12 outubro, 2008

MAIS QUE MIL PALAVRAS...


Ainda a propósito dos posts mais recentes, relacionados com o património de Almeida, que têm motivado intensa participação de visitantes e comentários dos leitores, é interessante salientar o seguinte:

1) Há bem pouco tempo, antes do aparecimento deste blogue, os temas relacionados com o Património eram apenas aflorados pela generalidade dos almeidenses nas esquinas, em voz baixa, com indignação recalcada, ou apenas com a resignação de quem normalmente se sentia impotente para se pronunciar sobre o que quer que fosse que achavam mal, deixando o trabalho de contestação aos “políticos”, se assim o entendessem.
2) O aparecimento e divulgação das novas tecnologias permitiu uma alteração significativa da forma de expressar o parecer de cada um, porque nem que seja a coberto de anonimato, salvaguardadas as elementares regras de decoro, podem exprimir a sua opinião, cientes que sobre eles não recairá nenhuma retaliação, como sucedia antes.
3) Por não constituir qualquer apologia do anonimato, antes uma contingência de um meio pequeno e de cidadãos pouco à vontade, ou que no dia-a-dia sentem represálias pela livre expressão do seu pensamento, este blogue não tem alternativa para lhes dar voz, mas em contrapartida, parte desta característica fundamental: todas as participações temáticas que introduzem os debates são assinadas pelos seus autores, sem recurso a qualquer nome falso.
4) Quer isto dizer que felizmente os tempos evoluíram, por um lado, mas também que as pessoas que voluntariamente assinam as suas participações dão a cara por aquilo que escrevem, assumindo publicamente as suas posições – sem medo de serem rotuladas por chicanas que defendem interesses contrários aos deste espaço de debate, ou de serem contestadas por falta de veracidade naquilo que publicam.

Assim, e a talhe de foice de alguns comentários menos informados, mais indignados, ou melhor intencionados, estes defendendo o diálogo com o poder autárquico, torna-se pertinente esclarecer o seguinte:

- Antes de bater a porta na colaboração com este executivo, também eu acreditei que o seu presidente era uma pessoa experiente, pelo seu trabalho autárquico como vereador durante 12 anos, além de outros como presidente de Junta de Freguesia; também eu pensei que era uma pessoa seriamente preocupada com o futuro dos seus concidadãos, tomando algumas atitudes excessivamente exaltadas como frontalidade e coragem, sinais de determinação e vontade de concretização dos projectos em que acreditava.

E não me enganei. Pelo menos totalmente. De facto, é uma questão de registo (o excesso de voluntarismo conduz geralmente a problemas de autismo) e de perspectiva: diversas vezes reconheci publicamente o mérito deste executivo em procurar criar condições de dinamismo cultural, embora, confesso, me desiludisse que começasse a torná-lo mero folclore, sem capacidade de perspectivar, a par disso, outras preocupações mais fundas e a longo prazo. Liderar para a satisfação imediata pode ser um acto de inteligência para sobrevivência no poder, mas é também uma de falta de visão estratégica e consequente. Pior do que isso, deixar-se ficar refém de técnicos contratados para “fazer obra” e usar dinheiros comunitários, sem querer sequer escutar verdadeiramente a opinião de outros munícipes ou técnicos, invocando uma teoria de “macacos e galhos” para se justificar nas competências de quem contrata, é um sinal demolidor de credibilidade. Três vezes (3!) me esforcei por ter um diálogo sereno e cara a cara, com este executivo, além de outras vezes, por escrito e à distância, para tentar resolver a bem um insulto público desrespeitador da divergência de opinião. A reacção tardia e meramente descartadora não foi mais do que uma cobertura para atitudes arrogantes, às quais se colou indelevelmente, vindo também a encarnar atitudes muito semelhantes, como se viu nos recentes workshops.

Contudo, não se pense que a verdade dos factos se resume a isto: outra resposta a uma reacção de protesto pelo desaforo de sucessivos atropelos relativamente a convidados e recriadores já na Recriação Histórica e respectivas Jornadas de 2007, onde como mentora e dinamizadora inicial das mesmas, confessava que “tinha vindo a Almeida para sofrer, só não sabia é que ia doer tanto” veio, por sua vez assinada pelo Vice-Presidente do Executivo, vereador de Cultura, a quem também se entregavam os louros de qualquer êxito das iniciativas, sintetizada em apenas dois provérbios, via mail (lamento, se desiludo os admiradores):

- “Mais vale mágoa no coração, que vergonha na cara!”
e
- “Nos milheirais comem os pardais”

Como não preferi a vergonha de pactuar com o que estava fora das nossas concordâncias, nem estava disposta a “comer nesses milheirais”, mantive-me fora. Mais tarde, bastante mais tarde, completamente afastada da colaboração com Almeida, e antes de qualquer participação neste blogue, prova de que o regime que aqui vigora é “quem não é por mim é contra mim”, recebi uma carta assinada pelo Presidente, acusando-me, bem como a toda a minha família chegada, de “boicote”…

- Pasme-se!!! Todos a torcermos por Almeida, colaborando até ao limite das nossas disponibilidade e boa fé - e ainda levamos com desconsiderações e desconfianças destas! Boicote… apenas porque tivemos a lisura de não escamotear as nossas discordâncias junto de quem acreditávamos ter o dever de as escutar e procurar ouvir outras opiniões para melhor decidir??? E como se não bastasse, ainda declarando ter-se imposto a si mesmo “um período de reflexão”. Período de reflexão que só pode ter gasto, não no silêncio da sua consciência, mas na companhia da sua trupe de toupeiras, procurando em vão desenterrar quaisquer “acusações falsas” – sem conseguir fundamentar um único argumento!

Na altura, levou nova resposta escrita, que obviamente não serviu de nada, já que ficou no segredo do Olimpo. Um Olimpo onde os deuses continuam a planear levar por diante mais “investimentos”, simpósios, projectos escultóricos baptizando-os de “arte popular”, para impingirem mais obras, obras como aquelas que vão conseguindo aprovar com manobras de braço enfiado no IGESPAR de Lisboa, ou batendo com pé no chão para vencer as resistências da Delegação Regional de Cultura, contra a vontade da população, contra o parecer e recomendação de outros técnicos, como o Arq. Perbellini da Europa Nostra, do Dr. Ray Bondin, membro do ICOMOS…esse, azar no discurso que trouxe, amigo do arq. João Campos, começando por elogiá-lo, sem saber o que ia verdadeiramente encontrar no terreno e acabando, sem querer, por pôr o dedo na ferida de Almeida. (Sobre tudo isto, voltaremos com mais notícias, oportunamente!)

Por isso, e porque o debate não se pode efectuar com marginalização dos almeidenses, nem com o escamotear da verdade, escolhemos este fórum para, responsavelmente, todos podermos exprimir as nossas opiniões. Não, não se trata de vinganças nem politiquices: como se pode ver, até aqui TODAS AS TENTATIVAS DE DIÁLOGO SAIRAM GORADAS. Sobrou apenas este espaço, que irrita muita gente, certamente, mas cuja intenção, à falta de melhor, é que haja participação de consciências livres e verdadeiramente democráticas sobre o futuro de Almeida.

Enquanto isso, e evidência do que aqui é muitas vezes afirmado, podemos todos ir-nos preparando, porque apesar de toda a contestação, a probabilidade de as obras se efectuarem, se tornará uma certeza! Porque a máxima é “só não é polémico quem não faz nada e pelo menos eu faço”. É tarde demais para recuar: investido tanto espalhafato, tanto alarde com peritos, mesmo que estes até nem fossem ou se viessem a revelar tão competentes como isso, não importa! Os ovos foram todos postos nesse cesto. O cesto que é oferecido aos almeidenses com promessas de um pão-de-ló para o seu desenvolvimento. E os ovos, mesmo que já cheiram mal, não se podem deitar fora e voltar atrás…

E tais ovos de tão podres e inchados de contentamento por esta enorme confiança de um executivo de uma pobre autarquia desertificada, até já saltam do cesto, em gestos de grande audácia, ameaçando atirar-se a quem lhes fizer frente: aconteceu nos workshops, acontecera antes, e tornará a acontecer. Ainda recentemente, por ocasião, da visita da Secretária de Estado da Cultura, houve mais evidências desse descaramento.

