma enormidade de um acto de censura, capricho e desperdício de um investimento dedicado ao bem patrimonial comum, em pleno século XXI, após a extinção da Inquisição há séculos, ficará com quem o consente!



Maria Clarinda Moreira

20 fevereiro, 2011

NOS MILHEIRAIS, COMEM OS PARDAIS...

Observando o relativo mutismo deste blogue, mas constatando a assiduidade com que o visitam pelo número sempre crescente do contador automático, interrogo-me por vezes de que ilusões se sustêm os almeidenses, acabrunhados e inertes perante as forças escolhidas por uma maioria silenciosa, após os arroubos de pânico e o triunfalismo - que só confirmou o alcance limitado e temporário da sua satisfação.

Tudo voltou ao normal: o jogo constante do baralha e torna a dar o mesmo! Mais do que previsível, mas que continua a vigorar. A regra define-se pelas próprias palavras em tempos apresentadas aos vários destinatários com a diversão e arrogância de quem se considera seguro para assim as poder exprimir: “NOS MILHEIRAIS, COMEM OS PARDAIS!”. E tendo havido nesse passado não muito distante quem as proferisse com tanta naturalidade, hoje são quase um sinal de ingenuidade, face aos comportamentos de maior sisudez autoritária... que vão dar exactamente ao mesmo ponto!

Estarão já interrogar-se a que me refiro, mas como em tudo é preciso um pouco de paciência! Se os almeidenses querem saber para onde vão, terão de se habituar a fazer esse exercício de reflexão e observação da realidade para concluir da sua própria responsabilidade e da forma de sair dos becos em que se colocaram. Pela nossa parte, modestos na força mas inabaláveis na rejeição, vamos seguindo atentos a todas as manifestações que só confirmam a razão de anteriores protestos, quando seria bem mais cómoda uma atitude de consentimento silencioso.

Em tempos que já lá vão, talvez a boa-vontade e tolerância tenha toldado a percepção clara desta realidade tão viciada, mas é facto que o pano caiu, deixando o palco exposto a uma luz lamentavelmente nua e crua como nunca: Almeida vive mergulhada num lodaçal de interesses que atrofia e está a condicionar de forma muito dramática a sua sustentabilidade presente e futura. Com o beneplácito dos sujeitos pardos e dependentes, ou reduzidos a insignificância, os decisores arrogam-se o direito de posturas déspotas tremendamente patéticas, como uma espécie de ditadores de antigamente, esquecendo-se que o povo não é estúpido, apenas finge que não vê – e todos sabemos porquê!

Como membro da Assembleia Municipal sufragada também pela vontade daqueles que discordam deste estado de coisas, tenho testemunhado alguns destes desmandos, reagindo nesse espaço que assumi como representativo dessa percentagem de cidadãos descontentes. Frequentes têm sido as intervenções para chamar a atenção para a distorção de valores, das quais algumas vezes trouxe aqui algum resumo. Contudo, quem se der ao trabalho de ler as actas das sessões publicadas no sítio do município, apenas poderá ser levado a interrogar-se se estamos a falar das mesmas, quando comparadas com as sínteses aqui publicadas – isto depois de tentativas mais ou menos pacientes de exigir a sua correcção, a repetir-se no início de cada aprovação, a par de solicitação inútil que as mesmas passem a ser gravadas, como já salientado. Compreendendo que é difícil anotar a quantidade de informação debatida, a informação é reforçada por versão escrita. No entanto, o acumular de tensões chegou ao ponto de ter sido entregue em papel e depois também enviada em formato digital, para facilitar o serviço de secretariado, uma declaração de voto contra a versão de uma anterior acta apresentada a discussão cujo texto, apesar de referido como anexo 1, não apareceu… nem aparece publicado. Na última sessão, dia 14 de Fevereiro, constatando a sua falta nos documentos distribuídos, foi inquirida a razão: e após uns ziguezagues onde se admitia que a mesa apenas publicaria as declarações de voto, o Presidente da AM acabou na mesma por afirmar categoricamente que a declaração de voto entregue não constaria, contra mais um veemente protesto, arrastar de justificações, intimações, uma teatralidade de abandono temporário da sala por parte de membros “solidários” com a mesa… Enfim! Cenas de uma democracia à moda de Almeida, com todos os sinais de convicção de que os “egípcios” da terra nunca consigam destronar o Faraó!

