17 setembro, 2013

Despedida de Assembleia Municipal - parte 1



Começo hoje a publicar aqui o texto que apresentei na AM de Almeida como despedida dos meus trabalhos naquele órgão no dia 16 de setembro. Calculo o pouco interesse que tenha para uma grande parte dos almeidenses, conformados e indiferentes que estão quanto à situação política do seu concelho, apesar do início da campanha eleitoral que hoje começou. Mesmo assim, achei que devia dar-lhes conta do esforço, que em boa verdade quase considero debalde pelas razões que facilmente adivinharão, de assídua participação e intervenção pessoal nas sessões da AM, durante o mandato que termina, conforme confirmarão pelas actas, por muito condicionadas que sejam!

Dada a extensão do texto (são 4 anos em perspectiva...), este será repartido em partes, até à sua conclusão, pois não tenho outra possibilidade de comunicar com aqueles almeidenses que eventualmente esperam alguma satisfação do que foi o empenho assumido em sua representação. 


Exmos. Senhores,

Sendo previsivelmente a última vez que participarei nesta AM, quero fazer uma reflexão sobre este meu acto cívico de, juntamente com outras pessoas, defender pontos de vista para a defesa dos interesses de Almeida. 

Começo por agradecer aos colegas de bancada o convite que há quatro anos me foi feito para assumir um compromisso de que falaria sempre de acordo com a minha própria opinião, já que previamente deixara claro que não seria por motivações ideológicas ou partidárias que aceitava integrar a sua lista. Em abono da verdade, registe-se que o PS, bancada de que fiz parte e à qual coube o papel de oposição em minoria, nunca esboçou qualquer tentativa de me pressionar para um enfileiramento de opinião ou sentido de voto, como todos puderam sobejamente verificar. Nisso, não só cumpriram escrupulosamente a condição acordada como souberam dar uma demonstração de respeito efectivo pela pluralidade de opinião que junto de mim afirmaram defender! 

Mas não é de partidos que quero falar. Acedi tornar-me membro desta Assembleia no mandato que agora termina, porque discordava profundamente do rumo que Almeida decidira traçar para este concelho, em particular para a sua apregoada “Estrela do Interior”, que tem levado tratos de polé nos últimos anos, com desperdício de recursos e oportunidades de bradar aos céus. Essa discordância total, que não dissimulo, serviu inclusive para uma propalada justificação de ódio pessoal contra a pessoa que dirige os destinos desta Câmara, com base num alegado despeito por não ter continuado uma colaboração anteriormente prestada, envolvendo a família e amigos, num esforço de dinamização cultural para uma maior visibilidade da importância histórica de Almeida. Esperava que ajudasse a tirar o Concelho da estagnação e opacidade em que há muito estava mergulhada. Na altura, acreditei que era possível - e bati-me a fundo por isso. 

(Continua...)

13 setembro, 2013

...tenham vergonha...


Contratos para cumprir e contratos para violar

    «A questão que se segue pode ter um tratamento jurídico, mas não é esse tratamento que me interessa. Pode ter um tratamento de ciência política, mas não é esse tratamento académico que me interessa. O único tratamento que me interessa é um tratamento que se pode chamar “civilizacional”, cultural no sentido lato, político no sentido restrito, de escolha, visto que prefiro viver numa sociedade assente em contratos, confiança e boa-fé, do que numa selvajaria em que impera a lei do mais forte.
...
    A tempestade originada pela decisão do Tribunal Constitucional equipara a “confiança” a um “direito adquirido”, uma expressão que ganhou hoje, na linguagem do poder, a forma de um qualquer vilipêndio. Segundo essa linguagem, repetida por muito pensamento débil na comunicação social, os “direitos adquiridos” não são mais do que privilégios inaceitáveis, que põem em causa a “equidade”.
...
    Claro que os “direitos adquiridos” são essencialmente do domínio do trabalho, dos direitos do trabalho e dos trabalhadores, activos e na reforma, e não se aplicam a outros “direitos” que esses são considerados intangíveis na sua essência. Por exemplo, os contratos com as PPP e os swaps, ou a relação credor-devedor, são tudo contratos que implicam a seu modo “direitos adquiridos”, mas que, pelos vistos, não podem ser postos em causa.