Mas não nos indignemos: está a ser fabricado um pão-de-ló em forma de estrela, que será posto numa travessa bem comprida, com um cravo cheio de repuxos para não murchar o espírito do 25 de Abril em Almeida. No meio, um exemplar da tal “arte popular” que pode ser por todos admirada: 24 calhaus + 1 de metal, que ainda falta. Tudo para que os almeidenses “sejam muito felizes”… sobretudo aqueles que ainda há pouco eram desdenhosamente apelidados de “abrileiros” por, na melhor das intenções, sonharem com um monumento comemorativo dessa efeméride!


- Que sorte a nossa!

Maria Clarinda Moreira

02 outubro, 2008

E DEMOS CABO DO MUNDO!

Em crónica publicada no Jornal de Notícias de 09.05.2007, o escritor Manuel António Pina recorda ler na escola o seguinte epigrama de Bocage:

Arrimado às duas portas,
Pingue boticário estava.
E brandamente acenou
A um doutor que passava.

Mal que chega o bom Galeno
Diz o outro com ar jucundo:
Unamo-nos, meu doutor,
E demos cabo do Mundo!

Propondo o autor dessa crónica, que se substituísse “boticário” por “autarca” e “doutor” por “arquitecto”, obter-se-ia (cita-se):

um panorama mais-que-perfeito do que acontece hoje em muitas cidades. A mistura explosiva de voluntarismo e ignorância de autarcas com o voluntarismo e arrogância de alguns arquitectos tem vindo a destruir a memória e ‘espírito do lugar’ de numerosos centros históricos”.



Precisamente temendo que o erro ilustrado nestes versos jocosos de Bocage pudesse acontecer em Almeida perante os sinais notórios de aparecimento de um “contentor de obras” na Praça da Liberdade, junto à Câmara, bem como uma reconfiguração de um buraco anteriormente feito na muralha, no qual se investia sem uma efectiva mais-valia de adequação dessa entrada a um centro histórico como o de Almeida, foi escrito e entregue, no final desse mesmo mês de Maio de 2007, um memorando de apelo ao Executivo para parar e reflectir, antes de mais, sobre as verdadeiras necessidades desta vila.


A resposta, tardia, veio embrulhada num convite, com elogios à mistura, de continuação de colaboração “à distância sem interferência neste grupo de trabalho” no qual tinha sido instada a participar, pelo qual dera a cara, procurando cativar todas as sinergias de amigos e estudiosos dedicados a Almeida.

A decepção de ver um executivo que prometia um dinamismo “comprometido com todos” a tomar esta opção de marginalizar qualquer tentativa de contestação, fazendo concessões unilaterais a arquitectos, foi tão profunda que não houve outra saída senão recusar o indigno ‘convite’ e afastar-me dessa colaboração com Almeida.


Mais de um ano depois, com outras advertências pelo meio perante mais evidências de autismo, tive oportunidade de comprovar nestes últimos workshops que a arrogância não apenas se manteve como ainda se acentuou.

E que o voluntarismo troante apenas confirmou um fraco servilismo, pronto a persistir (e pagar!) mais disparates.


Por essa determinação de destruição da memória e ‘espírito do lugar’ de Almeida, tenho que reconhecer que, afinal, uns e outros se tornaram autênticos merecedores da ironia dos versos de Bocage:

Unamo-nos, meu doutor,
E demos cabo do Mundo!


Um Mundo de potencial, que ainda mal despontado estava, logo se procurou atrofiar, dando prioridade à aplicação de mezinhas à toa que, venham de “boticário” ou de “doutor”, afinal não passam mesmo de banha-da-cobra… que se pretende alastrar a outros lugares do concelho de Almeida.

Com que objectivos? Cabe aos munícipes julgar!

Maria Clarinda Moreira

12 setembro, 2008

(DES)ARRANJOS EM ALMEIDA

Lamentavelmente, confirmaram-se os receios que levaram à minha participação no “Praça Alta” de Agosto e no último ‘post’ deste blog, chamando a atenção para o eventual risco que corria o património histórico-cultural da vila de Almeida, a propósito dos workshops promovidos pela CMA no dia 23 de Agosto.
Seria até mais pragmático reconhecer que a organização dos tais workshops não passaria de uma tentativa de branqueamento das intenções para intervir a próprio contento no centro histórico de Almeida, não fosse a presença massiva dos almeidenses que compareceram para tomar conhecimento dos projectos e, ao fazê-lo, os contestarem veememente. Isto porque o que foi apresentado como novas obras ultrapassa o razoável em termos de bom senso, constituindo, caso se concretize, algo que pode inclusivamente ser visto como de lesa-património. Habituados que devem estar à indiferença ou distracção dos almeidenses, esperariam as entidades promotoras uma fraca participação destes, o que misturado com os aplausos de circunstância dos convidados de fora, uma vez mais passaria por uma tácita anuência para o tipo de intervenção. Mas, desta vez foi diferente, e pelo vigor das intervenções, dificilmente nada daqui para a frente será igual…

Tanto in loco na zona do Castelo como no auditório das Portas de Santo António, houve oportunidade de detalhadamente serem explicadas pelo arquitecto João Campos, consultor contratado pela CMA, e pelo Presidente as respectivas perspectivas e justificações de intervenção: no espaço exterior do antigo cemitério, contíguo ao Castelo, foi proposta a construção de um edifício em altura, com funções de arrumos na parte inferior, englobando o depósito de água que se encontra ao nível do solo, e na parte superior um miradouro com pérgula e pala, eventualmente munido de esplanada e até cafetaria, servido de diversas escadarias e rampas de acesso, que, no seu conjunto de tal modo volumoso, de linhas modernas e implantado num lugar altaneiro da vila, logo se imporia para quem chegasse a Almeida, em recorte de horizonte entre o depósito da água antigo e a torre do relógio.
Se até aqui os almeidenses se indignam com o edifício conhecido, entre outros nomes, por “mamarracho” da Praça da Liberdade junto à Câmara, e que maioritariamente, para não dizer na totalidade, os desgosta, desta vez o que se propõe é algo que rivaliza com essa construção, com larga vantagem em termos de desenquadramento e fealdade e, pior ainda, notoriedade… mesmo à distância. Portanto, mais uma vez se está a perspectivar um novo atentado ao valor e espaço histórico de Almeida como um todo, quebrando o respeito que os almeidenses sentem por aquele lugar, chocando com as suas memórias e o luto que ainda hoje sofrem pela tragédia da explosão do castelo em 1810.
Além disso, mesmo removidas todas as ossadas do cemitério velho, essa aberrante construção iria implicar imposição de terraplenos num sítio que carece de mais exaustivas escavações arqueológicas, pois se sabe que no local existiu a igreja matriz, destruída aquando da explosão do castelo. Portanto, qualquer intervenção naquele local, que apesar de aspecto abandonado, está carregado de alma para os almeidenses, faz com que só deixe de ser considerado sagrado, quando o tempo e a memória das pessoas que conheceram o cemitério e porventura ali tiveram sepultados parentes, desaparecerem também. Mesmo nessa eventualidade, as intervenções de construção ali, deverão primeiro aguardar a colocação a descoberto da totalidade das ruínas soterradas da igreja, para então se estudar o que melhor se coaduna ao local. Mas, de certeza, que não uma obra que impositivamente mexa com o todo histórico e paisagístico de Almeida como a que ora se propõe.
Para completar o naipe, está previsto no projecto e logo à entrada do portão ladeado por dois cedros um monumento tipo memorial à efeméride dos 200 anos do “Sacrifício de Almeida”, alusivo à explosão do Castelo. Independente da qualidade ou do gosto plástico do mesmo, é proposto ter na frente também um “espelho de água”, na forma eufemística de lhe chamar um tanque que, mercê da previsível e constante necessidade de manutenção para ter água corrente, ou acabará por ficar seco, ou fatalmente transformado em repositório de lixo e água estagnada. Durante o workshop e integrado no “Simpósio de escultura” foi apresentado esse memorial, alegadamente um “estudo”, até pelo texto que não se consegue decifrar. Bem se pode estranhar que um monumento que pretende comemorar 200 anos da explosão do castelo, ou seja para 2010, já esteja concretizado… a ponto de merecer coroa de flores no seu local provisório!

