11 janeiro, 2013
...qualidade de vida no interior...
Almeida considerado o concelho com melhor qualidade de vida da região.
O concelho de Almeida está no ranking dos 40 municípios que registam os melhores índices de qualidade de vida a nível nacional e ocupa, no contexto do distrito da Guarda e da Cova da Beira, a melhor posição. A conclusão é de um estudo do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior (UBI), que analisou os 308 concelhos do país, colocando Almeida no 36º lugar.
O município raiano conseguiu escalar 88 posições relativamente ao estudo de 2009, ultrapassando a Guarda e Castelo Branco, e ficando mesmo à frente de outras capitais de distrito como Braga, Leiria ou Viseu. Menos positivo é o lugar conseguido pela Guarda, que cai 72 posições e surge apenas no 139º lugar, o último posto entre as capitais de distrito. Nesta análise, intitulada “Indicador Concelhio de Desenvolvimento Económico e Social de Portugal”, são os concelhos do litoral que surgem no topo da tabela, com Lisboa na liderança, seguida de Porto e Albufeira. Na região, depois de Almeida, surgem Belmonte (81º), Vila Nova de Foz Côa (82º) e Manteigas (84º). A Covilhã fica-se pela 202ª posição, enquanto o 247º lugar vale a Celorico da Beira o “título” de município com menor qualidade de vida na região, antecedido de perto por Pinhel (244º) e Mêda (239º).
Contudo, a maior queda pertence a Gouveia, que desceu 108 lugares, da 117ª para a 225ª posição. Por outro lado, Penamacor registou a subida mais acentuada, ascendendo 162 posições face ao 253º posto que ocupava em 2009. «No contexto da região, o desempenho de Almeida foi uma agradável surpresa», analisa o responsável pelo estudo, Pires Manso, que destaca também a posição alcançada pelo Sabugal, «que deixou de figurar na lista dos 30 piores». O professor catedrático da UBI não refere, no entanto, o que levou à subida destes concelhos, ou à descida de outros, como a Guarda, até porque tal «implicaria uma análise mais profunda e individual, já que as variáveis são muitas». Ainda assim, Pires Manso aponta o «encerramento de empresas e o consequente aumento do desemprego e diminuição do poder de compra» como a possível causa para a modesta classificação do concelho guardense, já que «esses fatores refletem-se invariavelmente na qualidade de vida», argumentou.
País a duas velocidades
A terceira edição do estudo, elaborada no último trimestre de 2012, inclui 48 indicadores baseados em dados de 2010 do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes aos 308 municípios de Portugal, e teve em conta condições materiais, sociais e económicas subdivididas em itens como número de centros de saúde ou equipamentos culturais por cada mil habitantes, a taxa de escolarização ou o dinamismo económico. No contexto geral, os números evidenciam que «o país anda a duas velocidades, uma para os municípios mais urbanos e industrializados do litoral, e outra para o interior», que se debate ainda com os «impactos do envelhecimento, falta de emprego e despovoamento», refere o docente.
Satisfeito com o resultado do estudo ficou António Baptista Ribeiro, autarca de Almeida, que, contudo, se confessou «surpreendido» pelo lugar ocupado na classificação geral. «Em termos regionais não me surpreende o lugar alcançado, mas no contexto nacional admito que não esperava o 36º lugar», declarou o edil. Para Baptista Ribeiro, o resultado obtido «prende-se muito com uma excelente cobertura ao nível dos equipamentos sociais» e com a «dinâmica que a fronteira de Vilar Formoso ainda possui», uma vez que «o resto do concelho padece do mesmo mal dos outros, com a interioridade e despovoamento acentuado». «O que equilibra e eleva o concelho a essa posição é a fronteira, apesar de também ter perdido muito do seu dinamismo», considera o autarca, lamentando que «este resultado não se reflita no que é a economia local».
Três municípios exigem pedido de desculpas à UBI.
Em reação ao Indicador Concelhio de Desenvolvimento Económico e Social, os presidentes das Câmaras Municipais de Amarante, Baião e Lousada, no distrito do Porto, exigem uma «retratação pública» à Universidade da Beira Interior, pelo facto destes concelhos surgirem entre os 30 piores do país.