     O meu ponto neste artigo é que o Governo e os seus propagandistas, ao porem em causa os “direitos adquiridos” quando eles se referem a pensões, salários, direitos laborais e emprego, estão também a deslegitimar os outros contratos e a semear a “revolução”. Assim mesmo, a “revolução”, defendendo uma sociedade em que o Estado e, mais importante, a lei ou a ausência de lei em nome da “emergência financeira”, não assegura qualquer “princípio de confiança”, ou seja, os pactos feitos na sociedade, pelo Estado, pelas empresas, pelas famílias, pelos indivíduos. Esta lei da selva é, espantem-se ó defensores da ordem, outro nome para a “revolução”, a substituição do Estado de direito e da lei pela força.
...
    Ao porem em causa o cumprimento dos contratos com os mais fracos, os que menos defesa têm (...) por que razão é que os contratos das PPP são “blindados” (...) e não podem ser pura e simplesmente expropriados, em nome da “emergência financeira”. (...)

    Ou seja, por que razão é que tenho que aceitar que o Governo me pode confiscar o meu salário e despedir sem direitos, por livre arbítrio de um chefe de uma repartição, ou diminuir drasticamente a minha pensão, agora que já não existo para o “mercado de trabalho” e sou completamente dependente, ou condenar-me ao eufemismo do “desemprego de longa duração”, ou seja tirar-me muito mais do que 60% ou 70% da minha “propriedade”, que não são acções, nem terras, nem casas, nem depósitos bancários, e quem tem tudo isso não pode ver a sua propriedade confiscada num valor semelhante ao que eu perco? E aí, ironia das ironias, teríamos o Tribunal Constitucional, com os aplausos do outro lado, a defender a propriedade e a condenar o confisco, como deve fazer.

     É por isso que estes meninos estão a brincar com o fogo e depois gritam que se queimaram.»

José Pacheco Pereira,
Jornal Público – 09/09/2013


...a minha pergunta: como é possivel que gente de bem...não sinta vergonha de se disponibilizar para servir o povo...com a sigla na lapela de uma "organização" que tanto mal está a fazer aos mais fracos, simples e humildes...como?...só pode originar tristeza na gente de bem…


04 setembro, 2013

24 agosto, 2013

Um sintoma de liberdade, é o som de uma gargalhada!


Questionei-me várias vezes sobre se deveria elaborar um texto/comentário a uma notícia que li nestes últimos dias na página de um jornal diário.
Muito provavelmente outras pessoas leram. O tema da notícia foi: “ Defender o SNS é extinguir a ADSE “.
A notícia em si, para mim, não é nada mais, nada menos do que mais um ataque aos funcionários do Estado. Há muita boa gente que continua a pensar que o mal deste país, ainda continua a ser desses funcionários.
Já tenho deixado vários comentários em variadíssimos blogues e em outros locais, nomeadamente jornais de edição on-line, do meu pensamento sobre aquele assunto.
É suposto que numa verdadeira democracia, os políticos mandatados para a gerirem, tudo façam para melhorar significativamente as condições de vida dos eleitores e respectivas famílias. Tem a recente história por nós vivida, demonstrado precisamente o contrário. Lastimável.
Não obstante, cabe a todos nós procurarmos exigir-lhes a eles (políticos), que alterem as suas posturas e sejam dignos dos cargos para os quais foram mandatados. Mas este esforço tem de ser em uníssono.
Todos sabemos que a comunicação social desempenha um papel bastante activo na nossa sociedade, e que nós muitas das vezes deixamo-nos levar pela sua influência. Ora, também a classe política está atenta a essa comunicação social e sabemos também que muita das vezes a manipula para atingir determinados objectivos.
Terá sido este o objectivo? Não sei.
Se a responsabilidade de qualquer governo, é melhorar a vida a todos os cidadãos, da mesma forma entendo que a responsabilidade de um qualquer jornalista seja ele de que órgão for, bem como de que cor política for, é defender sempre para melhor o nível de vida das pessoas, em cada artigo que escrever. Não foi o caso deste jornalista. O que ele pretende e defende no seu artigo, é que se acabe com o subsistema de saúde ADSE. Acaba por cometer dois erros numa só análise. A extinção da ADSE levaria milhares de pessoas a integrar o Serviço Nacional de Saúde. Sabemos todos em que caos está este sistema. Sabemos das dificuldades financeiras do mesmo. Sabemos do tempo de espera que por vezes uma simples consulta leva. Assim sendo, os funcionários do Estado a integrar o SNS, iriam aumentar as filas de espera e consequentemente a não funcionalidade do mesmo. Pior do que isso, iriam perder qualidade de vida, quando deveria ser o contrário.
No quarto parágrafo do texto afirma que o custo da ADSE para os contribuintes, é de 200 milhões de euros por ano.
Com tanto dinheiro a ser mal gasto e onde só alguns, muito poucos, usufruem dele e não para fins de saúde, e este senhor jornalista vem questionar publicamente o dinheiro gasto pelo Estado em prol dos seus funcionários.
Eis um parágrafo bastante elucidativo do mesmo jornalista: “ Dizem os homens de esquerda que temos, cada vez mais, uma saúde para ricos e uma saúde para pobres. Têm razão. O acesso à saúde deixou de ser igual. Deixou de ser social. E é o próprio Estado a dar o exemplo. O mau exemplo. A consequência é a degradação do Serviço Nacional de Saúde. Aquela coisa que tantos juram a pés juntos defender. Mas a defesa do SNS começa aqui. Começa na extinção, pura e simples, da ADSE.”.  
Será que o SNS melhoraria com a entrada de mais uns milhares? Alguém que pensa desta forma não vai de madrugada para os Centros de Saúde concelhios à espera de marcar uma consulta, pois se fosse, não escrevia desta forma, certamente.
De facto com políticos como os que nos últimos anos nos têm governado e com jornalistas como o que escreveu este texto, o País não pode de forma alguma melhorar o seu rácio. Definitivamente estamos condenados ao fracasso total.
Eis o que escreveu no segundo parágrafo do texto: “ Comecemos pelo princípio. O que é a ADSE? A ADSE é uma direcção-geral sob tutela do Ministério das Finanças. Foi criada em 1963, durante o Estado Novo, e servia para servir saúde aos funcionários públicos. Estado Novo, repito.”.
Alguém que nasceu em 1977 vir falar do Estado Novo……
Concluo dizendo que respeito a opinião daqueles que pensam como o jornalista em questão, mas eu não estou de acordo. Não, enquanto vir um Estado como o nosso ser governado como o está a ser.
Perante isto, rir, é o último dos meus desejos.  