Foram ainda mostradas uma série de esculturas que deverão ser colocadas em vários pontos do concelho. Uma delas, designado por Monumento ao 25 de Abril, que serve de pretexto ao “arranjo urbanístico” junto às Portas de S. Francisco, o qual, segundo o projecto, será implantado mesmo defronte à Porta exterior, ocupando o largo ali existente, e prolongando-se até ao jardim da pérgola, defronte aos edifícios dos antigos celeiros, com três longos “espelhos de água”… uma mania que querem fazer chegar a Almeida, depois de comprovado erro noutros lugares…
Sem questionar esse monumento, de alguma anterior controvérsia, confirmada pelo remate um tanto indelicado como foi explicado pelo seu autor com um “quero é que os almeidenses sejam felizes!...”, o que se torna descabido é sobretudo pela sua dimensão e extensão o local onde vai ser erigido. O largo ficará com uma espécie de rotunda, desaparecendo quase toda a área de salvaguarda ao monumento da fortaleza, que vai ser preenchido com essa construção. Ora, uma vez mais se está a desrespeitar toda a envolvência histórica do local, não tendo em conta o espaço junto às Portas de S.Francisco sobrepondo-se-lhes visualmente e fazendo desaparecer o amplo campo de visibilidade para quem chega e entra em Almeida. A imponência que as Portas ostentam desaparecerá, envolvidas que vão ser pelo novo monumento. Um local que nas praças de guerra quase sempre existia como parada externa para a formatura de tropas que desfilariam em dias de festa, ou partiriam em missão de patrulha e combate no exterior, deixa irremediavelmente de existir.

Com estas preocupações partilhadas, é fundamental que os Almeidenses se apercebam que, por detrás de um pretenso dinamismo de construção de obras, cada uma delas pode representar uma ou mais machadadas ao monumento histórico de Almeida. Implantadas numa antiga praça de guerra que se pretende em harmonia de ambientes e construções integradas que constituem a sua inegável mais-valia, vêm estes verdadeiros atentados empobrecê-la, em vez de beneficiá-la.
É preciso urgentemente demonstrar a este autismo decisor que basta de tanto disparate arquitectónico que está inegável e irreversivelmente a descaracterizar a nossa histórica terra. Os workshops serviram como primeiro passo, mas os almeidenses não devem descansar!

Rui Brito da Fonseca

16 agosto, 2008





À Atenção dos Almeidenses:
- uma vez mais o nosso património histórico em perigo?


Acedendo ao sítio da CMA e ao blog do Jornal Praça Alta, tem-se conhecimento do Programa da Recriação do Cerco de Almeida 2008, que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de Agosto próximo.

Chamou-me especial atenção o programa da tarde do dia 23 de Agosto, próximo Sábado. Anuncia-se a realização de dois workshops. O primeiro, com o seguinte tema:” o projecto do município para a regeneração da zona do castelo”; com os temas em discussão:
“O arranjo urbanístico do alto da cidadela”, “A importância arqueológica e sua integração” e o “ Projecto do miradouro da Praça Forte”.
O segundo workshop tem por tema : “O 1º Simpósio de Almeida - Um programa de Escultura para o Concelho”, com os temas em discussão: “O Memorial do Sacrifício de Almeida e os 200 Anos da Guerra Peninsular” e o “Monumento do 25 de Abril e outras Intervenções de Arte Pública como monumentos de inovação urbanística a assinalar”.

Ora todas estes workshops parecem pertinentes e revestidos até de alguma democraticidade, pois neles poderão - ao que se julga - participar quem quiser, não necessitando de inscrição…

Contudo, há que estar atento às propostas de mais “projectos do município” e “arranjos urbanísticos” e agora também “Arte Pública” (estaremos para ver o que entendem por isso…), pois poderão enfermar de aspectos que não são de todo os mais adequados para a valorização de Almeida.

Considerando as mais recentes intervenções, é de temer que de novo possam surgir soluções descabidas e desadequadas ao todo histórico que o monumento, no seu conjunto, representa. As obras e inovações executadas por ou com o beneplácito da Câmara disso são exemplos. Sem pretender ser prolixo para quem me lê, gostaria só de, uma vez mais, enunciar os mais recentes: edifício tipo caixote na Praça da Liberdade (quase em frente à Câmara); azulejaria e granitos tipo estação de metro na porta nova junto às casamatas”, armações em aço e vidro, quais cutelo e paliteiro, construídas sobre as Portas de Santo António; postes de iluminação tipo estádio de futebol no picadeiro exterior, esquadros e quilhas de granito semi-polido por detrás da Pousada; propostas para espelhos de água junto às Portas de S. Francisco… só para referir as mais destacadas. Também, ao que tudo leva a crer, acrescenta-se o mais recente “(des)arranjo” das Casamatas…

Não se conhecem ainda estes novos projectos, mas pelos exemplos anteriores… e pelo autismo conhecido…é indispensável ter os olhos bem abertos ao que dali vai sair!
Por isso, os Almeidenses que verdadeiramente se interessam pela preservação do património da sua terra deverão estar alerta com o que se pretende construir. Corre-se o risco de, com novos “ (des) arranjos”, cada vez mais a Praça-Forte ficar incaracterística como monumento histórico graças a intervenções que vulgarizam o seu espaço histórico.

Pergunta-se: o que é que Almeida tem que cative os visitantes e que possa, bem gerido, tornar-se uma fonte de rendimento para a terra? O que é que ali vão encontrar os visitantes que os façam voltar, ou propagandear junto dos seus conhecidos o interesse na visita? Um antigo e monumento militar classificado, com implantes de modernices semelhantes a tantas outras terras?

O visitante ao entrar no espaço interior das muralhas, deveria ser naturalmente envolvido pelo ambiente que caracteriza uma época passada, pois só assim sente a originalidade do seu testemunho histórico. Mas, actualmente, o que vê? Edifícios e espaços numa certa harmonia que transmitem uma determinada mensagem histórica e, ao virar da esquina, leva um choque na ambiência sentida ao esbarrar de caras com edifícios, construções e intervenções que contrastam com o todo monumental. A viagem que estava a viver, ou a memória evocada do ambiente de outras épocas e outros tempos, afinal o aliciante e objectivo de visitar Almeida, é violentamente cortado pelo anacronismo que lhes surge perante os olhos. E então sobra a inevitável desilusão de constatar que Almeida poderia ser única na sua monumentalidade, preservada pelo tempo e estimulada com novas intervenções de forma integrada, e, em vez disso, se torna apenas comparável a qualquer lugar antigo com casas, praças e modernas intervenções. Ao fim e ao cabo, vulgar!

É isso que nós não queremos - e tememos possa acontecer. Para contrariar essa tendência, bem como a falta de um debate que deveria ser amplo, aberto à população e com prazo temporal alargado, e não se confinar a um mero workshop em que aos presentes, como habitualmente, é argumentando pouco tempo disponível, sem lhes dar tempo de reflexão suficiente para questionar o quer que seja…

…Num dever de cidadania, deveremos estar presentes nos tais workshops e, se for caso disso, intervir, levantando questões e até eventualmente demonstrando o nosso desagrado por propostas que acharmos desadequadas. Assim, apesar de não idealmente, podemos mostrar às autoridades decisoras se os projectos apresentados merecem ou não o nosso apoio e vão ao encontro do querer dos Almeidenses. De outro modo, corre-se o risco de ver a nossa Almeida, em poucos anos, mais desvirtuada no seu todo arquitectónico que nos duzentos anos anteriores!


Rui Brito da Fonseca

14 agosto, 2008

Alma até Almeida...bem iluminada.


“Alma até Almeida“ é um grito de guerra já conhecido internacionalmente mas que muitas pessoas desconhecem certamente o verdadeiro motivo da sua criação.
Também não é minha pretensão aqui e agora esclarecer esse ponto.
O motivo deste comentário é um outro.

Hoje quando vamos a um médico, seja de clinica geral ou de uma qualquer especialidade para consultar sobre qualquer problema que nos incomoda um pouco mais, depois de uma receita com mais ou menos antibióticos, vem sempre o conselho de que após o jantar, deve-se sempre dar um passeio a pé.