O autarca de Baião lamenta que estes municípios industrializados, que estão «entre os melhores do país» a nível de equipamentos e infraestruturas, tenham sido colocados nos últimos lugares do ranking, e diz que já teve «o cuidado de alertar» os responsáveis pelo estudo para o facto de se basearem em «dados desatualizados e não confirmados». José Luís Carneiro diz mesmo que caso a UBI não apresente um pedido de desculpas, as três autarquias «avançarão para as instâncias competentes para defender o prestígio e o bom nome» dos municípios.
in “O Interior” de 10-01-2013
17 novembro, 2012
02 novembro, 2012
...roubam-nos a lua e...arranca-nos a voz…
e não dizemos nada…
Na segunda noite,
Já não se escondem,
...pisam as flores…matam o nosso cão…
e não dizemos nada…
Até que um dia…
o mais frágil deles…
entra sozinho em nossa casa…
rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta…
E porque não dissemos nada…
…já não podemos dizer nada…

Mas não me importei com isso…eu também não era operário…
Depois prenderam os miseráveis,
Mas não me importei…porque não sou miserável…
Depois agarraram uns desempregados,
Mas como tenho o meu emprego…não me importei com isso…
Agora estão me levando a mim…
Mas já é tarde…ninguém se importa comigo…
Como não sou Judeu…não me importei…
No dia seguinte vieram e levaram o outro vizinho que era comunista…
Como não sou Comunista…não me importei…
No terceiro dia vieram e levaram o meu vizinho católico…
Como não sou Católico…não me incomodei…
Ao quarto dia vieram e…me levaram…
…não há mais ninguém para reclamar…
04 outubro, 2012
30 junho, 2012
Elvas...UNESCO classifica Património Mundial
As fortificações de Elvas foram classificadas, na categoria de bens culturais, ao início da tarde de hoje na 36.ª sessão do Comité do Património Mundial, que está reunido até 06 de julho, em São Petersburgo, na Rússia.
O conjunto de fortificações de Elvas, cuja fundação remonta ao reinado de D. Sancho II, é o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres, possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.
As fortificações de Elvas constituíam o único monumento português entre os 33 candidatos que fazem parte da lista de Património Mundial, elaborada pela Unesco.
A fonte do município explicou à Lusa que foram classificadas todas as fortificações da cidade, os dois fortes, o de Santa Luzia, do século XVII, e o da Graça, do século XVIII, três fortins do século XIX, as três muralhas medievais e a mudalha do século XVII, além do Aqueduto da Amoreira.
Classificado como Património Nacional em 1910, o Forte da Graça, monumento militar do século XVIII situado a dois quilómetros a norte da cidade de Elvas, constitui um dos símbolos máximos das fortalezas abaluartadas em zonas fronteiriças.
O Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) já tinha dado parecer “decisivo e favorável”, tendo sido provado que as fortificações da cidade alentejana “reúnem o valor universal excecional, que é o principal para que uma candidatura seja aprovada”, segundo a vereadora da Cultura do município de Elvas, Elsa Grilo.
...deixo a minha pergunta...então e...Almeida?...não era presumível ser Património da humanidade também?...então não fomos parceiros de candidatura?...
12 janeiro, 2011
VOTOS PARA 2011
Como desejos para o Novo Ano, pretendo a nível pessoal, tal como qualquer outra pessoa, saúde e Paz, já que o resto faz parte do desafio que é viver. Quanto a Almeida, terra de raízes familiares profundas pela qual o coração vibra e sofre, tenho também desejos que gostaria de ver concretizados. Mas não sei se não passam de aspirações vãs, já que satisfações poucas daí têm advindo, isto para não acentuar as decepções.
No Novo Ano, espero que Almeida comece a encontrar o progresso desejável e não apenas aquele fundamentado em promessas não exequíveis, como até aqui tem acontecido. Desejo que os nossos autarcas sejam leais quando decidem e tenham a humildade de dialogar mais com os seus munícipes, não se mantendo prepotentes, reagindo como autistas e soberbos nos seus pontos de vista. Gostaria de poder constatar que quem nos governa a nível autárquico tivesse os "pés no chão" em tempo de profunda de crise económica e financeira generalizada, não embarcasse em gastos supérfluos, em despesismos fáceis com eventos popularuchos que nada contribuem para desenvolver o bem comum das populações, apenas satisfazendo caprichos políticos e esboçando uma falsa aparência de qualidade de vida.
Gostaria ainda de pedir que no ano de 2011 houvesse ponderação nos projectos arquitectónicos para Almeida, não acrescentando mais uns sarrabiscos à caricatura que cada vez mais se está a tornar daquilo que outrora foi um extraordinário centro histórico, modelo de praça de guerra genuína. Deixem, senhores que decidem, de ser uns saloios com ares de vanguardistas, pois nunca o hão-de ser enquanto rendidos a quem põe as vaidades e interesses pessoais à frente da vontade de servir. Não privilegiem a ostentação, a continuação das intervenções de fachada, pensem de maneira mais acertada e séria na conservação de um património que nos foi legado e que as presentes acções vão destruindo. Em nome da “evolução” e dos “arranjos” não matem a História e o Património que é de todos!