15 agosto, 2013

O terrorismo do Estado em todo o esplendor.


Portugal é hoje um país tolhido pelo medo, desânimo e humilhação.
O medo de perder o emprego, descer na escala social, ficar sem rendimentos para manter um mínimo de vida digno.
O desânimo dos desempregados, dos empregados que temem o fecho das suas empresas, dos que se vão convencendo de que esta situação se vai manter por muitos anos, dos que já perceberam que os últimos anos da sua vida serão sempre a piorar.
 
A humilhação dos reformados, que têm sido perseguidos, vilipendiados, acusados, responsabilizados pela crise das finanças públicas e do desemprego entre os jovens.
E humilhação também dos funcionários públicos, que o poder político acusa de benefícios exclusivos, de ganharem mais que os trabalhadores do sector privado, de falta de produtividade e de outras malfeitorias.
Este desprezo por reformados e funcionários públicos atingiu o auge nos últimos dias, com a encenação que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas fizeram, o primeiro ao anunciar a 3 de Maio uma taxa sobre as pensões e o segundo a afirmar, a 5 de Maio, que esta era a fronteira que não podia deixar passar. Ninguém acredita que Portas não tenha tido conhecimento desta medida que o primeiro-ministro iria anunciar. E portanto é lamentável que tivesse vindo a lume, já que se for avante, depois do que Portas disse, só pode significar o fim da coligação, a queda do Governo e eleições antecipadas. Por isso ninguém acredita igualmente que Passos não soubesse que o ministro de Estado iria dizer isso ao país.
O objetivo foi outro. Mais uma vez, o que se fez foi lançar o pânico sobre os reformados, para que aceitem medidas que cortam de novo os seus rendimentos (rendimentos a que têm direito, porque descontaram para eles, com base num contrato que estabeleceram com o Estado), mesmo que não venha a ser esta que será aplicada.