Talvez por isso ou talvez porque algumas pessoas encaram essa ideia como uma das últimas modas, ou ainda porque gostam, cada vez mais vemos gente a passear à noite.
Ainda bem que o conseguimos fazer sem qualquer contratempo, pois lugares há onde não é possível com receio de assaltos.
Deixemos também isso ao cuidado das autoridades competentes.

Verdadeiramente o que me leva a escrever hoje é o facto de todos aqueles que nesta bela Vila histórica de Almeida após o jantar mais ou menos magnificente, podemos admirar a imagem deslumbrante nocturna da nossa Vila, devido à sua recente iluminação.

Na realidade é difícil aqui deixar uma fotografia por palavras, já que a beleza com toda a iluminação, é simplesmente espectacular.

Certamente houve um empenho forte por parte da Câmara, e assim sendo temos que louvar tal decisão.




Esperemos, isso sim, que esta situação não seja passageira, após o termino do Verão ou a saída dos emigrantes.

Certamente os nacionais migrantes que por aqui passem uma noite ou mais, serão os primeiros a levar este maravilhoso postal nocturno para outras paragens, o que significa que será a melhor publicidade para que muita mais gente venha até Almeida.



Deixo aqui o convite aos almeidenses, para que um dia destes passem por cá a visitar-nos, e possam apreciar esta beleza.

Sem quaiquer preconceitos de qualquer espécie, creio que hoje poderemos gritar alto e bom som, porque se adapta bem a tudo aquilo que aqui descrevi “Alma até Almeida” .

12 agosto, 2008

EUROPA virada a Sul

A discussão sobre os mais variados sistemas de energia para uso caseiro, tem levado muita gente a emitir opiniões para variadíssimos gostos.
Na reunião do passado mês da União para o Mediterrâneo, o presidente francês Nicholas Sarkozy, lançou para discussão com fortes probabilidades de ter pernas para andar a possibilidade de uma vez por todas, se resolver a questão energética para toda a Europa.
A ideia de um grupo de cientistas, é a de construir no maior deserto quente do mundo, uma quinta de painéis solares capazes de gerar energia suficiente para abastecer toda a Europa.
Desde logo Nicholas Sarkozy e Gordon Brown decidiram apoiar publicamente este projecto, considerando esta ideia a melhor forma de responder aos críticos que dizem que a urgência de uma solução não permite soluções de carácter solar ou eólico.
Os mesmos cientistas afirmam que a recolha de raios solares em células fotovoltaicas é três vezes mais produtiva no deserto do Sahara do que no norte da Europa.
Outro especialista na matéria e funcionário do Instituto para a Energia da Comissão Europeia, Arnulf Jaeger-Walden, afirmou no fórum de abertura da Eurociência em Barcelona que basta apenas uma captação de 0,3% da luz solar do deserto do Sahara e Médio Oriente, para permitir um abastecimento a toda a Europa.
Diga-se que o espaço necessário para essa captação pode ser um pouco menos do que a área do País de Gales na velha Inglaterra.
A construção do parque solar terá um custo aproximado de 450 mil milhões de euros por ano, até 2050.
Nessa altura, a produção estimada daquela que poderá ser a maior quinta solar do mundo, é de 100 gigawatts de energia. O maior gerador nuclear só produz um máximo de 3 gigawatts.
A Greenpeace sempre atenta a estas coisas, já deu o seu aval.
O Instituto para a Energia da Comissão Europeia está fortemente empenhado neste projecto e procura reunir esforços de toda a Europa, de forma a conseguir-se este objectivo.
Esta solução poderia até ao ano de 2020, reduzir o consumo de energia em 20% e acabar com a dependência do petróleo.
Naturalmente que não será fácil este trabalho em função dos grandes interesses instalados.
Como a questão do nuclear foi recentemente abordada neste pequeno país, ainda que muito superficial e sinteticamente por dois políticos portugueses, valerá talvez a pena deixar aqui este post, à consideração.
Sendo a esperança a última a morrer, aguardemos por ela em prol da vivência do futuro dos nossos descendentes.


09 agosto, 2008

REPOR A VERDADE, A BEM DA CREDIBILIDADE POLITICA - 2ª PARTE

Porque se registaram problemas no artigo publicado anteriormente e uma vez que o debate estava a ser interessante e elucidativo..."pedimos desculpa pela interrupção mas o debate segue já a seguir"




Fiquei incomodado com esta troca de comunicados entre o PS e os Vereadores do PPD/PSD do Executivo da Câmara Municipal de Almeida.
Penso que se deve pedir a todos os intervenientes na vida politica concelhia, que tenham uma postura mais séria e clara, de forma que todos os habitantes deste Conselho sejam devidamente informados, caso contrário correm o risco de verem os seus excelentes comunicados a irem para o cesto dos papéis mesmo antes serem lidos e, mais uma vez, a credibilidade dos nossos políticos ser avivada de forma ainda mais negativa.
Quanto ao facto do comunicado do executivo camarário ter sido “autenticado” com as assinaturas do Senhor Presidente da Câmara e por dois dos seus Vereadores, foi uma bela ideia já que ficamos sem dúvidas nenhumas da autoria das afirmações transcritas no mesmo.Mas, vamos lá tentar fazer aqui um ponto de ordem nesta troca de comunicados e, sobretudo de uma forma que todos percebam bem:


1 – O Governo de Portugal acabou com as taxas de aluguer dos contadores da água?
É verdade.


2 – A Câmara de Almeida criou uma nova taxa ou imposto (coloquem o rótulo que quiserem)em sua substituição?
É verdade.
3 – Medidas sociais – famílias numerosas.
Uma simples pergunta: haverá muitas famílias com mais de 2 filhos (eu não digo 3, eusó digo 2 filhos!). Como a redução só beneficia as famílias com 3 ou mais filhos...francamente!


4 – IMI.
Vamos lá clarificar esta questão do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis, tão propagado pelo executivo camarário desde as últimas eleições autárquicas como se uma oferta ao Povo do Concelho de Almeida se tratasse.
Vamos lá repor a verdade dos factos:Em 16/12/2003 o Executivo da Câmara Municipal de Almeida apresentou à Assembleia Municipal uma reforma da Tributação sobre o Património Imobiliário (o tal IMI), propondo a taxa máxima de 0,8 (sim, disse bem: a proposta do Executivo Camarário foi a taxa máxima).Esta proposta do executivo foi reprovada pelos Deputados, com 22 votos contra, 6 votos a favor e 19 (dezanove) abstenções. O que diz a Lei nos casos de “chumbos” da proposta do executivo, a taxa a aplicar passará a ser a taxa mínima de 0,4.Portanto, se temos que agradecer a alguém pela aplicação da taxa mínima de 0,4, não será certamente ao executivo camarário, uma vez que a sua proposta foi de 0,8 (nada mais nada menos que a taxa máxima), mas sim aos Senhores Deputados da Assembleia Municipal que a impuseram.Estes são os factos verdadeiros, como poderão comprovar pela Acta nº 9 de 16/12/2003 da Assembleia Municipal de Almeida, aqui publicada.Parafraseando um dos comunicados…confundir é grave, mentir é feio…




















5 – IRS.
O Governo da Nação entregou às Câmaras Municipais 5% do valor cobrado em IRS.Por sua vez, as Câmaras deveriam reduzir o IRS dos seus Munícipes nas percentagens queentendessem até aquela percentagem, a bem de uma politica social e humana de realçar.

Pelo gráfico a seguir publicado, poderão verificar quais as Câmaras verdadeiramente benfeitoras.

Resumindo, podemos dar os parabéns à Câmaras Municipais de Manteigas, Alcoutim, Castro Marim, Crato, Gavião, Oleiros, Ponte de Lima, Ponte de Sor e Terras do Douro.

João Neves

05 agosto, 2008

REPOR A VERDADE A BEM DA CREDIBILIDADE POLITICA

Fiquei incomodado com esta troca de comunicados entre o PS e os Vereadores do PPD/PSD do Executivo da Câmara Municipal de Almeida.

Penso que se deve pedir a todos os intervenientes na vida politica concelhia, que tenham uma postura mais séria e clara, de forma que todos os habitantes deste Conselho sejam devidamente informados, caso contrário correm o risco de verem os seus excelentes comunicados a irem para o cesto dos papéis mesmo antes serem lidos e, mais uma vez, a credibilidade dos nossos políticos ser avivada de forma ainda mais negativa.