Seria agradavelmente reconfortante, como munícipe, ver o concelho desenvolver-se uniformemente com os dinheiros públicos gastos em projectos de efectiva mais-valia para os seus habitantes, e não megalómanos projectos de hotéis termais, que acabam fatalmente por não se construir, furos em busca de aquíferos profundos que não brotam o desejado, ou inconsequentes candidaturas a património mundial que apenas servem para mais despesas e apenas vão iludindo quem em vós, senhores, parece acreditar. Parem de fugas para a frente e sejam modestos! Almeida é um pequeno município do interior português, com recursos limitadíssimos e desertificado. Não se podem desbaratar os poucos dinheiros a que se tem acesso, porque são bens escassos. Deixem de reformulações de candidaturas a património mundial integrado em arquitectura abaluartada ibérica pelos quatro cantos do mundo. Chega de veleidades!
Finalmente, faço votos para que haja bom senso. Chega de edifícios cúbicos, portas azulejadas e granitadas de modernas imposições, pirâmides em vidro deslocadas de contexto, esplanadas abandonadas sobre pedras de casamatas metidas “porque sim”, monumentos afrontando a entrada principal da vila, etc., etc. Ponderem!
E, antes de mais, dêem a conhecer aos munícipes os projectos antes destes se concretizarem! Há mais em perspectiva, mas as decisões continuam a passar sempre pelos mesmos. Sem debate público, e em tentativa de asfixia de opinião livre e democrática.
Em 2009 e 2010 os autores, incluindo o signatário, do Almeida Fórum foram alvo de um processo-crime interposto por quem pretendia ver-nos calados. Pela minha parte, não foi nem é este o rumo para me verem mudo - já que, enquanto tiver saúde e consciência, não renuncio a exprimir o meu ponto de vista sobre algo que não concordo. Lamento apenas ter visto entre quem nos pretendia silenciar, elementos do próprio executivo a pactuarem com tal iniciativa. Felizmente, como não podia deixar de ser, o Tribunal de Almeida não achou matéria para acusação de cometimento de qualquer crime por parte dos autores deste blog. Salve-se ao menos o direito de opinião e a liberdade de expressão!
Que o Ano de 2011 traga um pouco mais de luz aos almeidenses, e sobretudo aos decisores camarários, esse é o meu sincero desejo!
Rui Brito da Fonseca
20 novembro, 2009
ÉVORA PATRIMÓNIO MUNICIPAL?
Vale a pena ler com atenção e tirar algumas conclusões:
“Querem tirar a alma a Évora?Meses atrás, num dos meus passeios nocturnos, deparo, à distância, com o que me pareceu ser uma qualquer festarola de habitantes de bairro, reunidos à volta de uma mesa…chego-me ao grupo e reparo que, sendo festa, que também o era, mais seria a reunião de uma qualquer corte, podendo-lhe também chamar feira de vaidades. Pois lá estava um senhor todo de preto vestido que discursava sobre um excelente projecto de reabilitação, salvo erro daquele bairro, um conjunto de maquetas que se podia “visitar” enquanto outro senhor as descrevia a um grupo de congratulados cortesãos, as forças vivas da noite, embora predominassem as cores claras.Da plebe, pouco ou nada, não se dava por ela. 3 ou 4 circunstantes, eu incluído e de passagem. À pergunta do sr que com prazer e notória autoridade presidia à sessão da corte, se haveria algum comentário, um plebeu demanda-o sobre as suas torneiras e porta do quintal (salvo erro). Foi encaminhado pela majestática figura para o presidente? da câmara que lhe resolveria o problema…espero que tenha sido a contentoOutro circunstante ousou realçar o facto de a populaça não ter sido conveniente e atempadamente chamada à audiência. Foi negado o facto por membros da corte. O ar decadente daquilo tudo…A mim, pareceu mais uma feira de vaidades à velha portuguesa, em que meia dúzia de cavalheiros se reúnem para se auto-congratularem e se darem, mutuamente, ao prazer de coçarem o ego a cada um, saberão eles porquê.Arrepiou-me, isso sim, ouvir duas daquelas personagens comentar o facto de para fazer uma rua por ali, deitar uns prédiozitos abaixo. Sei que é feio ouvir conversa alheia, mas até me deu ideia que seria importante para aquela gente, que alguém sentisse, por um momento, a importância de