O mesmo acontece na forma como o Governo está a atuar em relação aos funcionários públicos.
Sob a capa de rescisões por mútuo acordo, a proposta do Governo permite aos dirigentes pressionarem os trabalhadores a optar por esse caminho, sob pena de serem colocados na mobilidade especial. Nessa situação receberão dois terços de remuneração nos primeiros seis meses, 50% nos seis meses seguintes e nos últimos seis meses apenas 33,4%. No final dos 18 meses, se não for recolocado na administração pública, passa a uma licença sem vencimento ou pode cessar o contrato de trabalho, com direito a rescisão, mas menor do que se o fizer por mútuo acordo.
A cereja em cima do bolo é que os funcionários que cessem o seu contrato com a administração pública não terão direito a subsídio de desemprego.
Se isto não é apontar uma pistola à cabeça de uma pessoa e pedir-lhe para sair do Estado, então não sei o que é.
Ou melhor, sei muito bem.
A isto chama-se terrorismo do Estado e está a ser praticado impiedosamente por este Governo conta reformados e trabalhadores da função pública, mas também contra os contribuintes e os cidadãos em geral.
 
O objetivo é claro: reduzir o Estado a uma função meramente assistencialista e Portugal a um país com salários do Terceiro Mundo, sem nenhuns centros de decisão em mãos nacionais e que agradecerá humildemente às grandes multinacionais que se instalem cá para aproveitar os baixos custos da mão de obra nacional.
 
O Governo declarou guerra sem tréguas aos portugueses.
 
Há-de chegar a altura de os portugueses o varrerem para o caixote de lixo da História.

 

Nicolau Santos

 

Expresso - 11 de maio de 2013



 

12 agosto, 2013

...justiça cega, surda e muda!


Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER.
Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega.
É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso.
Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas.
Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?
E todas as crianças desaparecidas antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE. Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?


E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Es
te é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

23 julho, 2013

Funcionários da Empresa Municipal de Almeida com futuro incerto.


 

Os cerca de 50 funcionários da Empresa Municipal de Almeida podem não integrar totalmente os quadros da Câmara Municipal de Almeida.
 
Ouça a notícia a qualquer momento em PODCAST: http://www.radiofronteira.com/podcasts/

Com a lei da Reforma da Administração Local, a empresa Almeida Municipia foi extinta e agora a empresa encontra-se numa fase de dissolução até ao próximo dia 28 de Agosto.



Segue-se a internalização do pessoal funcionário e durante um ano a fase de concurso público.
Assim o explicou à Rádio Fronteira, o Presidente da autarquia de Almeida, António Baptista Ribeiro.
O autarca recordou que a criação da empresa municipal foi importante para dar resposta aos vários equipamentos desportivos e culturais do concelho.
Baptista Ribeiro não vê vantagens na extinção da empresa municipal, até porque a Empresa Almeida Municipia estava bem financeiramente, apenas não cumpria com um dos critérios.

O Presidente da Câmara de Almeida não garante todos os postos de trabalho da empresa municipal, porque a autarquia terá que se submeter a concursos públicos.




O futuro dos cerca de 50 trabalhadores da empresa municipal de Almeida permanece incerto. A lei da Reforma da Administração Local levou à extinção da empresa municipal, com retroactivos financeiros dos últimos três anos. As receitas tínham que cobrir 50 por cento das despesas.

Rádio Fronteira.
 
 
 
 

01 julho, 2013

Quando a chuva passar...



“Naturalmente, o comportamento do investimento é muito preocupante, sendo, no entanto, que o investimento no primeiro trimestre deste ano é adversamente afetado pelas condições meteorológicas nos primeiros três meses do ano que prejudicaram a atividade da construção.”


(Vítor Gaspar – Ministro das Finanças – Parlamento português – 7/06/2013











     

04 junho, 2013

O coiso e os Funcionários Públicos


"Uma verdadeira reforma do Estado que torne as nossas contas públicas saudáveis e sustentáveis não deve ser feita contra os funcionários públicos ou contra o serviço público.
Antes pelo contrário.
Uma verdadeira reforma da administração pública terá de melhorar o serviço público, não piorá-lo.
Uma verdadeira reforma do Estado terá de incentivar a auto-estima dos funcionários públicos e fazer com que sejam eles próprios a estimular a mudança de que a nossa administração pública necessita.
Uma verdadeira e duradoura reforma do nosso Estado não poderá encarar a necessária dieta da administração pública como uma mera poupança de euros e de despesa pública, mas sim como uma oportunidade única para melhorar a eficiência do Estado e, assim, simplificar e auxiliar a vida dos portugueses.

A culpa do descalabro das finanças públicas nacionais não é dos funcionários públicos, é dos governos."

Escreveu o atual Ministro da Economia, Álvaro dos Santos Pereira, no seu livro "Portugal na hora da verdade - como vencer a crise" – página 511 - "políticas para retomar o sucesso".