Quanto ao facto do comunicado do executivo camarário ter sido “autenticado” com as assinaturas do Senhor Presidente da Câmara e por dois dos seus Vereadores, foi uma bela ideia já que ficamos sem dúvidas nenhumas da autoria das afirmações transcritas no mesmo.

Mas, vamos lá tentar fazer aqui um ponto de ordem nesta troca de comunicados e, sobretudo de uma forma que todos percebam bem:

1 – O Governo de Portugal acabou com as taxas de aluguer dos contadores da água?

É verdade.

2 – A Câmara de Almeida criou uma nova taxa ou imposto (coloquem o rótulo que quiserem)
em sua substituição?

É verdade.

3 – Medidas sociais – famílias numerosas.

Uma simples pergunta: haverá muitas famílias com mais de 2 filhos (eu não digo 3, eu
só digo 2 filhos!). Como a redução só beneficia as famílias com 3 ou mais filhos...francamente!

4 – IMI.

Vamos lá clarificar esta questão do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis, tão propagado pelo executivo camarário desde as últimas eleições autárquicas como se uma oferta ao Povo do Concelho de Almeida se tratasse.

Vamos lá repor a verdade dos factos:

Em 16/12/2003 o Executivo da Câmara Municipal de Almeida apresentou à Assembleia Municipal uma reforma da Tributação sobre o Património Imobiliário (o tal IMI), propondo a taxa máxima de 0,8 (sim, disse bem: a proposta do Executivo Camarário foi a taxa máxima).

Esta proposta do executivo foi reprovada pelos Deputados, com 22 votos contra, 6 votos a favor e 19 (dezanove) abstenções. O que diz a Lei nos casos de “chumbos” da proposta do executivo, a taxa a aplicar passará a ser a taxa mínima de 0,4.

Portanto, se temos que agradecer a alguém pela aplicação da taxa mínima de 0,4, não será certamente ao executivo camarário, uma vez que a sua proposta foi de 0,8 (nada mais nada menos que a taxa máxima), mas sim aos Senhores Deputados da Assembleia Municipal que a impuseram.

Estes são os factos verdadeiros, como poderão comprovar pela Acta nº 9 de 16/12/2003 da Assembleia Municipal de Almeida, aqui publicada.

Parafraseando um dos comunicados…confundir é grave, mentir é feio…





















5 – IRS.



O Governo da Nação entregou às Câmaras Municipais 5% do valor cobrado em IRS.
Por sua vez, as Câmaras deveriam reduzir o IRS dos seus Munícipes nas percentagens que
entendessem até aquela percentagem, a bem de uma politica social e humana de realçar.
Pelo gráfico a seguir publicado, poderão verificar quais as Câmaras verdadeiramente
benfeitoras.



Resumindo, podemos dar os parabéns à Câmaras Municipais de Manteigas, Alcoutim, Castro Marim, Crato, Gavião, Oleiros, Ponte de Lima, Ponte de Sor e Terras do Douro.

João Neves



04 agosto, 2008

Fim de um ciclo

A participação activa num qualquer partido político, tem regras que devem ser meticulosamente cumpridas pelos militantes.
Para podermos exigir aos outros o cumprimento dessas regras, não podemos incorrer em qualquer falha, seja voluntária ou involuntariamente.
Analisando os Estatutos do partido, podemos ler na alínea c) do artigo 7º, “Contribuir para as despesas do Partido através do regular pagamento das quotizações”.
Podemos ler ainda no ponto 5 do artigo 9º, “ Cessa a inscrição no Partido dos militantes que deixem de satisfazer o pagamento das quotas por período superior a dois anos”.
É o meu caso.
Já noutras ocasiões e nos lugares próprios afirmei que só aceitaria pagar as minhas quotas à Comissão Política Concelhia de Almeida, desde que o valor ficasse de imediato ali, e não tivesse que ir parar à sede nacional em Lisboa. Tornei-me assim num contestário.
Assim sendo e de forma a evitar incómodos à Comissão Política Nacional bem como ao Conselho de Jurisdição Nacional, conforme o determina o ponto 7 do artigo 9º, limitei-me a informar o Partido da minha cessação de militante.
Poderia ter nomeado outros motivos para esta suspensão, mas entendi que deveria ser este.
Assim pois, termina aqui mais um ciclo da minha vida pessoal.

24 julho, 2008

DIRECÇÃO REGIONAL DA CULTURA DESCONHECE INTERVENÇÃO NAS CASAMATAS DE ALMEIDA



Existem formas diversas de resolver problemas com origem em divergências de opinião. No entanto não tenhamos dúvidas que a via do diálogo é a que melhores resultados originará. Mas esse diálogo tem que ser encarado à partida com humildade, com respeito pelas opiniões dos antagonistas, muita prudência e sensatez. Não será tudo isto que terá faltado neste confronto entre a Câmara Municipal de Almeida e o IGESPAR?

Quem vai vencer este confronto? O actual executivo Câmarário? O IGESPAR? Quem será o vencedor?
Quem já estará a perder é Almeida...disso não tenho dúvidas nenhumas.
Lamento.

Ora leiam este artigo publicado no Jornal Terras da Beira.


Terras da Beira - Edição de 10-07-2008

Direcção Regional da Cultura desconhece a intervenção nas Casamatas de Almeida

A Direcção Regional de Cultura do Centro em Castelo Branco desconhece que tipo de intervenção é que está a ser feita nas Casamatas de Almeida, onde a autarquia quer instalar o Museu Militar. A instituição, a que está afecto aquele monumento, recebeu no ano passado um projecto de recuperação do espaço, que recebeu um parecer negativo e nunca mais voltou a receber qualquer outro.

O director dos serviços em Castelo Branco da Direcção Regional da Cultura do Centro, José Afonso, garante que aquele organismo «não tem a mínima responsabilidade em atrasos» relacionados com a instalação do Museu Militar nas Casamatas de Almeida.
O arquitecto prestou este esclarecimento ao TB depois do presidente da Câmara Municipal de Almeida, Batista Ribeiro, ter acusado aquele organismo de falta de resposta em relação a determinados aspectos daquele projecto, que a autarquia pretendia abrir ao público este mês.

José Afonso garante que a resposta ao projecto apresentado pela autarquia, em finais de Julho do ano passado, foi dada no dia seguinte.

O parecer a essa intervenção foi «negativo», como evidencia José Afonso e garante que não voltou a dar entrada nos serviços qualquer outro projecto para as Casamatas. «Sabem perfeitamente que o meu parecer foi negativo. O assunto foi a Conselho Consultivo que me deu razão», sustenta.
O dirigente da Direcção Regional de Cultura do Centro desconhece por isso que tipo de intervenção é que está a ser feita naquele monumento.

José Afonso diz estar «absolutamente convicto» da sua posição que defende «para bem do monumento».

De recordar que o presidente da Câmara Municipal de Almeida admitiu ao TB que tinha contornado os serviços de Castelo Branco e recorrido ao presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) para dar seguimento à obra de requalificação das Casamatas.

Mas para além do IGESPAR, as obras terão também de ter o aval da Direcção Regional de Cultura do Centro, instituição a que está afecta o monumento. «Não podem intervir sem o projecto vir à Direcção Regional da Cultura do Centro», assegura o arquitecto.
José Afonso entende que «o caminho que se está a seguir não só está a atrasar brutalmente todo este processo, como está a criar problemas».
Aquele responsável censura o percurso da obra de recuperação das Casamatas: «Começa-se com uma metodologia, depois salta-se para outra, contesta-se, faz-se outro projecto a meio... há qualquer coisa que não esté bem nisto. Até no meu ponto de vista de cidadão», sublinha.

O arquitecto entende que «neste clima [de acusações aos serviços de Castelo Branco] não se vai a lado nenhum. Temos de trabalhar em equipa. Não é por haver um projectista contratado pela Câmara que o parecer das entidades se vai alterar», avisa. José Afonso alerta que «há circuitos administrativos e competências» a cumprir.

O dirigente da Direcção Regional de Cultura volta a dizer que lhe «dói muito ver o monumento a ser molestado» e sublinha que a musealização «não pode, nem deve atentar contra o momento». «Esse é um princípio sagrado das regras do património. É preciso saber que o monumento está acima da musealização. O espaço em si já é objecto de musealização», alerta. «Pode lá não ter nada, o vazio das suas salas vale por si», defende.