Lembra o adágio popular que “uma andorinha não faz a Primavera”. Pois. Que ninguém se iluda dessa pretensão, porque eu também não!...Agora, não esperem também acomodação a este estado de coisas. Todos os ciclos têm um fim. Por muito que pareçam eternizar-se. A tentativa de se amordaçar desta forma num órgão como a AM, só ajuda a demonstrar que os autores têm motivos para se envergonhar daquilo que não querem ver publicado. Por isso aqui estou e voltarei. Porque cada momento de cenas como as presenciadas mais me convence da obrigatoriedade de não ficar de braços caídos!

12 janeiro, 2011

VOTOS PARA 2011

Como desejos para o Novo Ano, pretendo a nível pessoal, tal como qualquer outra pessoa, saúde e Paz, já que o resto faz parte do desafio que é viver. Quanto a Almeida, terra de raízes familiares profundas pela qual o coração vibra e sofre, tenho também desejos que gostaria de ver concretizados. Mas não sei se não passam de aspirações vãs, já que satisfações poucas daí têm advindo, isto para não acentuar as decepções.


No Novo Ano, espero que Almeida comece a encontrar o progresso desejável e não apenas aquele fundamentado em promessas não exequíveis, como até aqui tem acontecido. Desejo que os nossos autarcas sejam leais quando decidem e tenham a humildade de dialogar mais com os seus munícipes, não se mantendo prepotentes, reagindo como autistas e soberbos nos seus pontos de vista. Gostaria de poder constatar que quem nos governa a nível autárquico tivesse os "pés no chão" em tempo de profunda de crise económica e financeira generalizada, não embarcasse em gastos supérfluos, em despesismos fáceis com eventos popularuchos que nada contribuem para desenvolver o bem comum das populações, apenas satisfazendo caprichos políticos e esboçando uma falsa aparência de qualidade de vida.


Gostaria ainda de pedir que no ano de 2011 houvesse ponderação nos projectos arquitectónicos para Almeida, não acrescentando mais uns sarrabiscos à caricatura que cada vez mais se está a tornar daquilo que outrora foi um extraordinário centro histórico, modelo de praça de guerra genuína. Deixem, senhores que decidem, de ser uns saloios com ares de vanguardistas, pois nunca o hão-de ser enquanto rendidos a quem põe as vaidades e interesses pessoais à frente da vontade de servir. Não privilegiem a ostentação, a continuação das intervenções de fachada, pensem de maneira mais acertada e séria na conservação de um património que nos foi legado e que as presentes acções vão destruindo. Em nome da “evolução” e dos “arranjos” não matem a História e o Património que é de todos!


Seria agradavelmente reconfortante, como munícipe, ver o concelho desenvolver-se uniformemente com os dinheiros públicos gastos em projectos de efectiva mais-valia para os seus habitantes, e não megalómanos projectos de hotéis termais, que acabam fatalmente por não se construir, furos em busca de aquíferos profundos que não brotam o desejado, ou inconsequentes candidaturas a património mundial que apenas servem para mais despesas e apenas vão iludindo quem em vós, senhores, parece acreditar. Parem de fugas para a frente e sejam modestos! Almeida é um pequeno município do interior português, com recursos limitadíssimos e desertificado. Não se podem desbaratar os poucos dinheiros a que se tem acesso, porque são bens escassos. Deixem de reformulações de candidaturas a património mundial integrado em arquitectura abaluartada ibérica pelos quatro cantos do mundo. Chega de veleidades!


Finalmente, faço votos para que haja bom senso. Chega de edifícios cúbicos, portas azulejadas e granitadas de modernas imposições, pirâmides em vidro deslocadas de contexto, esplanadas abandonadas sobre pedras de casamatas metidas “porque sim”, monumentos afrontando a entrada principal da vila, etc., etc. Ponderem!