 


…então em que ficamos?...diz-se algo para se desdizer mais tarde?...indicam-se caminhos para mais tarde seguirem-se azinhagas ou quelhas nitidamente antagónicas?

…já li e ouvi por aí que a politica não se faz em blogues…o que não é corroborado pelo Senhor Ministro – proprietário do Blogue Desmitos (www.desmitos.blogspot.com)... mas mesmo  que não o seja…o que não consigo deglutir são afirmações que na prática se transformam em puras…aldrabices. Quando se escreve indicando caminhos…os homens de valor e de caráter  são coerentes com o que escreveram quando lhes dão a oportunidade de executar.

Das duas uma…ou o Senhor Álvaro não indicava aquelas mezinhas para sairmos da crise ou então…não aceitava ser Ministro…e assim teria oportunidade de investir nos pastéis de nata…

…se me permite Senhor Ministro tenha a hombridade e a coragem de se demitir.

…cá por mim vou continuando a escrever neste blogue coisas agradáveis…ou não…seguindo aliás o exemplo dos líderes do meu País…

 

João Neves


 

23 maio, 2013

Aos professores...e aos outros...


O Governo pretende aplicar aos professores de carreira as regras de mobilidade especial - quadro de excedentários - e geográfica da Função Pública.


Vejo a luta que se trava no meu País entre os Professores e este Governo que se esqueceu dos Mestres que lhes deram algum do saber que hoje…enlameiam ou vilipendiam.
Vejo as lágrimas de alguns deles perante o futuro que lhes está reservado impedindo que exerçam uma das profissões mais nobres que existe.
Vejo o desespero de alguns perante a ameaça de despedimento impedindo de exercer o que mais gostam de fazer…formar homens e mulheres.
Vejo também a lucidez que demonstram ao encetarem esta luta contra os “grandes líderes” quando está em causa a educação e a cultura de um Povo, base para o seu progresso.
Aos Professores quero dizer-lhes que estarei sempre do seu lado.
Aos Professores quero pedir-lhes que nunca desistam da nobre luta que estão a encetar pelo futuro geracional de todo um Povo.
Aos Professores que tencionam fazer greve mesmo em dia de exames nacionais quero dizer-lhes que têm o meu apoio incondicional e que não estou minimamente preocupado se os mesmos não se realizarem por tal motivo.
Aos Professores em luta o meu obrigado.
Aos Pais…bom…que escolham de que lado da barricada estão…sempre estive do lado dos meus Mestres e estarei do lado dos Mestres dos meus filhos.


Tornado em Oklahoma...Professores...


 

Carta aberta de um estudante liceal grego.


Aos meus professores… e aos outros:

O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.
Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.

A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual “estaria em causa” devido à greve.

De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro?
Deitemos uma vista de olhos sobre quem, já há muito tempo, constrói o futuro e toda a nossa vida:

- Quem construiu o futuro do meu avô? Quem vestiu o seu futuro com as roupas velhas da administração das Nações Unidas para a ajuda de emergência e reconstrução e o obrigou a emigrar para a Alemanha?
- Quem governou mal e estripou este país?
- Quem obrigou a minha mãe a trabalhar do nascer ao pôr-de-sol por 530 euros por mês? Dinheiro que, uma vez paga a comida e as contas, nem chega para um par de sapatos, para já não falar num livro usado que eu queria comprar numa feira de rua.
- Quem reduziu a metade o ordenado do meu pai?
- Quem o caluniou, quem o ameaçou, quem o obrigou a regressar ao trabalho sob a ameaça da requisição civil, quem o ameaçou de despedimento, juntamente com todos os seus colegas dos serviços de transportes públicos quando eles, que apenas queriam viver com dignidade, entraram em greve?
- Quem procurou encerrar a universidade que o meu irmão frequenta para atingir alguns dos seus sonhos?
- Quem me deu fotocópias em vez de manuais escolares?
- Quem me deixa enregelar na minha sala de aula sem aquecimento?
- Quem carrega com a culpa de os alunos das escolas desmaiarem de fome?
- Quem lançou tanta gente no desemprego?
- Quem conduziu 4.000 pessoas ao suicídio?
- Quem manda de volta para casa os nossos avós sem cuidados médicos e sem medicamentos?
Foram os meus professores que fizeram tudo isto? Ou foram VOCÊS que fizeram tudo isto?
Vocês dizem que os meus professores vão destruir os meus sonhos fazendo greve.
Quem vos disse alguma vez que o meu sonho é ser mais um desempregado entre os 67% de jovens que estão no desemprego?
Quem vos disse que o meu sonho é trabalhar sem segurança social e sem horários regulares por 350 euros por mês, como determinam as vossas mais recentes alterações às leis laborais?
Quem vos disse que o meu sonho é emigrar por razões económicas?
Quem vos disse que o meu sonho é ser moço de recados?
Gostaria de dirigir algumas palavras aos meus professores e aos professores em toda a Grécia:

Professores, vocês NÃO devem recuar um único passo no vosso compromisso para connosco. Se recuarem agora na vossa luta, então sim, estarão verdadeiramente a pôr em causa o meu futuro. Estarão a hipotecá-lo.

Qualquer recuo vosso, qualquer vitória que o governo obtenha, roubará o meu sorriso, os meus sonhos, a minha esperança numa vida melhor e em combater por uma sociedade mais humana.
Aos meus pais, aos meus colegas e à sociedade em geral tenho a dizer o seguinte:
Quereis verdadeiramente que aqueles que nos ensinam vivam na miséria?
Quereis que sejamos moldados nas salas de aulas como mercadorias de produção maciça?
Quereis que eles fechem cada vez mais escolas e construam cada vez mais prisões?
Ides deixar os nossos professores sozinhos nesta luta? É para isso que nos educais, para que recusemos a nossa solidariedade?
Quereis que os nossos professores sejam para nós um exemplo de respeito por nós próprios, de dignidade e de militância cívica? Ou preferis que nos dêem um exemplo de escravidão consentida?
Finalmente, quereis que vivamos como escravos?
De amanhã em diante, todos os alunos e pais deviam ocupar-se de apoiar os professores com uma palavra de ordem: “Avançar e derrotar a tirania fascista!”
Lutemos juntos por uma educação de qualidade, pública e livre. Lutemos juntos para derrubar aqueles que roubam o nosso riso e o riso dos vossos filhos.

PS: Menciono as minhas notas do ano lectivo 2011/12, não por vaidade mas para cortar a palavra àqueles que avançarem com o argumento ridículo de que “só quero escapar às aulas”: Comportamento do aluno: “Muito Bom”. Classificação média: 20 (“Excelente”) [a nota mais alta nos liceus gregos].






07 maio, 2013

Pacote da ignorância


O novo pacote de austeridade anunciado na sexta-feira chega a ser uma agonia.
Mais uma vez, o governo fustiga os trabalhadores e pensionistas e poupa os grandes grupos económicos.
As medidas para reequilibrar as contas públicas em cerca de 1500 milhões de euros por ano poderiam ser outras, bem diversas.


Em primeiro lugar e de uma vez por todas, o governo tem de baixar drasticamente as rendas das parcerias público-privadas (PPP).
O eventual ganho anual para as Finanças com as medidas agora anunciadas pelo primeiro-ministro pouco excede o que foi pago a mais, só num ano, em 2011, nas PPP rodoviárias.


 
Nos últimos quatro anos, os encargos líquidos com as PPP quadruplicaram, atingindo por ano montantes da ordem de dois mil milhões de euros (2.000 MILHÕES de Euros).
 

Basta!

Baixem as rendas ou, em alternativa, EXPROPRIEM as PPP pelo seu justo valor.


Em segundo lugar, o governo poderia ainda conseguir poupar nos juros da dívida pública.
Não é aceitável que o estado consigne ao pagamento de juros 14% dos impostos pagos por todos os cidadãos e empresas.

Em 2013, à semelhança de anos anteriores, o estado pagará em juros mais do que gasta em saúde, educação ou qualquer outra atividade.

Para baixar o custo do serviço da dívida, é necessário colocar parte da dívida no mercado interno a juros bem mais favoráveis, renegociar os contratos com juros mais elevados e obter períodos de carência nos pagamentos. Não podemos ter um estado refém da sua dívida pública.
Foi aliás para evitar esta situação que tivemos um resgate!

Também ao nível da receita o governo tem margem para atuar.
Poderia aumentar a coleta se tributasse todos os cidadãos e não isentasse de impostos os fundos imobiliários fechados.


Os maiores beneficiários da especulação imobiliária estão isentos de IMI ou IMT. Uma tributação deste património com taxas de 1% poderia representar um ganho superior a mil milhões de euros (1.000 MILHÕES).