José Afonso vinca ainda que é a musealização que tem de se submeter ao monumento e não o monumento à musealização. "É aquilo que querem fazer e eu acho que isso é uma inversão absoluta dos valores e das regras".

17 julho, 2008

OBVIAMENTE...RENÚNCIO!


Depois de todas as peripécias, um tanto ou quanto sombrias, ocorridas no processo de escolha da equipe candidata às últimas eleições autárquicas, que originaram uma posição da minha parte em defesa de todos os Militantes do PSD.

Depois do vexame a que fui sujeito pelo Senhor Presidente da Comissão Politica Concelhia de Vilar Formoso do Partido Social Democrata, incluindo uma tentativa de agressão da sua parte, quando cumpria o meu dever de militante nas últimas eleições para o Presidente do Partido.

Depois de recorrer do facto para o Presidente da Assembleia da Secção de Vilar Formoso do PSD, não tendo reciprocidade nem tentativa da sua parte para resolver estes factos que são graves, limitando-se a enviar-me uma carta a informar-me que tinha ouvido o dito senhor.

Depois de recorrer ainda para o Conselho de Jurisdição Distrital do PSD da Guarda, sobre os factos ocorridos, não obtendo qualquer resposta.

Depois ainda de ter dado conhecimento à Comissão Politica Distrital do PSD da Guarda sobre todos os factos ocorridos e supracitados, mais uma vez sem receber qualquer resposta.

Obviamente não me resta outra atitude que não seja a minha renúncia de Militante do Partido Social Democrata.

Esta atitude surge depois de ter feito todos os esforços, como acima referi, para que este processo fosse resolvido dentro do PSD, de forma a defender o bom nome do mesmo. Tal atitude não foi assim entendida pelos actuais senhores detentores do poder no Concelho de Almeida e no Distrito da Guarda. Só me resta então, e em defesa da minha dignidade, abandonar,com muita pena e até mágoa, o Partido Social Democrata.

Aos Militantes Sociais Democratas do Concelho de Almeida vai o meu abraço e reconhecimento pela forma como sempre fui acarinhado e respeitado.


João Neves

05 julho, 2008

Nulidade......para quem?

No passado dia 29 de Junho no canal 1 da RTP, após o Telejornal das 20 horas, tivemos mais um momento do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Sempre que possível, procuro ouvi-lo.
Desta vez, conseguiu surpreender-me negativamente a determinada altura da sua intervenção.
Referindo-se ao actual Ministro da Agricultura, classificou-o negativamente, chegando ao ponto de afirmar que era uma “nulidade”.
Não satisfeito com a afirmação, ainda esclareceu o significado da palavra que empregou no âmbito do mundo universitário.
Para nós comuns cidadãos deste país, nulidade, é sinónimo de falta de aptidão ou talento, insignificância, ninharia, pessoa que não tem mérito nenhum, entre outras coisas.
Com todo o respeito que me merece o Prof. Marcelo e as suas opiniões, devo dizer que neste caso não concordo nem subscrevo a ideia.
O Ministro da Agricultura, é ainda hoje o cidadão Jaime de Jesus Lopes Silva, Almeidense e de quem sou amigo desde os tempos de escola primária e do Externato Frei Bernardo de Brito (anos 60).
O Jaime (como era conhecido entre os amigos), sempre foi uma pessoa educada, respeitadora e acima de tudo um aluno exemplar. Já nessa altura sobressaía em relação aos demais, e por isso chegou onde chegou.
Não havendo outras, esta razão é mais do suficiente para não reconhecer ao Prof. Marcelo capacidade de análise em relação a uma pessoa, com a qual certamente nunca terá falado e muito menos convivido.
Nós, Almeidenses, devemos estar orgulhosos pelo facto de podermos contar com um conterrâneo num cargo político tão importante quanto o de Ministro. Mas não devemos sentir esse estado de alma, só pelo Jaime. Devemos sentir o mesmo pelo facto de o actual Procurador-geral da República ser também cidadão deste concelho. E que dizer do Prof. Eduardo Lourenço?
Nulidade, não se pode dizer que seja uma palavra forte ou fraca.
Vale o que vale no contexto em que for inserida.
E neste caso depreendo que foi proferida como classificação política.
Analisando a área em que nos envolvemos, ou seja a Europa, verificamos que muitos dos países que hoje fazem parte do global, incluindo alguns provenientes da antiga Europa de Leste, os seus cidadãos vivem em melhores condições do que nós portugueses.
Recentemente a OCDE classificou Portugal num dos lugares últimos de uma tabela.
Não bastando isto, o Primeiro Ministro afirmou recentemente numa entrevista também ao canal 1 da RTP que o abrandamento económico que se verifica actualmente, deve levar-nos a sentir maiores dificuldades nos próximos anos.
Para mim, é uma preocupação muito grande pelo facto de vir de quem vem. Não me esqueço que José Sócrates, sempre foi uma pessoa optimista e afirmava aos quatro ventos que o País estava numa recuperação jamais vista nos últimos anos. Lá está o velho lema dos políticos, o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira.
Enfim…
Mas esta situação arrasta-se de há uns anos a esta parte.
Hoje estão uns no poder, amanhã estão outros, e quando se substituem arranjam sempre uns lugarezitos em empresas com ou sem comparticipação estatal.
Com o aproximar das próximas eleições, no PPD/PSD já se estão a perfilhar os da “velha guarda” para consegui um lugar ao Sol.
Será que vamos voltar ao mesmo? E nós cidadãos comuns, a ver passar o futuro ao lado.
Então, pegando na palavra do Prof. Marcelo, “nulidade”, pergunto se não se poderá aplicar a quase todos os políticos que até hoje tiveram responsabilidades governativas.
Ou então, porque não, a todos nós quantos já votamos nesses políticos. Sim, porque perante a incapacidade qualitativa de melhorar o País à semelhança dos europeus, deveríamos era “correr” com esta classe política.

Para terminar, vou deixar aqui uma sugestão.

De forma a contrariar a ideia do Prof. Marcelo, e como forma de nos solidarizarmos com o Ministro Almeidense Jaime Silva, demonstrando-lhe o nosso sentimento fraterno, porque não endereçar um convite ao Sr. Ministro para uma visita oficial à sua terra? Porque não a convocação de uma Assembleia Municipal extraordinária, órgão máximo do concelho, para o receber e demonstrar-lhe que independentemente da cor política a que cada um de nós possa estar ligado, no que diz respeito ao concelho de Almeida e aos Almeidenses espalhados por aí, estamos todos solidários e coesos.
Atenção, que as eleições ainda não estão à porta, por isso não se corre o risco de colagem política.
Que se faça luz sobre algumas mentes……




29 junho, 2008

Memória curta...infelizmente!

Quando li este artigo da Clara Ferreira Alves dei comigo a pensar se será característica do Povo Português, esta questão de ter a memória curta. Se tentarmos recordar o que tem sido a história de Almeida nas últimas três décadas, ou mesmo na última década, pois verificaremos que também nós temos memória curta. Infelizmente...


Vale a pena ler até ao fim, este artigo de Clara Ferreira Alves


*A Justiça criminosa* por Clara Ferreira Alves
In Pluma Caprichosa, 22 de Out de 2007



Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso.

Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.


Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia.


E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?

E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente"importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.

23 junho, 2008

Duas “pedras” no sapato do PSD Almeida!

Ainda que maiores do que o próprio sapato, os amigos João Neves e José Augusto continuam a ser duas “pedras no sapato” do PSD Almeida. Por não se reverem nas pessoas que ditam as políticas concelhias do partido, nem nas respectivas políticas e atitudes, os dois resolveram afastarem-se da vida activa do mesmo. A consciência e os valores assim o ditaram!