eles estarem ali e o poder que detinham.E lembrei-me disto porque, não há muito tempo, tive oportunidade de ver outra maqueta. Da CâmaraAcrópole XXISe da outra pouco vi, com esta recreei-me.Acho que é um excelente projecto se retirarem do centro do modernaço, o Templo de Diana. Fica ali perfeitamente deslocado.Se não, vejamos. Há dinheiro para gastar e tem de ser gasto. Obra tem de ser feita. Évora deverá ser a única cidade com rotundas quadradas. Continue o Sr. que sei agora ser importante e chamar-se Ernesto, a ser original. Leve-se a obra até ao fim…deite-se o Templo abaixo, já que se vai subir o pavimento, e cobrir a seu pódio/base/alicerce faz tanto tempo exposto, afinal só quase completo, e depois com aquelas coisas por cima, muito escaqueiradasTenha a coragem de ficar na história. Sugestão para uma Placa/Memorial em sua homenagem:“Aqui Jaz o Templo de Diana, construído por Romanos incógnitos do Séc. I DC, mandado demolir por mim, Ernesto Augusto, Presidente, circa 2010-2011””O templo tem de ir abaixo.Com ele em pé, esse projecto não passará de um aglomerado de clichés arquitectónicos perfeitamente vulgares, datados, ultrapassados, déjá vu, podiam ser empilhados em qualquer lugar, Lego, péssimo projecto em minha opinião, dando forçosamente a ideia de que, havendo um concurso, o júri teria sempre de aprovar qualquer coisa, por muito má que fosse. Bravo júri que tal obra aprova. Deve ter sido mesmo um caso de consciência “noblesse oblige”, sem remorsos, com honra e dignidade. Dinheiro há para ser gasto, obra tem de ser mostrada, mesmo que envergonhe a cidade (La Palisse). Dê por onde der. Aprove-se, sem vergonha ou pesos de consciência. Que durmam sempre descansados.E na mente de iluminados, para evitar apelar à cultura pato bravense, não basta estudar, melhorar o que existe e manter a alma e harmonia de espaços, tentar manter o espírito e traça originais. Substitui-se, por todo o lado, a calçada, por laje de calcário ou granito, coisa modernaça. E quente ao sol de Évora. Abatem-se árvores, acaba-se com um dos dois únicos jardins da cidade. A plebe, a velharia residente vai sentar-se ao sol, em bancos de pedra, poucos, mas quentinhos. (vai ter repuxos?) Terão sempre uma boa, enorme casa de banho, não sei se à dimensão da sua necessidade, (já poucos os velhotes, restarão os turistas em magote a visitar o espaço modernista estilo centro comercial), por certo à medida do ego presidencial/arquitectural.Lindo aquele bar gaiola-de-vidro,-sauna, alcandorado sobre o troço de muralha romana com o tanque para os patinhos, ao lado. Amenizará a temperatura de tanta pedra a reflectir e armazenar calor. Repuxos? Poderemos chegar ao muro e olhar a Norte?Não se entende como desistiram do estacionamento subterrâneo e mantêm a porta romana abaixo, que nem sequer se vê do bar e a malta que passa por lá, não liga.. Desperdício. Gostei da vontade, talvez oculta, mas eu percebi, de promover o ciclo-turismo ou o uso de Segway, ao implementar sentido duplo em algumas das ruas limítrofes. Boa malha. Se não houver Clientes para as bicicletas, que o Povo mandria e está a ficar velho, amanda-se-lhes com os autocarros para rentabilizar os sanitários.Se optam por não melhorar o que está, se optam por acabar com os jardins da cidade, se optam por lajeados, verdadeiros disparates, (aquele em frente da fundação Eugénio Almeida também fica bem se deitarem a Sé abaixo, assim destoa, aquilo é mais entrada de Hipermercado ou monte alentejano de novo rico), estão a roubar a alma de Évora, estão a roubar-lhe a individualidade, personalidade, a sua identidade, estão a roubar o que a torna única. Mas será que ninguém vê que aquilo é um desastre ?.Tenha termos presidente, esta Cidade não é seu quintal para a andar a forrar de mau gosto..Não a mascare, disfarce só um pouco as rugas que lhe dão dignidade. Não torne a Velha Senhora, numa qualquer Lolita.Este projecto Acrópole XXI, só mostra que, mesmo ganhando as eleições, o sr. não gosta, nem merece a cidade.E chamam-lhe progresso? Estranha gente esta
Da Cultura e seus responsáveis locais(…)”
Por António Souto, 28 de Outubro 2009
in http://evorapatrimoniomunicipal.blogspot.com/