Claro que para tomar medidas deste tipo e outras afins há que ter coragem para enfrentar o fortíssimo "lobby" financeiro que se alimenta da dívida pública portuguesa e suga os recursos do orçamento de estado.

Mas é este o nível mínimo de coragem que se exige ao chefe do governo de Portugal.

Por:Paulo Morais, Professor Universitário



…este Governo é ignorante, incapaz e prepotente…porquê mantê-lo por mais tempo?...quanto se pouparia com eleições gerais imediatas????

03 maio, 2013

...depois não diga que não avisei Sr. Silva...





"Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los.

Tudo ficou documentado.
Vemos civis a vomitarem.
Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida.
A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos.
O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso.
Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha.
Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos.

Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre.

Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito.
Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta.
Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação.
A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains.

A ideia da União Europeia morreu em Chipre.
As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente.

É apenas uma questão de tempo.
Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro...como nação digna e independente."



"União Europeia morreu em Chipre"

por VIRIATO SOROMENHO MARQUES - DN 26-03-2013







...eu...bom...eu fico enjoado, agoniado e até repugnado com alguns colunistas e aspirantes a fazedores de opinião da nossa praça, quando opinam em defesa dos rapazes que desde Lisboa e dos centros de poder atiram para a desgraça milhões...quando desviam o olhar ao verem a tristeza que coabita no quintal do seu vizinho...mas eles...esses mesmos aspirantes a  prepotentes, sabem que os rapazes que eles seguem religiosamente, estão a destruir a vida dos seus amigos e companheiros...talvez ignorem que a praga poderá chegar um dia ao seu quintal...talvez...veremos...


João Neves




02 abril, 2013

PENTEAR MACACOS!



É evidente que o texto anteriormente publicado faz parte da tradição do 1º de Abril, pois só por brincadeira ou maquiavélica intenção se continua a fazer acreditar que Almeida venha a ser classificada como Património da Humanidade pela Unesco. Está mais que visto que as constantes intervenções que têm sido enxertadas na Vila, além de afrontas ao ambiente histórico coeso que Almeida costumava ter, são um obstáculo a esse reconhecimento. A não ser que os elementos do júri para a classificação tenham bebido da mesma fonte dos técnicos e políticos da Câmara e gostem de toda aquela parafernália de modernices descaracterizadoras que ultimamente têm vindo a ser impostas ao seu vetusto património.

Só quem tem gosto distorcido, ou por qualquer outra inconfessável razão, pode propor e aceitar tamanha afronta construtiva, completamente desintegrada de toda a malha histórica da Vila. A destruição do valioso legado histórico tem sido um ultraje perante a passividade da maioria dos cidadãos com obrigações morais, profissionais e técnicas para se insurgir com tal estado de coisas. Cobardia, indiferença ou ignorância, entre outras, são o terreno fértil  para a acomodação de tamanha fúria construtiva. Gastam-se rios de dinheiro em obras desnecessárias e faraónicas, deixando por fazer o essencial, que seria preservar e revitalizar. E assim se vai varrendo o lixo para debaixo do tapete, pois o que interessa é mostrar obra e, se possível , bem visível, mesmo que desnecessária. 

A conservação das muralhas não tem sido objecto de manutenção, imagina-se bem porquê… enche menos o olho - e os poderes autárquicos escudam-se que o IGespar, ou lá o que é, não autoriza…mas autoriza todos os outros desmandos que se têm feito em toda a muralha, no seu interior e zonas envolventes!
Consequência disso ficou patente pela derrocada  de pedras e terras que acabou por tornar totalmente intransitável a passagem entre as duplas Portas de Santo  António, ocorrida há dias. E tudo seria muito mais fácil e menos oneroso se se tivesse acorrido a tempo. Há muito que era bem visível “ a barriga” que o muro de suporte da passagem fazia ,bem como o afundamento do piso superior! O dinheiro é do Estado, portanto é gastar à vontade, pois de onde esse veio, não custa aos bolsos de quem governa e…, de mais a mais se essa importante intervenção tivesse sido realizada a tempo não era prestigiosa nem objecto a ser mencionada em seminários e revistas de pretenso cunho cultural…

Com tudo isto, e contrastando com a mensagem que ontem enderecei aos decisores e seus consultores  por ser 1º de Abril, hoje a sério, endereçado também a todos os indiferentes ou acomodados,  digo-lhes: Vão pentear macacos!

Rui Brito Fonseca