Até aqui tudo bem! A saída de ambos abriu espaço à entrada de um ou outro amigo do poder instituído e ajudou a que o feudo se estabilizasse. Nada mais vantajoso para quem ficou…

O pior é que, para tristeza do PSD Almeida, o João e o Zé não ficaram calados. Continuaram a expressar as suas opiniões de forma aberta e democrática, causando alguma urticária intelectual ao aparelho que vê as suas decisões serem criticadas. Não são criticadas apenas pelos dois, mas o que mais “magoa” é que também são criticadas por eles os dois. Logo os dois que TANTO ajudaram na vitória das últimas eleições…

Não escrevo este post para criticar a cota parte de responsabilidade que o João Neves e o José Augusto têm na actual situação política concelhia, por terem ajudado o actual executivo a ser eleito (por 90 votos), mas sim para mostrar a minha indignação pelos acontecimentos salazaristas ocorridos no dia da eleição do Presidente do PSD, em Vilar Formoso.

Como já foi escrito e comentado, o João Neves foi insultado pelo presidente da concelhia do PSD, o sr. Hernâni, que chegou ao ponto de tentar agredir o João.

Não conheço o sr. Hernâni, nem tão pouco me importa se o senhor se chama Hernâni ou tem outro nome qualquer. O que importa, de facto, é que o autor destes actos inqualificáveis é o presidente da concelhia do mesmo partido que o João Neves. Importa que por o João ter opiniões diferentes deste senhor, e durante um acto eleitoral democrático, foi duramente insultado e quase agredido.

Não estive presente no local, até mesmo porque não sou militante do PSD nem de partido nenhum. No entanto, depois de conversar com algumas pessoas e de recolher alguma informação percebi que o sr. Hernâni (e não só) tinha pretensamente a lição bem estudada.

Se não vejamos:

Quando o João Neves chegou ao local o presidente da concelhia chamou-o à parte e começou a insultá-lo, insinuando que o João Neves lhe havia telefonando anteriormente insultando-o também. Os insultos do sr. Hernâni chegaram a tal ponto que não fosse a intervenção de alguns dos presentes este teria mesmo agredido o João.

Foi-me dito pelo próprio João, e eu acredito, que não houve telefonema NENHUM para o sr. Hernâni. Mas o sr. Hernâni jurou a pés juntos que sim, que o telefonema existiu. Algumas pessoas presentes no local (inclusivamente algumas que muitas vezes neste espaço criticam o João e os restantes autores do Fórum), indignadas com a cena macabra, não acreditando na existência do tal telefonema pediram ao sr. Hernani para lhes mostrar o número de telefone gravado no seu telemóvel. Este, titubeante, foi dizendo, que não tinha o seu telemóvel consigo. Pouco depois, e face à insistência, apareceu com o número de telefone do João Neves escrito num papel… (Ainda há amigos solícitos! hehe) No atropelo da confusão, chegou ainda a dizer que a chamada fora feita de forma anónima!

Pois bem, sr. Hernâni, se, de facto, o sr. João Neves lhe telefonou para o insultar, e se o senhor prontamente apresentou um papelinho com o número do João (papelinho que talvez ainda exista!) é porque esse telefonema ficou gravado no seu telemóvel e acredito que para salvaguardar a sua honra e reputação, facilmente o justificará com a sua factura telefónica descriminada.

Ficamos pois à espera que nos brinde com a prova (se assim quiser) de que o João lhe telefonou para o insultar ou do seu contraditório. Sim, porque provas de que o senhor insultou e tentou agredir o João ele tem…e muitas!

Teremos muito prazer em publicar o seu comentário!

Enquanto assim não for, MAIS UMA VEZ, ficamos com a demonstração do actual estado de coisas da política concelhia. O presidente do partido insulta e tenta agredir, os vereadores da Câmara Municipal assistem impávidos e serenos (embora o Sr. Eng Machado tenha separado os intervenientes – justiça seja feita) sem virem a público manifestarem a sua reprovação por tão indignas e deploráveis atitudes. A assembleia concelhia do PSD sacudiu a água do capote aquando da apresentação dos factos. Veremos o que fará a distrital!!

Também para os membros executivos camarários fica o convite para que se expressem sobre o assunto que tanto lhes diz respeito.

Se o desejo e o propósito da encenação era afastar o João Neves do PSD talvez o tenham conseguido, mas se o objectivo era intimidá-lo e calá-lo no recanto do seu lar, não acredito que possam sair vitoriosos…

O tempo nos dirá a quem o logro prejudicou!

Deixo apenas mais uma interrogação que há muito me assola e que em tempos já aqui escrevi:

Então e no meio desta confusão toda, com assuntos pertinentes a serem tratados quer de foro político quer de cariz essencialmente prático como são as obras e projectos de obras do nosso concelho, onde anda o maior partido da oposição do concelho? Onde anda o partido socialista? Ainda existe? Não terá uma palavra a dizer? Que alternativa nos propõe? Esperam, como lobo a cordeiro, que o executivo camarário continue a cavar a própria sepultura? E qual é o mérito desses hipotéticos louros?

Nada dizem, nada contam, nada contestam, esperemos que não seja por… nada saberem, nada poderem!

João, se dúvidas tinhas… Ainda incomodas muita gente!

Para ti um abraço solidário! Por aqui nos continuaremos a encontrar.

Mário Martinho (Jr.)

22 junho, 2008

XXXI Congresso do PSD

Na minha última intervenção neste blogue, ao qual atribui o título de “Esclarecimento”, deixei no último parágrafo a intenção de tomar uma posição em relação ao que se passou aquando da eleição do Presidente do Partido, após ter falado com ambos os intervenientes.
Não assumi uma posição de imediato, porque aguardava o desenrolar do que se iria passar a nível do Congresso do PSD que de correu este fim-de-semana em Guimarães. Além do conteúdo, aguardava com algum interesse o conhecimento daqueles que agora se iriam perfilar junto da líder, procurando assim um conseguir talvez lugar ao Sol.
Só foi possível fazer um acompanhamento através da comunicação social, muito particularmente pelas televisões, dando-nos algumas imagens com a síntese do que mais importante se passou.
Espero que os militantes do partido que não foram por motivos vários, tenham tido a curiosidade de ver e ouvir as principais intervenções dos militantes mais mediáticos de forma a poderem livremente opinar sobre as questões mais importantes para o partido.
Para mim houve cinco que me mereceram especial relevo.
A intervenção da Presidente do partido, Manuela Ferreira Leite, foi a mais fraca de todas, talvez pelo facto de os temas referidos terem sido praticamente os mesmos da campanha eleitoral. No fim a abordagem dos temas banais e da critica ao PS, não trouxe nada de novo e as normais que outros políticos fazem. Fiquei com a ideia de que a sua preocupação principal foi a de falar para o povo português. Mas estando num congresso partidário talvez lhe tivesse ficado bem falar do partido, das novas decisões e das mudanças internas a fazer. A não ser que tivesse algum receio das reacções dos congressistas. O futuro nos dirá o que vale.
A intervenção de Passos Coelho foi também das mais fracas, merecendo destaque o facto de vir dizer que está ao lado de quem dirige o partido, embora não abdique e considere as suas ideias fundamentais. Ficou a sensação de querer qualquer coisa, caso um dia o PSD regresse ao poder.
Rui Rio foi igual a si próprio. Uma intervenção ao seu estilo. Falar contra o opositor, entenda-se PS e a sua política. Abordou dois ou três temas polémicos de âmbito nacional com a facilidade do discurso que o caracteriza, e contou naturalmente com o apoio da gente do Norte, que apesar de algumas circunstâncias, ainda o apoiam.
Outra intervenção digna de realce e que merece ser bem analisada, foi a do anterior Presidente da Mesa do Congresso, Ângelo Correia.
Não sei porquê, mas fez-me lembrar cenas que se passam em muitos lados (e por isso ele fez a afirmação que fez), mas muito especialmente no nosso concelho.
Só espero que tenha sido ouvido e que procurem seguir o conselho.
Deixei para último a referência da intervenção do Pedro Santana Lopes pelo facto de ter sido para mim, a que mais destaque mereceu. Como lhe é peculiar e hábito nele, foi objectivo, sincero, e criticou olhos nos olhos.
Perguntou e bem, se os que não partilham desta direcção do partido, não estarão no mesmo direito de vir para a comunicação social e darem a sua opinião em desacordo com a linha política que pretendam seguir.
Goste-se ou não dele, foi o único que conseguiu arrancar aos congressistas o maior aplauso, e isto além de ter um significado interessante, deve ter deixado alguma preocupação e a pele em galinha a muita boa gente.
Com 65,8 % dos votos dos congressistas a favor da eleição da lista de Manuela Ferreira Leite para a Comissão Política Nacional, não se pode dizer que é uma vitória rotunda.
Filipe Menezes, foi eleito por todos os militantes com 54 % , e apenas durou oito meses no cargo.
As eleições legislativas são já no próximo ano.
Conseguirá Manuela Ferreira Leite chegar às autárquicas ainda como líder?
Para bem do PSD e deste País, esperemos bem que sim.
Voltando ao primeiro parágrafo deste texto, aguardo informação de um órgão partidário para depois assumir a minha posição.