E, antes de mais, dêem a conhecer aos munícipes os projectos antes destes se concretizarem! Há mais em perspectiva, mas as decisões continuam a passar sempre pelos mesmos. Sem debate público, e em tentativa de asfixia de opinião livre e democrática.


Em 2009 e 2010 os autores, incluindo o signatário, do Almeida Fórum foram alvo de um processo-crime interposto por quem pretendia ver-nos calados. Pela minha parte, não foi nem é este o rumo para me verem mudo - já que, enquanto tiver saúde e consciência, não renuncio a exprimir o meu ponto de vista sobre algo que não concordo. Lamento apenas ter visto entre quem nos pretendia silenciar, elementos do próprio executivo a pactuarem com tal iniciativa. Felizmente, como não podia deixar de ser, o Tribunal de Almeida não achou matéria para acusação de cometimento de qualquer crime por parte dos autores deste blog. Salve-se ao menos o direito de opinião e a liberdade de expressão!

Que o Ano de 2011 traga um pouco mais de luz aos almeidenses, e sobretudo aos decisores camarários, esse é o meu sincero desejo!

Rui Brito da Fonseca

27 dezembro, 2010

Reflictamos...

Não é por nos encontrarmos na época de solidariedade humana que nos devemos esquecer de situações que nos irão marcar para o resto das nossas vidas.
Não obstante sabermos quão mal determinadas atitudes da classe política nos fazem, continuamos a deparar-nos com mais algumas, apesar de nos virem falar de melhorias e benefícios.
Vou deixar ficar aqui apenas três, antes do final do ano, para reflexão.

A primeira refere-se à declaração proferida pelo responsável da pasta das finanças do governo Eslovaco, Ivan Miklos, quando afirma que Portugal e Grécia não encaixam na zona euro, e que seria melhor ficaram fora do Euro.
O ministro referiu-se ainda, à forma como a Comunidade Europeia conseguiu responder à crise generalizada e como Bruxelas conseguiu ultrapassar a mesma a fim de evitar situações semelhantes num futuro próximo. Acrescentou ainda que o plano delineado e aprovado muito recentemente prevê a responsabilização de privados a partir de 2013, mas não será certamente o suficiente para resolver os problemas actuais.

A segunda situação que abordo, tem a ver com as multas aplicadas aos dirigentes partidários políticos.
É que de acordo com a nova lei do financiamento dos partidos, as multas e coimas aplicadas passam a ser acrescentadas às despesas dos partidos. Desta forma cabe ao Estado comparticipar/pagar aos partidos em função da declaração de despesas apresentadas.
Sem dúvida que uma situação destas, só vem permitir que os políticos não se preocupem com situações mais problemáticas no desempenho das funções partidárias. Ainda que tenham que pagar qualquer coima, ficam a saber que mais tarde esse valor passará de novo para a carteira do seu partido. Trata-se sem dúvida de uma forma de subvenção estatal aos partidos políticos.

A terceira reflexão refere-se à decisão de que será o Governo Socialista a nomear a totalidade dos elementos do Conselho das Finanças Públicas, cuja finalidade é a de escrutinar as contas do Governo.
Perante uma situação como esta, apetece-me perguntar se será que esse Conselho algum dia encontrará dinheiro mal gasto. Mas há ainda mais duas situações caricatas. É que cabe ao Conselho de Ministros escolher quem fará parte dessa Comissão, quais as suas atribuições e em que termos irá funcionar.
Perante isto, está-se mesmo a ver qual o resultado que tudo vai dar.

19 dezembro, 2010

FELIZ NATAL


PRESÉPIO DO CENTRO DE SAÚDE DE ALMEIDA



FELIZ NATAL


E


PRÓSPERO ANO NOVO









PRESÉPIO DO CENTRO DE SAÚDE DE ALMEIDA














PRESÉPIO DO ALTO DO FREIXO


PRESÉPIO DO ALTO DO FREIXO




VILAR FORMOSO - Rua do Comércio
 


VILAR FORMOSO - Rua do Comércio