17 junho, 2008

Esclarecimento.

Têm sido muitos os telefonemas que venho recebendo de várias pessoas, questionando-me sobre a atitude tomada para com o João Neves, junto à sede do PPD/PSD em Vilar Formoso aquando da eleição para o Presidente do partido.
Quero aqui deixar bem claro que não tenho rigorosamente nada a ver com tudo isto, uma vez que deixei de ser presidente da concelhia do PPD/PSD logo após as últimas eleições autárquicas.
Tal como a muitos militantes e simpatizantes, o sucedido preocupou-me.
Fiz questão de ouvir a versão de ambos os intervenientes, de forma a ter a minha própria opinião e tomar uma decisão quanto ao futuro.

05 junho, 2008

CÂMARA DE ALMEIDA DE NÔVO CONTRA IGESPAR DE CASTELO BRANCO

Transcreve-se um artigo do Terras da Beira, de hoje 05/06/2008.

A vontade de colocar uma esplanada e a respectiva maquinaria para a servir, é de tal ordem que, mais uma vez, a C.M.A. "passa por cima" do IGESPAR de Castelo Branco e vai "para" Lisboa...esperemos que, à semelhança do Café-restaurante do Picadeiro Del Rey, esta esplanada não fique às moscas...bom... sempre será uma esplanada amovivel...e resta saber se não estará encerrada nos meses de Julho e Agosto...tal qual o Cinema e as Piscinas Municipais...pois no entender de quem de direito, estes meses são "época baixa" cá no nosso burgo!!! Digo eu...




Câmara de Almeida quer acelerar abertura do Museu Militar


A Câmara Municipal de Almeida vai recorrer pela segunda vez ao presidente do IGESPAR para acelerar o processo de abertura do Museu Histórico-Militar, dada a falta de resposta por parte dos serviços de Castelo Branco.O presidente da Câmara Municipal de Almeida, Batista Ribeiro, deverá reunir nos próximos dias com o presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) para garantir a abertura do Museu Histórico-Militar no próximo mês de Julho. A autarquia aguarda há semanas por um parecer dos serviços do IGESPAR em Castelo Branco sobre a instalação de uma esplanada na cobertura e da parte electromecânica do projecto. O autarca esperar poder resolver o problema na reunião com o presidente do IGESPAR para que o espaço possa estar aberto na altura em que a vila recebe o maior fluxo de turistas. O projecto resulta da recuperação das antigas Casamatas, galerias subterrâneas construídas no século XVIII. A instalação do Museu está a ser acompanhada pelo Exército, com quem a autarquia celebrou um protocolo em 2003. Esta é a segunda vez que a Câmara Municipal de Almeida recorre ao presidente do IGESPAR para tentar desbloquear o processo de instalação do Museu Militar. Depois de uma primeira tentativa fracassada para impermeabilizar as casamatas levado a cabo pelo ex-IPPAR, a autarquia optou por uma técnica distinta mas teve dificuldades em ver o projecto aprovado pelos serviços de Castelo Branco. Batista Ribeiro admitiu que teve de contornar os serviços regionais e dirigir-se a Lisboa. O autarca tem garantido que a intervenção feita nas Casamatas pela Câmara Municipal é «cuidada» e está a ser acompanhada por «pessoas competentes». Em relação à esplanada que a autarquia quer colocar e sobre a qual aguarda resposta do IGESPAR de Castelo Branco, Batista Ribeiro assegura que se trata de uma estrutura «amovível que pode ser tirada em qualquer momento sem que se possa dizer que houve ali um atentado ao património».O director de História e Cultura Militar do Exército, o major-general Matos Coelho, disse ao TB que «corrigida a situação» da impermeabilização estarão criadas «as condições para a colocação de peças e para a execução e instalação dos meios multimédia». O responsável pela Direcção de História e Cultura Militar,de quem dependem os museus militares do exército desde 2007, explica que o Exército «acompanha tecnicamente a selecção das peças que constituirão acervo museológico histórico-militar e poderá colaborar na elaboração dos textos de apoio à exposição». O major -general acrescenta, no entanto, que a Direcção de História e Cultura Militar colaborará «apenas nos limites das suas competências institucionais e para aconselhamento dos aspectos de museologia militar». Aquele responsável acredita que «o projecto, museologicamente bem elaborado, terá viabilidade» desde que sejam «definitivamente corrigidas as condições de protecção das casamatas».Críticas à opção da autarquiaMas a opção da autarquia em criar um Museu Histórico-Militar nas Casamatas continua a suscitar críticas em Almeida. Recentemente, o jornal “Praça Alta” publicou um artigo de opinião de Rui Brito da Fonseca no qual defende que o Museu «por muito bem organizado que esteja, desvirtua o espaço, pois apenas o usa sem o contextualizar, com todo o potencial e fim para que foi construído». Rui Brito da Fonseca acredita que o Museu «talvez pudesse sair valorizado num outro espaço do centro histórico até com outras valências mais flexíveis, sem o ónus da permanente ameaça das infiltrações e humidades».Confrontado com as críticas, o presidente da Câmara Municipal de Almeida prefere não comentar, argumentando que «respeita as críticas» , mas não lhes dá «importância».


Por: Elisabete Gonçalves in Terras da Beira - 05/06/2008

04 junho, 2008

...E QUANTO A REFORMAS...ESTAMOS CONVERSADOS.

Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro)
com pensões de luxo (mas em 2006 a lista continua imparável!) e pode ser
consultado em:

http://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3

Janeiro

Ministério da Justiça
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura

Março

Ministério da Justiça
€7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura

Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
€6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA

Abril

Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procurador-geral Adjunta Procuradoria-Geral República

Antigos Subscritores
€6193.34 Professor Auxiliar Convidado

Maio

Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura

Junho

Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura

Julho

Ministério da Justiça
€5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
€5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
€5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República

Agosto

Ministério da Justiça
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€ 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado

Setembro

Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
€6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)

Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura

Ministério da Educação
€5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação

Outubro

Ministério da Justiça
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República

Novembro

Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo)

Tribunal de Contas
€5663.51 Presidente

Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura

Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
€5015.16 Professor Coordenador Inst Superior Engenharia Lisboa

...e estas são algumas reformas que se praticam neste País à beira mar plantado...e em breve voltaremos com outros valores e no que diz respeito a reformas.

Para que conste.

01 junho, 2008

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

E O FUTURO É DAS NOSSAS CRIANÇAS...DIZEM...

MEU DEUS...AS CRIANÇAS NÃO...NÃO AS FAÇAS À NOSSA IMAGEM E SEMELHANÇA...
AS CRIANÇAS NÃO...
Hoje deixem-me ser egoista e recordar aqui as crianças da minha Terra...Moçambique...o meu dia vai para elas...e que saudades tenho...

João Neves


MANUELA FERREIRA LEITE é a nova Líder do PPD/PSD

Nas eleições directas para a presidência do Partido Social Democrata (PSD), a candidata Manuela Ferreira Leite foi a que obteve a maior votação nacional - 16.564 votos, num universo total de 43.983 votantes (registaram-se 250 votos brancos e 46 nulos) - tendo sido eleita a nova Presidente do partido.

Em segundo lugar ficou Pedro Passos Coelho, com 13.664 votos, correspondentes a 31,07% dos votos.


Muito próximo, mas na terceira posição, ficou Pedro Santana Lopes, com 13.115 votos, correspondentes a 29,82 por cento do total.


Em último lugar, ficou o candidato Mário Patinha Antão, com apenas 294 votos (0,67 por cento).


Estavam inscritos para votar 77.090 militantes, mas votaram apenas 43.983, pelo que a abstenção se situou em 42,95%.


João Neves